THREAD CALL 01.04 - CORTANDO O FERMENTO GLOBAL
$SP500 $SPY $QQQ $IWM $UWM 1 - Bom dia, turma! Tudo bem? No lado dos fluxos, o quadro das ações americanas segue sendo de venda institucional, mesmo que o ritmo tenha moderado na semana passada. Os fluxos de clientes do Bank of America mostraram que **essa é a terceira semana consecutiva de venda e leva o acumulado de sete semanas a -US$17,7 bilhões.** 🔔 **Uma nota importante sobre o rali de terça-feira:** o Goldman estimou o rebalanceamento de fim de trimestre dos fundos de pensão em US$34 bilhões para compra em ações foi um dos 10 maiores desequilíbrios de compra da história, no percentil 96 desde janeiro de 2000. Esse tipo de fluxo mecânico pode facilmente ter mascarado a fraqueza subjacente do mercado US. A ver nos próximos pregões. **Crescimento sub judice:** o cenário de crescimento e inflação continua se deteriorando. O Goldman **cortou a projeção de crescimento global** de 2026 para abaixo do consenso. Enquanto isso, o BofA **cortou a projeção de crescimento dos EUA em 50 bps** para 2,3%, atribuindo cerca de três quartos do corte à guerra. Mais relevante, elevaram a inflação headline em 70 bbps e agora veem o core PCE fechando 2026 em 3,1%, alta de 30 basis points. $EWG $EWU $EWI 2 - Olhando para a Europa, o quadro está se deteriorando rapidamente. Os principais institutos econômicos alemães **cortaram pela metade** suas projeções de crescimento por conta da guerra com o Irã, saindo de 1,3% para 0,6% em 2026, e de 1,4% para 0,9% em 2027. Se isso se materializar, 2027 marcará o quinto ano consecutivo com crescimento abaixo de 1%. Mais preocupante estruturalmente, o crescimento potencial da Alemanha agora é estimado em apenas 0,1% até 2030. Na inflação, os preços ao consumidor da zona do euro saltaram 2,5% YoY em março, contra 1,9% em fevereiro, o maior salto mensal desde a crise energética de 2022. A Espanha liderou com 3,3%, seguida pela Alemanha com 2,8%, **ambos bem acima da meta de 2% do BCE.** $IBOV $EWZ $WINFUT 3 - Aqui no Brasil, a pesquisa Atlas/Estadão mostrou empate técnico em São Paulo entre Flávio Bolsonaro com 43,4% e Lula com 42,5% no primeiro turno, **mas o senador lidera no segundo turno** por cinco pontos (49% contra 44%). Notavelmente, Lula carrega a maior rejeição entre os 17 nomes testados, com 53,5% dos eleitores paulistas dizendo que jamais votariam nele, contra 47,1% de rejeição para Flávio. **Na agenda macro, o dia segue esvaziado.**
Por Júlio Vieira (@juliovieiraa)