⚡ DEMANDA DE ENERGIA NOS EUA
⚡ DEMANDA DE ENERGIA NOS EUA Demanda de energia nos EUA caminha para o quarto recorde consecutivo A EIA projeta agora um aumento no consumo de eletricidade nos EUA, passando do recorde de 4.195 bilhões de kWh em 2025 para 4.288 bilhões em 2026 e 4.356 bilhões em 2027. Isso representaria quatro recordes seguidos, começando em 2024. Dois fatores impulsionam essa tendência: 📌 Centros de dados para IA e criptomoedas estão aumentando rapidamente a carga de consumo. 📌 Residências e empresas também estão migrando sistemas de aquecimento e transporte de combustíveis fósseis para a eletricidade. 📍 É possível identificar onde se concentra a demanda. As vendas para o setor comercial, categoria na qual a EIA inclui os centros de dados, devem atingir 1.549 bilhões de kWh em 2026. Esse volume supera em 3,8% o recorde do ano passado. O consumo industrial, por sua vez, permanece abaixo do pico registrado em 2000. 📍 Os preços acompanham essa movimentação. A EIA prevê que o preço da energia no atacado terá uma média de US$ 52/MWh em 2026, uma alta de 11%. Na PJM, rede que abrange as regiões do Meio-Atlântico e do Meio-Oeste e concentra o maior polo de centros de dados, a previsão é de um aumento de 41% nos preços. 📍 O cenário da oferta também é interessante. A participação de fontes renováveis deve subir de 24% para 27% até 2027, enquanto a do carvão cairá de 17% para 15%. A participação do gás natural deve se manter em 40% em 2026 e recuar para 39% posteriormente. 📍 Os incentivos variam para cada grupo. Concessionárias e geradoras ganham volume de negócios. Proprietários de centros de dados precisam de energia firme e estão dispostos a pagar por ela. Já as famílias nas regiões com maior restrição de oferta enfrentarão contas mais altas. 📍 A velocidade dessa transição é a grande incógnita. A previsão pressupõe que a capacidade de novas fontes renováveis e de armazenamento acompanhará o ritmo da demanda. Caso isso não ocorra, o gás natural e as usinas existentes terão de suprir a lacuna, o que elevará ainda mais os preços.
Por Rodrigo Costa (@rodrigoadcosta)