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👉 ABERTURA: Ibovespa recua, enquanto DIs avançam, com medidas do Tesouro EUA perdendo força

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Por: Luca Boni e Gabriel Ponte 


    


São Paulo, 20/08/2026   


    


📈 IBOVESPA    


   


O Ibovespa operava em queda no início da sessão desta quinta-feira, em linha com futuros de Wall Street, com a recuperação vista na véspera nos mercados acionários perdendo força após investidores considerarem “paliativas” as medidas de recompra de títulos anunciadas pelo Tesouro dos Estados Unidos.  


 


Os rendimentos das Treasuries de 30 anos apagaram todo o movimento de queda visto após a intervenção das autoridades americanas na véspera. Localmente, os vértices da curva de juros avançavam até 9,5 pontos-base na cauda longa.  


 


Já os futuros do petróleo operavam no maior patamar desde 22 de julho, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um pacote de medidas destinadas a prejudicar a economia do Irã.  


  


Por volta das 10h10, o Ibovespa recuava 0,29% a 167.347 pontos. O volume projetado de negócios na sessão somava R$14,1 bilhões, abaixo da média móvel dos últimos 50 pregões, de R$16,8 bilhões.  


   


💵 JUROS / DÓLAR  


  


Os vértices da curva de juros operavam em alta de até 9,5 pontos-base, em linha com os rendimentos dos yields americanos. 


 


Operadores aguardam, às 10h30, leilão de prefixados pelo Tesouro (LTN e NTN-F).  


 


O dólar futuro operava em alta de 0,06% a R$5,195. O índice Dólar DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, recuava 0,05%, aos 98,72 pontos.  


   


🇧🇷 BRASIL   


 


Ibovespa revertia ganhos vistos na véspera, enquanto vértices da curva de juros avançavam até 10,5 pontos-base, com anúncio de recompras de títulos do Tesouro dos EUA pelo secretário Scott Bessent perdendo força sobre mercados.  


 


“A reação positiva de ontem acabou dando suporte aos demais ativos de risco do mundo, em especial gerando um movimento de dólar fraco, ouro em alta e forte alta das criptos. Contudo, o movimento me parece muito mais uma solução tampão do que algo que irá alterar estruturalmente a dinâmica das taxas”, afirmou o gestor Dan Kawa.  


 


De acordo com ele, uma alteração de longo prazo dos rendimentos de longo prazo demandaria solução de questões estruturais, como fiscal, emissão de dívida corporativa para financiar capex de Inteligência Artificial, inflação mais contida etc.  


 


No âmbito econômico, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse em entrevista à CBN mais cedo que o Brasil vai manter o arcabouço fiscal, reduzir gastos obrigatórios e ressaltou que os gastos não vão crescer fora do controle. Durigan afirmou que o governo quer conter o aumento da dívida pública e que trajetória da dívida pode ser revertida com juros mais baixos. 


 


Ele deverá se encontrar com Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, e Pedro Malan, ex-secretário do Tesouro, para debater a agenda fiscal, de acordo com Valor Econômico.  


 


Já no front político, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda reduzir os juros dos financiamentos habitacionais para as famílias enquadradas na Faixa 3 (renda entre R$5 mil a R$9 mil mensais) do programa Minha Casa, Minha Vida, de acordo com O Globo.  


 


Segundo técnicos a par do assunto, a ideia é dividir essa faixa em dois grupos, com juros mais baixos, beneficiando principalmente a mais baixa renda. Atualmente, a taxa é de 8,16% ao mês mais TR (Taxa Referencial) e para 7,66% para trabalhadores cotistas do FGTS. 


 


Investidores também aguardam eventual divulgação de pesquisa Datafolha para amanhã, com entrevistas sendo coletadas entre terça e quinta-feira.  


 


No front corporativo, o Banco do Brasil anunciou o pagamento de JCP de R$196,9 milhões, correspondente a R$0,03 por ação, com data-ex a partir de 02 de setembro.  


 


A Tim informou que o conselho da companhia aprovou novo programa de recompra de até R$1,0 bilhão. O programa permitirá a aquisição de até 55.187.638 ações ordinárias, o que corresponde a cerca de 2,31% do free float. 


 


Entre o sell-side, o Bank of America rebaixou recomendação de Gerdau para "neutra" e cortou preço-alvo de R$30,00 para R$25,50.  


 


Na véspera, as ações da Gerdau recuaram 5,21%, após a notícia de que os Estados Unidos estariam próximos de reduzir pela metade a tarifa da Section 232 sobre aço e alumínio importados do Canadá, de 50% para 25%.  


 


Analistas do Itaú BBA avaliam que o desenvolvimento é negativo para a companhia, já que parte relevante do suporte recente aos preços domésticos do aço nos EUA veio justamente do ambiente protegido criado pela tarifa mais alta e da consequente redução das importações. 


 


Em termos de fluxo para o mercado à vista, a B3 reportou o saldo do investidor estrangeiro referente ao dia 17 de agosto, que ficou negativo em R$496 milhões, registrando a décima saída consecutiva de capital do estrangeiro. No acumulado para o mês de agosto, o saldo está negativo em R$18,6 bilhões, registrando até o momento o mês com maior saída de capital para a categoria no ano.  


