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👉 ABERTURA: Ibovespa tem leve queda; DIs têm sessão mista após IPCA acima do esperado

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Por: Luca Boni e Gabriel Ponte  


   


São Paulo, 10/08/2026   


   


📈 IBOVESPA   


   


O Ibovespa operava em leve queda na sessão desta terça-feira, com investidores repercutindo leitura do IPCA de julho acima do consenso, enquanto ata do Comitê de Política Monetária (Copom) não trouxe novidades em relação ao comunicado visto como "ligeiramente hawkish" do Banco Central na semana anterior. 


 


Por volta das 10h10, o Ibovespa recuava 0,24% aos 171.775 pontos. O volume projetado de negócios na sessão somava R$11,2 bilhões, abaixo da média móvel dos últimos 50 pregões, de R$16,2 bilhões. 


   


💵 JUROS / DÓLAR  


   


Os vértices da curva de juros operavam mistos, com cauda longa caindo até 3,0 pontos-base, enquanto cauda curta subia até 1,0 pontos-base. 


 


Operadores acompanham leilão de pós-fixados pelo Tesouro, com certame a partir das 10h30.  


 


Operadores acompanham, às 10h30, leilão de pós-fixados (NTN-B e LFT) pelo Tesouro Nacional.  


 


O dólar futuro operava em queda de 0,05% a R$5,130. O índice Dólar DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, avançava 0,01%, aos 99,8 pontos. 


   


🇧🇷 BRASIL   


 


O Banco Central divulgou a ata da mais recente reunião de política monetária do Copom, em que reforçou atenção à desancoragem de expectativas, bem como manutenção da política monetária restritiva.  


 


De acordo com o documento, evidências de transmissão da política monetária contracionista para a atividade têm se "acumulado gradualmente". O colegiado disse, porém, que a inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo caráter restritivo da política monetária.  


 


O Copom também afirmou que não deve reagir aos efeitos primários de choques, mas que é necessário monitorar com atenção eventuais efeitos de segunda ordem.  


 


Entre os indicadores econômicos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho foi de 0,07%, acima do consenso do mercado, que previa alta de 0,03%, mas registrou uma redução frente ao dado de junho, de alta de 0,16%.  


 


Na leitura anual o índice ficou em 4,44%, ligeiramente acima das expectativas, de 4,40%.  


 


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a maior variação e impacto vieram do grupo Habitação. Na ponta oposta, o grupo de Alimentação e bebidas apresentou maior queda. 


 


Em termos qualitativos, serviços subjacentes apresentaram um avanço significativo na comparação mensal, saindo de 0,22% em junho para 0,42% em julho. 


 


Nos mercados acionários, o JPMorgan rebaixou a recomendação para Brasil de "compra" para "neutra", citando o fim iminente do ciclo de flexibilização monetária pelo BC, a desaceleração do crescimento e a deterioração do crédito. O banco projeta um corte de 25 pontos-base na taxa básica de juros em setembro, seguido por uma longa pausa até o segundo trimestre de 2027. 


 


O banco também destacou que o vencedor das eleições de outubro herdará um ambiente desafiador e que o mercado brasileiro historicamente apresenta desempenho inferior no semestre que antecede o pleito. Para os analistas, as ações brasileiras operam sem grandes prêmios ou descontos eleitorais embutidos. Com isso, optaram por adotar uma postura de esperar diante dos riscos que se aproximam. 


 


No front corporativo, investidores concentram-se na temporada de resultados trimestrais. Mais cedo, o BTG Pactual reportou lucro líquido ajustado de R$5,14 bilhões no segundo trimestre, alta de 23% em relação ao 2T25. Receita total atingiu R$10,4 bilhões, crescimento de 15,9% na base anual, e ROAE de 26,7%, queda de 0,5 pontos percentuais na comparação anual. 


 


A carteira de crédito total do BTG atingiu R$366,6 bilhões, crescimento de 24% em 12 meses. Por fim, a receita de Sales e Trading somou R$1,85 bilhão, uma queda de 2,9% na comparação anual.  


