⛏️ BBA ELEVA RECOMENDAÇÃO DE GERDAU PARA OUTPERFORM
⛏️ BBA ELEVA RECOMENDAÇÃO DE GERDAU PARA OUTPERFORM 📈📊 O Itaú BBA elevou a recomendação para as ações preferenciais da Gerdau para outperform, com preço-alvo de R$ 24. Em relatório, os analistas Daniel Sasson, Edgard Pinto de Souza e Marcelo Furlan Palhares destacam que, desde o rebaixamento feito no fim de fevereiro, o papel caiu 10%, com desempenho 9 p.p. abaixo do Ibovespa. "Acreditamos que o papel agora oferece novamente um risco x retorno mais atrativo, negociando a 3,9 vezes o EV/Ebitda previsto para 2026 e FCF médio de 9% entre 2026 e 2028", afirmam. Os profissionais apontam ainda que, apesar de um outlook melhor do que o esperado na América do Norte - o que mais do que compensa um cenário mais desafiador no Brasil -, o papel teve desempenho significativamente inferior ao da bolsa e ao de seus pares nas últimas semanas e se mostra agora mais atrativo. Os analistas esperam um primeiro trimestre positivo para a siderúrgica, com alta de 22% no Ebitda consolidado na comparação com o quarto trimestre, com expansão de margem nos Estados Unidos e margens estáveis no Brasil. "Acreditamos que a companhia pode passar um outlook construtivo para resultados do segundo trimestre, com expansão de margem tanto em América do Norte quanto em Brasil", avaliam. Mais do que isso, o time do BBA acredita que os aumentos recentes de preço nos EUA e potenciais atrasos na revisão do acordo do USMCA criam um ambiente ainda mais construtivo para margens na América do Norte em 2026. O cenário no Brasil, no entanto, segue desafiador. O banco revisou a previsão de Ebitda para 2026 de R$ 11,3 bilhões para R$ 11,6 bilhões, com aumento de margens nos EUA (em 22,6% versus 20,4% previsto anteriormente), mais do que compensando uma redução nas margens no Brasil (em 8,9% versus 9,7% antes). "Acreditamos que a diversificação geográfica de Gerdau e exposição limitada à impactos de Brent mais alto coloca a empresa como um bom player para surfar a volatilidade recente e o cenário eleitoral. Além disso, acreditamos que as discussões a partir do segundo semestre voltarão a se concentrar em potenciais reduções adicionais de capex com a conclusão dos principais projetos em andamento, criando espaço para expansão na geração de caixa", afirmam.
Por Rodrigo Costa (@rodrigoadcosta)