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👉 ABERTURA: Ibovespa cai, em linha com futuros dos EUA; investidores monitoram ‘tarifaço’ dos EUA contra Brasil; DI curto cai com varejo abaixo

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Por: Luca Boni e Gabriel Ponte  


   


São Paulo, 16/07/2026   


   


📈 IBOVESPA   


   


O Ibovespa operava em queda nesta quinta-feira, em linha com desempenho cauteloso dos índices de Wall Street, enquanto investidores monitoravam confirmação de imposição de tarifaço pelos Estados Unidos contra Brasil, embora com uma série de exceções.  


 


Localmente, vértices curtos da curva de juros recuavam, refletindo dados abaixo do consenso de vendas no varejo em maio – na esteira de volume de serviços na véspera - reafirmando apostas para continuidade do ciclo de calibração de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom).  


 


Por volta das 10h10, o Ibovespa recuava 0,50% aos 175.129 pontos. O volume projetado de negócios na sessão somava R$9,7 bilhões, abaixo da média móvel dos últimos 50 pregões, de R$18,6 bilhões. 


   


💵 JUROS / DÓLAR  


   


Os vértices da curva de juros operavam mistos. A cauda curta recuava 1,0 ponto-base, refletindo dados benignos da atividade econômica, enquanto a cauda longa subia até 4,5 pontos-base, na esteira das Treasuries yields.  


 


Investidores também aguardam, a partir das 10h30, leilão de títulos prefixados pelo Tesouro, com oferta de LTNs e NTN-Fs.  


 


Já o dólar futuro operava em alta de 0,36%, cotado a R$5,117. O índice Dólar DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, avançava 0,15%, aos 100,64 pontos. 


   


🇧🇷 BRASIL   


 


Entre os indicadores econômicos, operadores reagem aos dados de vendas no varejo, que variou 0,1% em maio na base mensal, abaixo do consenso do mercado, de alta de 0,5%. Na base anual, o indicador variou 0,4%, também abaixo do consenso, que esperava uma alta de 1,2%. 


 


No front político, o governo dos Estados Unidos confirmou na noite de ontem a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). A medida entra em vigor a partir de 22 de julho. 


 


Baseada na Seção 301 da legislação comercial americana, a nova tarifa deve atingir cerca de 20% dos produtos que o Brasil exporta para os EUA. Porém, itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves, celulose, laranja, produtos farmacêuticos, alguns minerais e outros ficaram fora da nova cobrança.  


 


Em resposta às tarifas, o governo brasileiro disse em nota que o país iniciará "imediatamente" os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC. 


 


O governo também afirmou não haver justificativa para “medidas unilaterais contra o país e que esse dia passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco "lastimável”. 


 


De acordo com a Bloomberg, a pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também vai retomar estratégia adotada quando as tarifas foram anunciadas pela primeira vez, em junho, orientando apoiadores que vinculem a elevação das alíquotas sobre exportações do Brasil ao senador Flávio Bolsonaro, reforçando a tese de que ele “traiu o Brasil”.  


 


Também no front político, Flávio afirmou na véspera, em entrevista ao Flow Podcast, que o Brasil deve explorar combustíveis fósseis, defendendo a exploração da margem equatorial. Também de acordo com ele, caso eleito, permitirá que o trabalhador informal que queira se formalizar obtenha microcrédito a juro baixo.  


 


Senador apresentará, a partir das 19h00, programa focado em políticas públicas para mulheres em seu plano de governo, ao lado de Daniella Marques, coordenadora de propostas econômicas.  


 


Também na véspera, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, segurou a promulgação da pauta-bomba da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde, à espera de conversa com Lula, de acordo com a Folha.  


 


Em termos de fluxo para o mercado à vista, a B3 reportou entrada líquida do saldo do investidor estrangeiro. No dia 14 de julho, o saldo do estrangeiro ficou positivo em R$459 milhões. No mês até aqui, porém, o saldo está positivo em R$1,58 bilhão. 


 


Apesar do movimento de saída do investidor estrangeiro nos últimos meses, o saldo para a categoria no ano ainda se mantém positivo em R$35,4 bilhões.  


 


Entre as ações, a Movida registrou lucro líquido de R$136 milhões no segundo trimestre, mais que o dobro do resultado de R$68 milhões no mesmo período do ano anterior. O resultado ficou acima da meta de lucro líquido da empresa, entre R$110 milhões e R$130 milhões, e 15% superior ao consenso de mercado para o período. 


 


Já a Brava Energia confirmou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deu provimento, em reunião na terça-feira, ao recurso apresentado no âmbito da oferta pública para aquisição de controle da companhia (OPA) pela Ecopetrol.  


 


A CVM definiu que a Ecopetrol deverá indicar uma nova data para a realização do leilão da OPA, respeitando o prazo regulamentar aplicável. 


 


Por fim, a B3 reportou que o volume financeiro médio diário de ações alcançou R$29,6 bilhões em junho, alta de 16,8% na base anual.  


