🛢️ GÁS COLOMBIANO
🛢️ GÁS COLOMBIANO A Colômbia importa atualmente um terço de seu gás. O país foi autossuficiente em gás por mais de 40 anos, até começar a importar GNL em dezembro de 2024. Em julho, as importações atingiram o recorde de 33% do consumo. As reservas comprovadas de gás são suficientes para apenas 5,9 anos no ritmo atual de produção. Esse é o contexto da campanha em águas profundas que a Ecopetrol e a Petrobras acabaram de concluir no Caribe colombiano: 5 poços, cerca de US$ 1 bilhão e 2,5 anos de duração. A Petrobras atuou como operadora com 44,4% de participação, enquanto a Ecopetrol detém 55,6%. A campanha resultou em uma nova descoberta em agosto. O grande destaque é o campo Sirius, descoberto em 2024, com mais de 6 Tcf de gás in situ. Com uma produção estimada em cerca de 13 milhões de metros cúbicos por dia, o campo poderia suprir quase metade da demanda atual da Colômbia por uma década. A data oficial de início é 2030, e o conselho da Ecopetrol já faz planos para 2031. O presidente do conselho classifica o risco de atraso como "totalmente real". Até lá, qualquer lacuna no suprimento é preenchida com GNL importado, a um custo de cerca de US$ 25 por MMBtu neste inverno. O novo governo da Colômbia está revertendo as restrições da era Petro e retomando o "fracking responsável" paralelamente à exploração offshore. A Colômbia paga agora preços de crise por um erro cometido anos atrás. O gás de águas profundas ajudará, mas só chegará por volta de 2030 ou 2031; quando o gás de Sirius começar a fluir, o GNL que a Colômbia tentava substituir poderá estar barato. Os riscos existem em ambas as direções. Projetos em águas profundas estão sujeitos a atrasos devido a licenciamentos, consultas às comunidades e custos. Se o cronograma de Sirius ultrapassar 2031 enquanto as reservas continuam caindo, as importações poderão superar significativamente um terço da demanda.
Por Rodrigo Costa (@rodrigoadcosta)