🛢️OIL ACIMA DE 100 FORÇA MERCADO A ENCURTAR CORTES NA SELIC
🛢️OIL ACIMA DE 100 FORÇA MERCADO A ENCURTAR CORTES NA SELIC 📌 Teto da Meta no Radar: Com o barril do Brent consolidado em US$ 110, grandes instituições financeiras revisaram suas projeções. O Santander elevou a estimativa do IPCA de 2026 para 4,5% (limite máximo da meta) e ajustou a Selic final de 12% para 12,5%. O banco ressalta que essa projeção ainda é "generosa", pois assume que o Banco Central irá acomodar parte do choque de oferta em vez de combatê-lo integralmente. 📌 Divisão no Copom: O mercado de opções digitais para a reunião de abril reflete a incerteza total: 30% dos players apostam em manutenção da Selic em 14,75%, enquanto 42% ainda esperam um corte de 0,25 p.p. Na curva de juros futuros, a precificação é severa, apontando para uma taxa básica que deve resistir acima dos 14% durante todo o ano de 2026. 📌 Visão Hawkish e Risco de 6%: Gestoras como a Parcitas e a Adam Capital mantêm o tom mais duro do mercado. Vitor Martello (Parcitas) alerta para uma inflação que pode bater 5% dependendo da guerra, enquanto Juliano Cecílio (Adam) é ainda mais cético: prevê um IPCA próximo de 6% e questiona a lógica de cortar juros com a inflação acelerando e um forte impulso fiscal de Estados e União. 📌 Trauma na Renda Fixa: O mercado de juros foi o que mais sofreu o "baque" do conflito no Irã. Após movimentos de stop-loss (encerramento forçado de posições) em meados de março, investidores domésticos perderam o apetite para apostar na queda das taxas. Carlos Kawall (Oriz) nota que nem mesmo a recompra recorde de títulos pelo Tesouro Nacional foi capaz de normalizar a curva, que hoje precifica apenas mais dois cortes residuais no ano.
Por Rodrigo Costa (@rodrigoadcosta)