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👉 ABERTURA: Ibovespa caminha para registrar nona queda consecutiva com mau humor local; vendas no varejo dos EUA afastam possibilidade de alta de juros pelo Fed

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Por: Luca Boni e Gabriel Ponte


São Paulo, 14/08/2026   


📈 IBOVESPA   


O Ibovespa operava em queda no início da sessão desta sexta-feira, ainda na esteira de ventos contrários para o cenário local com a forte saída de fluxo por parte do investidor estrangeiro. Flávio Bolsonaro promete superávits e redução da dívida/PIB em programa de governo apresentado na véspera e investidores aguardam divulgação da pesquisa Quaest contratada pela Globo.


Nos EUA, os mercados reagem às vendas no varejo, que junto com dados de inflação divulgados ao longo desta semana, afastam a possibilidade de alta de juros pelo Federal Reserve no curto prazo. 


Por volta das 10h10, o Ibovespa tinha recuava 0,35% a 166.559 pontos. O volume projetado de negócios na sessão somava R$10,8 bilhões, abaixo da média móvel dos últimos 50 pregões, de R$16,8 bilhões. 


💵 JUROS / DÓLAR  


Os vértices da curva de juros operavam em queda de até 2,0 pontos-base, em linha com os rendimentos dos yields americanos. 


O dólar futuro operava em alta de 0,15% a R$5,209. O índice Dólar DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, perdia 0,35%, aos 99,59 pontos. 


🇧🇷 BRASIL   


No âmbito político, o senador Flávio Bolsonaro (PL) efetivou o registro de sua candidatura à Presidência e apresentou um plano de governo com promessa de estabilizar e reduzir a dívida pública, entregar superávits primários e criar uma regra de controle dos gastos discricionários dos três Poderes da União. 


A proposta do candidato do PL prevê ainda reformular as atuais regras fiscais e limitar o crédito subsidiado pelo Tesouro, com a meta de estabilizar e depois reduzir a relação dívida/PIB. 


Já durante evento reservado com empresários na região central de São Paulo, o presidente Nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado, Gilberto Kassab, afirmou na noite de ontem que os partidos do “Centrão” não estão neutros na disputa presidencial deste ano, mas sim estão com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 


Kassab disse que discorda que os partidos de centro estejam neutros. "Eu acho que eles estão com o Lula. De dois em dois anos eu participo de eleições. Vocês sabem da minha reputação de acertar. Eu posso falar para vocês que a chance do Flávio se eleger é zero. Não tem a menor chance". 


Investidores ainda aguaram a divulgação da nova pesquisa Quaest, contratada pela Rede Globo, com entrevistas realizadas entre 10 e 13 de agosto. 


No front corporativo, investidores concentram-se na temporada de resultados trimestrais. Braskem registrou lucro líquido de R$3,33 bilhões no segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$267 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. 


A petroquímica apurou Ebitda recorrente de R$5,25 bilhões, em meio ao aumento dos spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional. A receita líquida somou R$21,7 bilhões, crescimento de 22% na base anual. 


Investidores também reagem aos números de Nubank, JHSF, Grupo Petz e Cobasi, 3Tentos, Randon, Yduqs, MBRF, Grupo Mateus, LWSA, Cemig, Compass, CPFL, que reportaram na noite de ontem, enquanto aguardam balanços de Cosan, Jalles Machado, Vibra e Casas Bahia, que serão reportados após o fechamento da sessão. 


Em termos de fluxo para o mercado à vista, a B3 reportou o saldo do investidor estrangeiro referente ao dia 12 de agosto, que ficou negativo em R$1,63 bilhão, registrando a sétima saída consecutiva de capital do estrangeiro, maior sequência desde 05 de junho. No acumulado para o mês de agosto, o saldo está negativo em R$13,5 bilhões.  


O saldo para a categoria no ano se mantém positivo em R$22,8 bilhões.


📊 AÇÕES   


As maiores detratoras do Ibovespa eram as ON da Vale, da Sabesp e da Equatorial, que recuavam 0,63%, 1,15% e 1,64%, respectivamente.  


As maiores quedas percentuais eram as ON da Yduqs, da CSN Mineração e da Lojas Renner, que cediam 5,31%, 2,91% e 2,69%, respectivamente.  