   


Apesar da retirada acentuada neste mês, o saldo do investidor estrangeiro no ano ainda se mantém positivo em R$17,7 bilhões.  


 


📊 AÇÕES    


    


As maiores detratoras do Ibovespa eram as ON da Vale, da Axia e da Sabesp, que recuavam 0,82%, 0,96% e 1,34%, respectivamente. 


  


As maiores quedas percentuais eram as ON da Hapvida, as PN da Metalúrgica Gerdau e da Gerdau, que cediam 3,81%, 3,51% e 3,26%, respectivamente. 


  


🇺🇸 EUA   


  


Os futuros dos Estados Unidos operavam em queda, com mercado eliminando gradualmente efeitos positivos da intervenção vista na véspera pelo Tesouro, enquanto futuros do petróleo avançavam, reacendendo temores envolvendo os riscos inflacionários.  


  


Por volta das 10h10, os futuros do Dow Jones, S&P500 e Nasdaq 100 recuavam 0,75%, 0,45% e 0,62%, respectivamente. Já as Treasuries yields de dois e dez anos subiam 2,1 pbs e 4,7 pbs, a 4,185% e 4,688%, respectivamente. Yields de 30 anos ganhavam 4,9 pontos-base, a 5,238%.  


 


Mais cedo, às 9h30, os rendimentos dos títulos de 30 anos alcançaram máxima intradiária de 5,266%, praticamente apagando todo movimento de queda visto desde a véspera, com a intervenção do Tesouro.  


 


Apesar da recompra de títulos pelo Tesouro dos EUA na véspera, que contribuíram, em certa medida, para conter o estresse nos vértices de longo prazo, as preocupações persistentes com a inflação e o aumento da dívida pública têm feito com que o rendimento de longo prazo voltasse a subir nesta manhã. 


 


Analistas do JPMorgan afirmaram que o anúncio do Tesouro pouco contribui para resolver as questões subjacentes que estão impulsionando os títulos para cima, entre as quais, segundo os analistas, déficits fiscais insustentáveis e expectativas crescentes de inflação. 


 


“Se houver uma razão estrutural para a alta dos rendimentos dos títulos, uma pequena intervenção de curto prazo pode dar um pouco de tempo, mas não necessariamente altera a trajetória de longo prazo”, afirmou o chefe de estratégia de ações da Pictet Wealth Management, Graham Secker, à Bloomberg.  


 


No front econômico, os pedidos semanais de seguro-desemprego para a semana encerrada em 15 de agosto recuaram a 206 mil, ante 212 mil. O consenso apontava para 210 mil novas solicitações.  


 


No front corporativo, Walmart despencava 7,28% no pré-mercado na Nasdaq, após varejista reportar que vendas trimestrais ficaram aquém das expectativas, alimentando preocupações entre investidores acerca da saúde do consumidor americano, após dados de vendas no varejo na semana anterior frustrarem estimativas.  


 


As vendas em lojas nos EUA abertas há pelo menos um ano, excluindo combustíveis, avançaram 2,6% no segundo trimestre, ficando abaixo da estimativa mais baixa dos analistas compilada pela Bloomberg. Foi o menor ritmo de crescimento em mais de seis anos.  


 


💹 COMMODITIES  


   


Os futuros do petróleo subiam 2,34%, a US$93,76 por barril, impulsionados por preocupações de que o impasse na guerra com o Irã continue a interromper o fornecimento da importante região produtora do Oriente Médio. 


  


Com a falta de progresso nas negociações para acabar com o conflito entre Estados Unidos e Irã, que está perto de completar seis meses, o presidente Donald Trump anunciou na noite de ontem que pretende aplicar uma "guerra econômica" sem precedentes para encurralar Teerã, que permanece firme e ironiza o que chama de "política fracassada". 


 


De acordo com Trump, qualquer país que permitisse que instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais auxiliassem o Irã enfrentaria enormes consequências econômicas. Trump também afirmou que atividades como contrabando, transferências de dinheiro, casas de câmbio e registro de navios precisam ser interrompidas, acrescentou.  


 


Para o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, o plano anunciado por Trump tem como objetivo criar "uma distração em relação à própria crise dos Estados Unidos". "Dobrar a aposta em políticas fracassadas trará apenas uma nova derrota e a inimizade dos iranianos", escreveu Araghchi no X. 


 


O tráfego marítimo pelo estreito de Ormuz na quarta-feira permaneceu inalterado em relação ao dia anterior, de acordo com os dados mais recentes. 


 


Os estoques de combustíveis destilados nos EUA, incluindo diesel e óleo para aquecimento, caíram pela terceira semana consecutiva na semana passada, informou a Administração de Informação de Energia (EIA) ontem. No entanto, os estoques de petróleo bruto aumentaram inesperadamente em 4,4 milhões de barris. 


 


Já entre as commodities metálicas, os futuros do ouro operavam em queda de 0,91%, cotados a US$4.480,38 por onça-troy. Já os futuros da prata recuavam 0,35%, cotado a US$66,64 por onça-troy.  


  


No minério de ferro, o contrato futuro na bolsa de Dalian fechou em queda de 1,19%, cotado a US$105,17 por tonelada na última madrugada. 


 


(LB + GP | Edição: Equipe Mover | Comentários: [email protected]

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