💊 📈 REAJUSTE DE MEDICAMENTOS ABAIXO DA INFLAÇÃO
💊 📈 REAJUSTE DE MEDICAMENTOS ABAIXO DA INFLAÇÃO $RADL3 $PGMN3 $PNVL3 $HYPE3 $BLAU3 A CMED aprovou o reajuste anual de medicamentos para 2026 com teto de 3,81% (Nível 1), 2,47% (Nível 2) e 1,13% (Nível 3), conforme a intensidade competitiva de cada categoria. A média ponderada de ~2,47% representa o segundo ano seguido abaixo do IPCA de referência (3,81%), consolidando uma tendência de desaceleração nos reajustes regulados que vem desde a média de 5% a 10% registrada entre 2010 e 2016. 💰 Dinâmica de Preços na Prática 🏷️ Preço Máximo ao Consumidor (PMC) definido pela CMED, mas descontos médios no varejo chegam a ~25%, com picos acima de 30% em mercados urbanos competitivos 📉 Repasse efetivo dos reajustes regulados é reduzido pela gestão de descontos no varejo 🏪 Grandes redes beneficiadas por escala, marca própria (~10% a 15% das vendas) e rebates de fornecedores 🔑 Dinâmica gross-to-net, e não o teto regulatório, é o principal driver de rentabilidade 📊 Drivers Estruturais de Crescimento 👴 População acima de 60 anos deve crescer a ~3% a 4% ao ano até 2030, acelerando demanda por tratamentos crônicos 💉 GLP-1s crescendo >30% a 40% ao ano globalmente e em forte expansão no Brasil, com tickets e margens mais elevados 🏗️ Expansão de lojas nas principais redes: ~5% a 10% de crescimento de unidades por ano 📱 Canal digital já representa 15% a 20% das vendas, ampliando alavancagem operacional 💊 Introdução de genéricos de GLP-1 como optionalidade relevante ainda não totalmente precificada ⚠️ Cerca de 65% a 70% das vendas das empresas listadas estão sujeitas à regulação de preços, o que torna o reajuste abaixo da inflação um vetor de pressão moderada sobre margens. A mitigação passa pela disciplina de desconto, pelo crescimento de mix com GLP-1s e pela resiliência da demanda por genéricos e medicamentos de prescrição.
Por Gabriel Junqueira - Santa Fé Investimentos (@santafeinv)