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👉 ABERTURA: Ibovespa cai, em linha com NY, após ameaça de Trump ao Irã; núcleo do CPI oferece leitura benigna para manutenção de juros pelo Fed

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Por: Luca Boni e Gabriel Ponte 


  


São Paulo, 10/06/2026  


  


📈 IBOVESPA  


  


O Ibovespa operava em queda no início do pregão desta quarta-feira, em linha com futuros de Wall Street, enquanto inflação de preços ao consumidor em maio veio em linha com consenso, com núcleo oferecendo leitura benigna no período, consolidando apostas para manutenção de juros pelo Federal Reserve.  


 


Mercado também acompanhava escalada do conflito entre americanos e iranianos, após os dois lados trocarem ataques durante a noite, na esteira da queda de um helicóptero Apache americano no Estreito de Ormuz. Os EUA acusam o Irã pelo ataque, que Teerã não confirmou. 


 


Localmente, pesquisa Genial/Quaest mostrou presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seis pontos percentuais à frente do senador Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno.  


 


Por volta das 10h10, o Ibovespa recuava 0,69% aos 168.658 pontos. O volume projetado de negócios na sessão soma R$30,4 bilhões, acima da média móvel dos últimos 50 pregões, de R$20,6 bilhões.  


  


💵 JUROS / DÓLAR  


  


Os vértices da curva de juros operavam em firme alta de até 11,5 pbs na sessão.  


 


Na véspera, opções digitais da B3 precificavam 60% de chances de uma manutenção do juro em 14,5% na decisão de junho do Copom. Já as apostas por um corte de 25 pontos-base, antes majoritárias, estavam em 30%.  


 


Já o dólar futuro operava em leve alta de 0,02%, cotado a R$5,204. O índice Dólar DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, recuava 0,09%, aos 99,90 pontos.  


  


🇧🇷 BRASIL  


 


No cenário eleitoral, pesquisa Genial/Quaest mostrou Lula com 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio em eventual segundo turno, ante 42% a 41% em maio.  


A aprovação do petista avançou a 47%, ante 46%, enquanto a desaprovação recuou um ponto percentual, a 48%. A rejeição ao petista permaneceu estável em 53%. Já a rejeição de Flávio avançou a 56%, ante 54%.  


 


De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a mudança mais expressiva ocorreu nos eleitores independentes, que trocaram Flávio por Lula. De acordo com o levantamento, ao avaliar as intenções de voto para eventual segundo turno, Lula tem 37% entre independentes, ante 29% em maio, enquanto Flávio, 24%, de 31%.  


 


Nunes também apontou para oscilação de Flávio entre eleitores da direita não-bolsonarista. Em junho, 82% tinham intenção de voto no senador em eventual segundo turno, ante 88% em maio.  


 


No front político, operadores reagem à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autonomia orçamentária do Banco Central pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A PEC cria um regime jurídico próprio e concede autonomia orçamentária e financeira ao BC. Ela vai agora ao plenário do Senado.  


 


Já a CCJ da Câmara votará, nesta quarta, proposta que reduz maioridade penal para 16 anos.  


 


Em termos de fluxo para o mercado à vista, a B3 reportou pela primeira vez em um mês uma sessão de entrada líquida do saldo do investidor estrangeiro. No dia 08 de junho, o saldo do estrangeiro ficou positivo em R$18,9 milhões.  


  


Apesar do recente movimento de saída do investidor estrangeiro, o saldo para a categoria no ano ainda se mantém positivo em R$39,7 bilhões.  


 


No front corporativo, Brava obteve autorização da B3 para suspender o prazo de 15 dias para divulgação do parecer fundamentado do conselho de administração a respeito da oferta de aquisição de ações feita pela Ecopetrol.  


 


Já o Iguatemi aprovou recompra de até R$60,3 milhões em Units, ações até dezembro de 2027.  


 


Também na véspera, Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) homologou o resultado e adjudicação do segundo e terceiro leilões de reserva de capacidade o realizados em março, de acordo com comunicado.  


  


📊 AÇÕES  


  


As maiores detratoras do Ibovespa eram as ON da Vale, as PN do Itaú e as ON da Weg, que recuavam 0,89%, 0,82% e 1,52%, respectivamente.  


  


Entre as maiores quedas percentuais, figuravam as ON da Natura, da C&A e da Yduqs, que cediam 3,26%, 2,59% e 1,81%, na mesma ordem.  


  


Na ponta oposta, as maiores altas percentuais eram as ON da Rumo, da PRIO e da Caia Seguridade, que avançavam 1,70%, 0,78% e 0,50%, na sequência.  


