Notícia

👉 ABERTURA: Ibovespa recua, pressionado por blue chips; EUA em compasso de espera antes de Fed

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Por: Luca Boni e Gabriel Ponte  


   


São Paulo, 16/06/2026  


   


📈 IBOVESPA   


  


O Ibovespa operava em queda no início do pregão desta terça-feira, pressionado por blue chips, enquanto futuros de Wall Street estavam em compasso de espera, às vésperas das decisões de juros do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve, respectivamente.  


 


Investidores também monitoram eventual possibilidade de reabertura integral do Estreito de Ormuz até sexta-feira, em meio a divergências entre aliados americanos sobre cronograma para retomada do tráfego na via marítima.  


  


Por volta das 10h10, o Ibovespa recuava 0,70% aos 169.227 pontos. O volume projetado de negócios na sessão soma R$11,0 bilhões, abaixo da média móvel dos últimos 50 pregões, de R$20,9 bilhões.   


  


💵 JUROS / DÓLAR  


   


Os vértices da curva de juros operavam em queda de até 10,5 pontos-base, na sequência de dados de vendas no varejo abaixo do consenso em abril. Operadores aguardam leilão do Tesouro Nacional de pós-fixados (NTN-B e LFT), a partir das 10h30.  


  


Já o dólar futuro operava em alta de 0,18%, cotado a R$5,083. O índice Dólar DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, recuava 0,04%, aos 99,62 pontos.   


  


🇧🇷 BRASIL  


 


Entre os indicadores econômicos, vendas no varejo recuaram 1,5% na base mensal em abril, na série livre de influências sazonais, pior que consenso de mercado, que previa recuo de 0,6%.  


 


Na base anual, as vendas do varejo cresceram 1,0%, abaixo do consenso, de 2,0% e mostrando uma desaceleração frente ao avanço de 4,0% em março. No ano, o varejo acumula alta de 2,0%. 


 


Os dados mais fracos de venda no varejo de abril, em conjunto com o recuo do petróleo nos mercados internacionais, oferecem alento à decisão de juros do Copom, amanhã, que deverá reduzir a Selic em 25 pontos-base, a 14,25%.  


 


O colegiado, porém, deverá deixar as opções abertas para agosto, em razão do risco de deterioração adicional da inflação. Autarquia também deverá elevar projeção para inflação ao fim do quarto trimestre de 2027 – horizonte relevante – a 3,6%, de acordo com players de mercado consultados pela Mover. 


 


No âmbito político, operadores avaliam nova pesquisa eleitoral da Futura Apex, que mostrou consolidação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de estabilização do senador Flávio Bolsonaro. A vantagem do Lula em eventual segundo turno contra Flávio se manteve (48,1% a 42,9%) e a aprovação do petista atingiu o melhor patamar do ano, em 49,6%. 


 


De acordo com análise da Futura, porém, o dado mais relevante do levantamento é o que não ocorreu: o desgaste do Flávio, que se esperava aprofundar depois do áudio, estancou.  


 


Ainda no front político, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta terça ação contra Eduardo Bolsonaro por suposta tentativa de interferência em julgamento sobre golpe de Estado, de acordo com nota do Supremo.  


 


Já a Procuradoria Geral da República (PGR) rejeitou a proposta de delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.  


 


No front corporativo, a Justiça Federal em Alagoas aceitou a denúncia do Ministério Público Federal e tornou a Braskem ré por crimes ambientais relacionados ao afundamento do solo em Maceió, que resultou na desocupação de cinco bairros. 


 


Entre o sell-side, o UBS elevou recomendação de Sabesp para “compra”, com preço-alvo de R$38,00. Os analistas afirmaram que a companhia está em posição favorável para entregar um sólido crescimento de Ebitda e que a recente desvalorização do papel se deu pela saída do fluxo estrangeiro e não por deterioração de fundamentos.  


 


Em termos de fluxo para o mercado à vista, a B3 reportou mais uma sessão de saída líquida do saldo do investidor estrangeiro. No dia 12 de junho, o saldo do estrangeiro ficou negativo em R$2,28 milhões. No acumulado do mês até aqui o saldo é negativo em R$4,3 bilhões. 


   


Apesar do recente movimento de saída do investidor estrangeiro, o saldo para a categoria no ano ainda se mantém positivo em R$37,3 bilhões. 


  


📊 AÇÕES  


  


As maiores detratoras do Ibovespa eram as PN o ON da Petrobras e as ON da Vale, que recuavam 1,74%, 1,83% e 0,46%, respectivamente.  


  


Entre as maiores quedas percentuais, figuravam as PNA da Usiminas, as ON da Brava e da PRIO, que cediam 5,28%, 3,52% e 2,66%, na mesma ordem.  


