⚠️🚨 O ENDIVIDAMENTO DO TESOURO AMERICANO
⚠️🚨 O ENDIVIDAMENTO DO TESOURO AMERICANO O endividamento do Tesouro dos EUA atingiu níveis sem precedentes. Na semana passada, autoridades americanas venderam um volume recorde de US$ 839 bilhões em títulos do Tesouro (incluindo bills, notes e bonds); os leilões semanais têm superado, de forma recorrente, a marca de meio trilhão de dólares. Esse montante corresponde à soma de 11 leilões, sendo que a maior parte dos recursos foi destinada ao pagamento de detentores de títulos que chegaram ao vencimento. Enquanto isso, com déficits federais anuais na casa dos US$ 2 trilhões, investidores aguardam uma mudança significativa na estratégia de endividamento do Tesouro, o que poderia envolver a redução da emissão de títulos de longo prazo e um aumento ainda maior na dívida de curto prazo. O Citigroup, por exemplo, prevê cortes na venda de títulos com vencimento em 20 e 30 anos a partir deste mês. A transição para o endividamento de curto prazo já é evidente: em setembro, os títulos de curto prazo representavam cerca de 22% da dívida pública americana em circulação, um patamar bem acima dos 15% a 16% observados antes de 2020. Esse índice também supera a média de 20% recomendada pelo comitê consultivo do Tesouro. Contudo, uma maior dependência de títulos de curto prazo implica a necessidade de refinanciamentos mais frequentes, deixando o Tesouro cada vez mais exposto a oscilações na demanda dos investidores e nas taxas de juros. Com os yields dos títulos de 30 anos ainda acima de 5,25%, os investidores estão atentos ao anúncio trimestral de refinanciamento da dívida, previsto para esta quarta-feira (4 de novembro). O comunicado poderá revelar se o Tesouro pretende reduzir a emissão de títulos de longo prazo e concentrar ainda mais o endividamento em dívida de curto prazo. A crise da dívida pública dos EUA voltou a ser o foco dos investidores.
Por Rodrigo Costa (@rodrigoadcosta)