Terça-feira, 3 de Novembro de 2026. *SELIC EM SUSPENSE, COP...
Terça-feira, 3 de Novembro de 2026. *SELIC EM SUSPENSE, COP... Terça-feira, 3 de Novembro de 2026. *SELIC EM SUSPENSE, COPOM NA BERLINDA* Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato *Propostas de André Lara Resende para reduzir artificialmente os juros reacenderam a disputa sobre os rumos econômicos de Lula 4* … O Copom chega à reunião de amanhã sob pressão redobrada, depois que as propostas de André Lara Resende para reduzir artificialmente os juros reacenderam a disputa sobre os rumos econômicos de Lula 4. A polêmica amplia a desconfiança fiscal e reforça as apostas de manutenção da Selic em 13,75%. No exterior, as eleições legislativas americanas testam hoje a força de Trump, enquanto Wall Street segue cautelosa com os gastos bilionários em IA. O petróleo despencou com novas perspectivas de negociação para encerrar a guerra com o Irã, pressionando os ADRs da Petrobras no feriado. Na B3, Itaú lidera a agenda de balanços, e o primeiro Focus pós-eleição pode revelar forte deterioração das expectativas. JUROS NA BERLINDA – Às vésperas da decisão do Copom, uma nova controvérsia sobre os rumos da política econômica do quarto mandato de Lula amplia as incertezas que já provocaram uma forte turbulência nos mercados após a eleição. … No centro da discussão está o economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, que defende uma mudança profunda na condução das políticas fiscal e monetária, incluindo a redução programada da Selic para 7,5% ao ano. … A polêmica ganhou força no domingo, depois que Lauro Jardim, de O Globo, informou que Lula se encontraria nesta semana com o economista em Brasília. A notícia provocou especulações sobre a influência de Lara Resende no novo governo. … O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que a reunião esteja agendada e descartou a adoção de medidas como o tabelamento dos juros ou o uso das reservas internacionais para sustentar o câmbio. Mas o mercado vai ficar com a pulga atrás da orelha. … Em artigo intitulado “Eu acuso”, publicado em setembro, André Lara Resende sustenta que os juros elevados são uma das principais causas do desequilíbrio fiscal que o Banco Central pretende combater. … Sua proposta prevê a redução gradual da Selic ao longo de aproximadamente 12 meses, até 7,5%, e a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, responsável por estabelecer metas para um horizonte de quatro a cinco anos. … O economista também propõe utilizar parte das reservas internacionais, superiores a US$ 350 bilhões, para conter pressões sobre o real. PT PRESSIONA – A discussão reacendeu a disputa interna sobre os rumos do novo governo. … José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e coordenador do programa de Lula, saiu em defesa de propostas heterodoxas, incluindo mecanismos de tabelamento dos juros, e questionou a necessidade de um ajuste fiscal mais rigoroso. … Nas redes sociais, Gabrielli argumentou que o peso dos juros sobre a dívida pública torna irrealista a estratégia de buscar superávits primários mais elevados sem mudanças na política monetária. Na campanha, defendeu controles de capitais e alterações no arcabouço. … No feriado, Gleisi Hoffmann também elogiou as ideias de Lara Resende e criticou o mercado financeiro. … Lindbergh Farias acusou analistas de fazer política ao reverem suas projeções para a Selic após a eleição e cobrou o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Outros parlamentares petistas se juntaram à pressão por juros menores. … Na tentativa de conter as especulações, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que apenas Durigan fala em nome do governo sobre política econômica. O ministro sustenta que Lula não pretende impor limites artificiais aos juros e adotará medidas para estabilizar a dívida pública. ALERTA SOBRE A DÍVIDA – Em análise publicada no X, o economista Sérgio Goldenstein, sócio-fundador da Eytse Estratégia, alertou para os riscos de uma redução artifi...
Por Claudinho (@joliveirajco)