 


Investidores também reagem aos números de Itaúsa, JSL, Caixa Seguridade, Natura, São Martinho e outras, que reportaram na noite de ontem, enquanto aguardam balanços de Armac, Frasle, Cruzeiro do Sul, B3, Blau, Cury, Direcional, Enjoei, Taesa e outros, que serão reportados após o fechamento da sessão. 


 


Em termos de fluxo para o mercado à vista, a B3 reportou o saldo do investidor estrangeiro referente ao dia 07 de agosto, que ficou negativo em R$2,26 bilhões, registrando a quarta saída consecutiva de capital do estrangeiro. No acumulado para o mês de agosto, o saldo está negativo em R$5,5 bilhões. 


 


O saldo para a categoria no ano se mantém positivo em R$30,8 bilhões. 


 


📊 AÇÕES   


   


As maiores detratoras do Ibovespa eram as UNITS do BTG Pactual, PN de Gerdau e ON de Prio, que recuavam 1,30%, 2,06% e 1,21%, respectivamente.  


 


As maiores quedas percentuais eram as ON de Caixa Seguridade, PNA de Usiminas e PN de Gerdau, que recuavam 2,64%, 2,23% e 1,98%, respectivamente.  


 


🇺🇸 EUA   


 


Os índices futuros de Wall Street operavam em alta antes da abertura do mercado à vista, em meio ao otimismo recente de que Estados Unidos e Irã estivessem próximos de um acordo envolvendo a gestão do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.  


 


Os futuros do Dow Jones, S&P500 e Nasdaq 100 avançavam 0,10%, 0,15% e 0,35%, respectivamente. As Treasuries yields de dois e dez anos recuavam 1,9 pontos-base e 1,7 pbs, respectivamente, a 4,224% e 4,688%, na mesma ordem. 


 


Os rendimentos das Treasuries recuavam, juntamente com arrefecimento do movimento de alta dos futuros do petróleo, após o ministro da Defesa do Paquistão afirmar que os sinais dos últimos dias sugerem que americanos e iranianos estão "próximos de algum tipo de acordo".  


 


Investidores também se concentram na divulgação de dados da inflação ao consumidor de julho dos Estados Unidos, amanhã, em busca de novos sinais sobre a trajetória de juros do Federal Reserve, após os dados do Payroll de sexta-feira terem arrefecido as apostas para uma alta imediata em setembro.  


 


💹 COMMODITIES  


   


Os futuros do brent operavam em leve alta de 0,10%, cotados a US$87,75 por barril, com os sinais de progresso nas negociações entre Omã e Irã sobre a navegação pelo Estreito de Ormuz sendo ponderados em relação à contínua interrupção do fluxo de energia no Oriente Médio. Na máxima do dia, os futuros do petróleo romperam patamar de US$90 por barril.  


 


Mais cedo, a agência de notícias Mehr informou que o ministro do interior do Paquistão havia chegado em Teerã para dar início às negociações. Em entrevista, ele disse que os EUA e o Irã estão próximos de "algum acordo" de paz. 


 


Na véspera, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar disse que as negociações entre Omã e Irã sobre o futuro da navegação no Estreito de Ormuz estão agora em estágio avançado. 


 


Os dados de navegação mostraram que o tráfego pelo Estreito de Ormuz caiu para seis embarcações na segunda-feira, em comparação com uma média de cerca de 11 embarcações nos últimos dez dias. 


 


Em nota divulgada na segunda-feira, analistas do Barclays afirmaram que as exportações líquidas de petróleo bruto e produtos refinados pelo Estreito de Ormuz atingiram uma média de 3 milhões de barris por dia (bpd) na semana encerrada em 7 de agosto, uma queda em relação aos 4,4 milhões de bpd da semana anterior. 


 


Os futuros do ouro operavam em alta de 0,11%, cotados a US$4.394,04 por onça-troy. Já a prata recuava 1,13%, a US$64,89 por onça-troy. 


   


No minério de ferro, o contrato futuro na bolsa de Dalian fechou em alta de 1,26%, cotado a US$106,96 por tonelada na última madrugada, impulsionados pela redução da oferta no curto prazo e pela alta nos custos de frete, enquanto os preços do petróleo se mantiveram próximos às máximas de uma semana. 


 


(LB + GP | Edição: Equipe Mover | Comentários: [email protected]

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Opiniões de investidores sobre os ativos mencionados

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