🇺🇸 EUA   


Os futuros dos Estados Unidos operavam sem direção única, com investidores reagindo aos dados de vendas no varejo, que afastam a possibilidade de alta de juros pelo Federal Reserve, enquanto avaliam a continuidade de impasse entre americanos e iranianos acerca do Estreito de Ormuz.  


Por volta das 10h10, os futuros do S&P500 e Nasdaq 100 avançavam 0,07% e 0,24%, respectivamente, enquanto o Dow Jones futuro recuava 0,18%. Já as Treasuries yields de dois e dez anos recuavam 3,2 pbs e 1,2 pbs, a 4,117% e 4,637%, respectivamente.  


No front econômico, as vendas no varejo caíram inesperadamente em julho, após fortes ganhos recentes impulsionados por grandes restituições de impostos; no entanto, é provável que os gastos do consumidor continuem sendo sustentados pelo aumento da riqueza proveniente do mercado de ações, mesmo com as famílias se mostrando cada vez mais sensíveis aos preços mais altos. 


As vendas no varejo caíram 0,6% no mês passado na base mensal, abaixo das expectativas de um avanço de 0,1% do mercado, informou o Departamento de Comércio. Na base anual, o indicador subiu 5,0%, abaixo das projeções de 6,7%. 


Investidores acompanharam, ao longo da semana, dados de inflação ao consumidor e produtor em linha com consenso, levando à redução de apostas em aumentos dos juros pelo Federal Reserve já no próximo mês.  


Na véspera, os EUA realizaram leilão de Bonds de trinta anos com a maior taxa de corte desde 2001, resultado do crescente prêmio que investimentos demandam para financiar a dívida pública americana, em razão da trajetória de déficit fiscal.  


Os fundos de ações globais atraíram entradas de capital pela 12ª semana consecutiva até 12 de agosto, impulsionados pelo otimismo em relação a uma temporada de resultados financeiros sólida e por dados econômicos, que moderou as expectativas de um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve. 


Os investidores compraram, em termos líquidos, US$18,6 bilhões em fundos de ações globais durante a semana, um valor ligeiramente superior aos US$17,2 bilhões em compras líquidas da semana anterior. 


Na Coreia do Sul, o índice Kospi subiu mais de 2% - acumulando alta semanal de 11% - e interrompendo uma sequência de sete perdas semanais consecutivas, de acordo com a Bloomberg. Ações da Samsung e da SK Hynix avançaram mais de 15% nos últimos cinco dias. 


💹 COMMODITIES  


Os futuros do petróleo subiam 0,11%, a US$97,19 por barril, com investidores repercutindo novas ameaças dos EUA de impor diversas medidas econômicas contra o Irã, em uma tentativa de reabrir Ormuz.  


O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou à Mesma que os EUA aplicarão “pressão econômica” “como o mundo nunca viu” sobre os iranianos, enquanto continuam com o bloqueio naval aos portos iranianos. De acordo com Bessent, mais anúncios serão feitos na próxima semana.  


Para além disso, segue o impasse contínuo entre Irã e Omã acerca da reabertura do Estreito de Ormuz. Esforços entre mediadores e ambos os países para viabilizar um acordo foram turvados pelas exigências que o presidente dos EUA, Donald Trump, fez sobre o Irã ao longo desta semana.  


Já entre as commodities metálicas, os futuros do ouro operavam em alta de 0,60%, cotado a US$4.375,64 Por onça-troy. Já os futuros da prata subiam 0,89%, cotado a US$65,07 por onça-troy.  


No minério de ferro, o contrato futuro na bolsa de Dalian fechou em alta de 0,42%, cotado a US$105,36 por tonelada na última madrugada, à medida que a queda nos estoques dos portos chineses, uma nova injeção de liquidez pelo banco central da China e sinais de recuperação da demanda por aço impulsionaram o otimismo do mercado.

 

Apesar dos ganhos desta sexta-feira, o minério acumulou queda de 0,77% na semana, registrando a quarta queda semanal consecutiva, pressionado por dados econômicos fracos da China e interrupções do lado da oferta causadas por tufões. 


(LB + GP | Edição: Equipe Mover | Comentários: [email protected])

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Opiniões de investidores sobre os ativos mencionados

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