 


📊 AÇÕES   


   


As maiores detratoras do Ibovespa eram as ON da Vale, da Copel e as PN do Itaú, que recuavam 0,95%, 5,53% e 0,58%, respectivamente.  


   


Entre as maiores quedas percentuais, figuravam as ON da Copel, as PN da Metalúrgica Gerdau e as ON da CSN, que cediam 5,53%, 1,62% e 1,37%, respectivamente.  


   


Na ponta opostas, a maiores altas percentual eram as ON da Hypera, do Banco do Brasil e da Ultrapar, que subiam 1,48%, 1,07% e 0,89%, na sequência.  


  


🇺🇸 EUA   


   


Os futuros dos índices acionários de Wall Street operavam sem direção definida antes da abertura do mercado à vista, com novas incertezas relacionadas à sustentabilidade dos investimentos em Inteligência Artificial, bem como dúvidas a respeito da evolução do conflito militar no Oriente Médio. 


 


Os futuros dos índices S&P500 e Nasdaq 100 recuavam 0,33% e 0,94%, enquanto o Dow Jones futuro subia 0,04%. As Treasuries de dois anos subiam 3,5 pbs, a 4,172%, enquanto as de dez anos avançavam 4,1 pbs a 4,590%.  


 


A despeito de um resultado acima do esperado no trimestre e uma revisão altista para a previsão de vendas da TSMC para o ano, investidores seguiram questionando os valuations de hyperscalers, bem como expansão de investimentos dessas companhia – o que pressionava os papéis de semicondutores no pré-mercado. 


 


A TSMC elevou suas projeções de gastos e receitas para o ano, refletindo a confiança de que o crescimento da demanda por chips e data centers se estenderá até 2027 e além. A companhia antevê um investimento de capital entre US$60 bilhões e US$64 bilhões em 2026, além de um crescimento da receita ligeiramente superior a 40%.  


 


Ainda no front corporativo, Micron caía 4,62% no pré-mercado, em meio a preocupações dos investidores com o IPO de uma rival chinesa. Na véspera, a Barron’s atribuiu a queda dos papéis da Micron, de 8%, ao IPO da rival CXMT na China. A companhia asiática deverá captar US$8,55 bilhões com a oferta, visando aumentar a produção e ganhar mais fatia de mercado global.  


 


A CXMT é, atualmente, a quarta maior fabricante mundial de DRAM e já tem 8% de participação de mercado no primeiro trimestre de 2026. A Micron, por sua vez, gera 80% de sua receita com DRAM – gerando preocupação de que a concorrente chinesa representa uma ameaça no segmento.  


 


No radar de balanços, a Netflix deve divulgar resultados referentes ao segundo trimestre após fechamento dos mercados.  


 


Já no front econômico, vendas no varejo avançaram 0,2% na base mensal em junho, em linha com consenso, embora desacelerando ritmo de alta ante maio, de 0,9%. Já na base anual, as vendas no varejo subiram 6,7%, desacelerando ritmo de alta ante maio, de 6,9%.  


 


Os pedidos semanais de seguro-desemprego para a semana encerrada em 11 de julho somaram 208 mil, abaixo do consenso, de 217 mil, e desacelerando ante leitura da semana anterior, de 216 mil.  


 


💹 COMMODITIES  


   


Os futuros do brent operavam em alta de 1,13%, a US$85,90 por barril, ainda pressionados pela escalada das tensões no Oriente Médio, e com o Irã ameaçando fechar outras rotas de navegação da região, caso haja ataques dos Estados Unidos à infraestrutura energética, elevando ainda mais os preços do petróleo.  


 


De acordo com agências, o Irã alertou os houthis do Iêmen para fecharem o estreito de Bab el-Mandeb, passagem para o Mar Vermelho, caso os EUA ataquem a rede elétrica. 


 


Na véspera, Wall Street Journal reportou que o presidente Donald Trump estaria inclinado a expandir as operações militares dos EUA no Irã após receber informações sobre novas opções de escalada.  


 


As opções discutidas incluiriam intensificar ataques aéreos, enviar forças terrestres para tomar as ilhas iranianas e bombardear um local fortificado na montanha de Pickache.  


 


Trump ainda não tinha tomado uma decisão final, de acordo com a publicação, e preferiria uma solução diplomática - mas o Irã não havia cedido às exigências de entregar seu arsenal nuclear. 


 


Os futuros do ouro operavam em queda de 1,75%, cotados a US$3.990,65 por onça-troy. Já a prata recuava 3,90%, a US$55,59 por onça-troy.  


   


No minério de ferro, o contrato futuro na bolsa de Dalian fechou estável, cotado a US$112,23 por tonelada na última madrugada, enquanto operadores avaliavam o aumento da oferta por parte dos principais produtores e a desaceleração sazonal da demanda na China, em contraposição aos riscos associados a uma greve nas operações da BHP em Port Hedland. 


 


(LB + GP | Edição: Equipe Mover | Comentários: [email protected])

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