  


Na ponta oposta, as maiores altas percentuais eram as ON da Sabesp, da RD Saúde e da Minerva, que avançavam 1,56%, 1,51% e 1,05%, na sequência.  


  


🇺🇸 EUA  


  


Os futuros dos índices acionários de Wall Street operavam mistos antes da abertura do mercado à vista, com operadores interrompendo rali recente, e optando por postura de compasso de espera, às vésperas da decisão de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) - a primeira a ser presidida por Kevin Warsh.  


  


Os futuros dos índices S&P500 e Nasdaq 100 recuavam 0,03% e 0,13%, respectivamente, enquanto o Dow Jones futuro subia 0,24%. As Treasuries yields de dois anos operavam em queda de 2,1 pontos-base, a 4,049%. Já as de dez anos cediam 3,9 pontos-base, a 4,434%.   


 


Após forte rali visto na véspera em papéis tecnológicos, como Magnificent-7, semicondutores e SpaceX, investidores adotavam tom de cautela antes da decisão de juros do FOMC, que deverá manter a taxa-alvo Fed Funds inalterada no intervalo entre 3,50% e 3,75%.  


 


O foco dos investidores estará na forma como Warsh conduzirá a coletiva de imprensa, a partir das 15h30, dado que a decisão de manutenção dos juros é amplamente esperada. Historicamente, Warsh se mostrou contrário à realização de coletivas e falas públicas de dirigentes do Fed.  


 


Estafe do banco central também divulgará mediana de projeções do “Dot-Plot”, outro instrumento do banco central que conta com oposição de Warsh. Sobre a decisão em si, Bank of America antevê que banco central poderia remover viés de flexibilização de juro no comunicado.  


 


Mais cedo, o Banco do Japão (BoJ) elevou os juros em 25 pontos-base, a 1%, no maior patamar desde 1995. Autoridade monetária prometeu continuar elevando os juros em resposta aos desenvolvimentos econômicos.  


 


De acordo com a Bloomberg, as decisões do BoJ alimentam especulações sobre um novo aumento dos juros ao fim do ano, com o vice-governador, Shinichi Uchida, reiterando o compromisso do banco em elevar os juros novamente e monitorar de perto os riscos de inflação alta.  


 


💹 COMMODITIES  


  


Os futuros do brent operavam em queda de 4,06%, a US$79,78 por barril, dando continuidade ao movimento da véspera, à medida que os mercados avaliavam as perspectivas de retomada da navegação pelo Estreito de Ormuz, juntamente com a assinatura formal do acordo entre americanos e iranianos para interrupção do conflito, prevista para sexta-feira. 


 


Os preços do brent atingiram o menor patamar desde o início da guerra no Oriente Médio em 3 de março, e acumulam queda de 33% frente à máxima de US$119,40, registrada em 09 de março. 


 


Ainda assim, persistem dúvidas entre operadores a respeito da efetiva reabertura de Ormuz, dado desencontro, em termos de retórica, das autoridades globais.  


 


Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmou o cenário-base de reabertura de Ormuz até o fim da semana. Governos europeus, porém, alertam que as operações de remoção de minas e segurança podem levar semanas para serem concluídas.  


 


Há também uma série de dúvidas envolvendo o texto do Memorando de Entendimento entre americanos e iranianos. Trump defendeu sua divulgação apenas após a assinatura formal do acordo.  


 


No sellside, Morgan Stanley reduziu projeção para preços do petróleo no terceiro trimestre a US$90 por barril, ante US$100 por barril. A projeção do preço médio no quarto trimestre, de US$80, manteve-se inalterada.  


 


Já o Goldman Sachs reduziu projeção para a commodity no quarto trimestre a US$80 por barril, ante US$90 por barril. Banco também revisou projeção para o ano de 2027 a US$75, ante US$80.  


 


Os futuros do ouro operavam em alta de 1,00%, cotados a US$4.352,95 por onça-troy. Já a prata avançava 1,53% a US$71,06 por onça-troy.  


  


No minério de ferro, o contrato futuro negociado em Dalian fechou em queda de 0,85%, cotado a US$112,75 por tonelada, já que os dados sobre as novas vendas de imóveis na China e a produção de aço bruto sinalizaram um consumo fraco de aço. 


 


Em maio, a produção industrial avançou 4,5% na base anual, abaixo do consenso, de alta de 4,3%. Já o índice de preços de casas recuou 3,5% na base anual, em linha com consenso. As vendas no varejo recuaram 0,6% na base anual, pior que consenso, que apontava para leitura estável.  


 


A taxa de desemprego recuou a 5,1%, ante 5,2%. Já os investimentos em ativos fixos recuaram 4,1% na base anual, pior que consenso, de queda de 2%.  


 


(LB + GP | Edição: Equipe Mover | Comentários: [email protected]

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