  


🇺🇸 EUA  


  


Os futuros dos índices acionários de Wall Street operavam em queda, antes da abertura do mercado à vista, embora diminuindo as perdas, após leitura da inflação ao consumidor em maio não oferecer surpresas, e mostrar desenvolvimento benigno na métrica do núcleo de preços - que exclui itens voláteis, como alimentos e energia.  


  


Os futuros dos índices Dow Jones, S&P500 e Nasdaq 100 recuavam 0,43%, 0,46% e 0,77%, respectivamente. As Treasuries yields de dois anos operavam em leve queda, recuando 0,2 pontos-base, a 4,124%. Já as de dez anos avançavam 1,0 pontos-base, a 4,528%.   


 


A inflação ao consumidor (CPI) dos EUA subiu no seu ritmo mais rápido em três anos, à medida que o conflito no Oriente Médio elevava o preço da gasolina e de outros produtos energéticos. 


 


O CPI subiu 4,2% na base anual em maio, em linha com o consenso, registrando o maior patamar desde abril de 2023, informou o Bureau of Labor Statistics (BLS). Na base mensal, o dado variou 0,5%, também em linha com as expectativas do mercado. 


 


Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o núcleo do CPI aumentou 2,9% na comparação anual, em linha com consenso do mercado. Na base mensal subiu 0,2% abaixo do consenso, de 0,3%. 


 


O núcleo da inflação fortalece as expectativas do mercado para que o Federal Reserve mantenha as taxas de juros inalteradas até 2027 e diminui a probabilidade de um aumento entre o fim deste ano e início do próximo.  


 


Decompondo o resultado do CPI, os preços de energia avançaram 3,9% na base mensal em maio, em linha com as pressões desencadeadas pelo choque de oferta com o fechamento de Ormuz. Já os preços da gasolina aceleraram ritmo de alta a 7,0%. Na base anual, a gasolina tem alta de 41%. Já combustíveis avançaram 3,8% na base mensal. 


 


“No geral, embora o ritmo da inflação geral tenha sido impulsionado pelos preços de gasolina e da energia, os índices subjacentes foram benignos – sugerindo que o Fed tem bastante margem de manobra para ter paciência durante as próximas reuniões”, afirmou Ian Lyngen, da BMO Capital Markets, à Bloomberg.  


 


Operadores aguardam, às 14h00, leilão de Treasuries Notes de dez anos. Após fechamento do pregão, acompanharão resultados trimestrais da Oracle – que constituirá o próximo teste para o setor tecnológico - após projeção da Broadcom para receita com chips de IA frustrar consenso na semana anterior.  


 


💹 COMMODITIES  


  


Os futuros do brent operavam em alta de 0,68%, cotados a US$92,07 por barril, após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar o Irã em uma postagem na Truth Social, depois de uma série de ataques retaliatórios entre os países na noite de ontem. 


 


Mais cedo, Trump afirmou que o Irã demorou demais para negociar um acordo e que agora "terá que pagar o preço". Pouco depois, em entrevista à Fox News, Trump disse que poderá ordenar novos ataques contra usinas de energia e pontes do Irã, repetindo que Teerã está demorando muito para chegar a um acordo. 


 


Ainda assim, a Fox News reportou que as negociações entre americanos e iranianos ainda estão em andamento. De acordo com repórter da Fox, os EUA pressionarão o Irã para que se chegue a um acordo.  


 


Já segundo uma agência de notícias semioficial do Irã, uma delegação do Catar chegou a Teerã nesta quarta-feira para discutir o processo diplomático para colocar fim à guerra.  


 


Ainda assim, o presidente do parlamento do Irã, Ghalibaf afirmou mais cedo que a capacidade de defesa do país permanecia intactas. Na véspera, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que as Forças Armadas do Irã não deixariam “nenhum ataque ou ameaça sem resposta”.  


 


Os futuros do ouro operavam em queda de 2,51%, cotados a US$4.153,26 por onça-troy. Já a prata recuava 1,09% a US$64,62 por onça-troy.  


  


No minério de ferro, o contrato futuro negociado em Dalian fechou em alta de 1,51%, cotado a US$113,19 por tonelada, interrompendo uma sequência de cinco pregões de perdas, impulsionados por dados comerciais mensais positivos da China, já que o aumento das exportações de aço melhorou o clima do mercado. 


 


As exportações de aço da China em maio aumentaram 8,8% em relação ao mês anterior, atingindo o maior nível em cinco meses, diante de uma demanda doméstica moderada e melhores margens nas remessas para o exterior. 


  


(LB + GP | Edição: Equipe Mover | Comentários: [email protected]

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