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💰💵 DINHEIRO EMPRESTADO Catar obtém empréstimo de US$ 3 bilhões de bancos chineses enquanto exportações de GNL estão paralisadas A QatarEnergy obteve um empréstimo de US$ 3 bilhões com prazo de cinco anos junto a quatro bancos estatais chineses: Bank of China, ICBC, Agricultural Bank of China e China Construction Bank. Os recursos destinam-se a capital de giro. O fato de o segundo maior exportador de GNL do mundo precisar de capital de giro demonstra a gravidade da situação. As exportações de GNL do Catar caíram até 96% após o início da guerra envolvendo o Irã. A Reuters estimou perdas de vendas de US$ 24 bilhões até agosto. A cláusula de força maior aplicada às entregas para a Europa e a Ásia foi prorrogada até o final de novembro. O tráfego de GNL pelo Estreito de Ormuz permanece mais de 75% abaixo dos níveis anteriores à guerra. O custo do empréstimo é revelador. A taxa de juros é de apenas 50 pontos-base acima da SOFR, o que indica que os credores encaram a operação como uma necessidade temporária de caixa, e não como um risco de crédito. A China tem seus próprios motivos. Compradores chineses detêm alguns dos maiores contratos de longo prazo de GNL do Catar; portanto, manter o fornecedor capitalizado protege o suprimento de cargas futuras. No ano passado, bancos chineses concederam empréstimos recordes de US$ 11,5 bilhões para a região do Golfo. Há relatos de que a QatarEnergy também busca captar US$ 5 bilhões ou mais para financiar sua frota de transporte de GNL. A incerteza reside na duração necessária desse financiamento de curto prazo. A QatarEnergy afirma que não construirá gasodutos que contornem o Estreito de Ormuz; logo, a necessidade de caixa só deixará de existir quando a situação no Estreito for normalizada.
Por Rodrigo Costa (@rodrigoadcosta)