Curva DI sob forte estresse: O impacto pós-eleição
Curva DI sob forte estresse: O impacto pós-eleição Há uma semana, após o primeiro turno, o mercado celebrava o alívio econômico: juros futuros de médio e longo prazo recuaram para 12,8%–13,0% ao ano, na expectativa de um direcionamento político favorável das urnas. Essa calmaria foi rompida pela Segunda-Feira Negra (26/10), com fuga massiva de capital estrangeiro e desvalorização cambial violenta, forçando o mercado a reprecificar o risco de crédito do país. A curva DI empinou de forma histórica. O impacto foi devastador nos vértices longos: juros de 36, 48 e 60 meses saltaram de cerca de 12,9% para 15,4%–15,5% ao ano. Esse empinamento reflete o temor de que o Banco Central precise manter a Selic muito mais alta por mais tempo para conter a disparada do dólar e o descontrole das expectativas fiscais — superando até o estresse de um mês atrás (25/09), quando as taxas máximas giravam em 14,1%. Por Yuga Klissmann
Por Yuga Klissmann (@yugaklissmann)