💰💵 CUSTO DE REPAROS NO GOLFO
💰💵 CUSTO DE REPAROS NO GOLFO Custo de reparos no Golfo após ataques cai de US$ 58 bilhões para US$ 40 bilhões A Rystad Energy agora estima em cerca de US$ 40 bilhões o custo dos reparos na infraestrutura de petróleo e gás do Golfo afetada pelos ataques. Em abril, a estimativa era de US$ 58 bilhões. Algumas instalações sofreram menos danos do que se pensava inicialmente, e os reparos nelas também estão avançando mais rapidamente. O oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita está operando com capacidade de 5,8 milhões de barris por dia (mb/d) e deve atingir sua capacidade total em algumas semanas. A refinaria SATORP, em Jubail, deve iniciar uma recuperação gradual a partir do final do quarto trimestre, com um aumento mais expressivo da atividade no primeiro trimestre de 2027. A Rystad afirma que a recuperação tem sido mais rápida nos setores de refino convencional e oleodutos. Trata-se de trabalhos envolvendo aço, bombas e soldagem, tarefas que as empresas contratadas sabem executar com agilidade. No caso do GNL, a situação é diferente. O Catar tem uma capacidade de 12,8 milhões de toneladas por ano (Mtpa) paralisada, e os reparos podem levar três anos. As unidades de liquefação são muito mais difíceis de reconstruir. A mudança mais significativa está na forma como o Golfo conduz os reparos. As operadoras agora preveem novos ataques e estão se organizando para enfrentá-los. A Aramco está estabelecendo um sistema permanente de contratação para emergências, com acordos de longo prazo que permitem a mobilização de equipes de reparo em questão de dias. A ADNOC afirma já possuir protocolos de resposta implementados. Cada parte tem suas razões. Os produtores do Golfo querem provar que continuam sendo fornecedores confiáveis, e seus executivos do setor de petróleo defendem que o mundo deve compartilhar os custos dos ataques. As empresas contratadas estão migrando de trabalhos pontuais para acordos de prestação de serviços permanentes. Os compradores passam a contar com uma recuperação mais rápida após cada ataque. A incerteza que permanece é se a velocidade dos reparos conseguirá acompanhar o ritmo dos ataques. Os ataques Houthi contra Rabigh e Jazan continuam ocorrendo. Mesmo com o oleoduto operando em capacidade máxima, os terminais de Yanbu conseguem carregar apenas cerca de 4,5 a 5 mb/d.
Por Rodrigo Costa (@rodrigoadcosta)