Notícia

👉 ABERTURA: Ibovespa tem leve queda, sob inércia do mau humor, enquanto repercute bateria de resultados corporativos

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Por: Luca Boni e Gabriel Ponte  


   


São Paulo, 13/08/2026   


   


📈 IBOVESPA   


   


O Ibovespa operava em leve queda na sessão desta quinta-feira, em movimento de inércia do mau humor visto desde o início da semana nos mercados locais, enquanto vértices da curva de juros recuavam em toda extensão, em linha com yields, após leitura do PPI abaixo do consenso em julho.  


 


No front corporativo, Banco do Brasil seguiu pressionado por números de inadimplência no segundo trimestre, apesar de lucro líquido ajustado acima do consenso, e guidance mantido para 2026.  


 


Por volta das 10h10, o Ibovespa tinha leve queda de 0,11% aos 167.307 pontos. O volume projetado de negócios na sessão somava R$11,9 bilhões, abaixo da média móvel dos últimos 50 pregões, de R$16,8 bilhões. 


   


💵 JUROS / DÓLAR  


   


Os vértices da curva de juros operavam em queda de até 8,0 pontos-base, em linha com os rendimentos dos yields americanos. 


 


Investidores aguardam, a partir das 10h30, leilão de títulos prefixados pelo Tesouro Nacional, com oferta de LTNs e NTN-Fs.   


 


O dólar futuro operava em queda de 0,31% a R$5,198. O índice Dólar DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, perdia 0,14%, aos 99,83 pontos. 


   


🇧🇷 BRASIL   


 


Entre os indicadores econômicos, as vendas no varejo cresceram 0,5% em junho na base mensal, acima das expectativas do mercado, que previa uma alta de 0,3%, e mostrando uma aceleração frente ao dado do mês anterior, de alta de 0,1%. Na base anual o indicador avançou 2,9%, também acima das expectativas, de 2,4%. 


 


No âmbito político, o Congresso Nacional aprovou na véspera o projeto de lei complementar que autoriza o governo federal a reduzir tributos sobre combustíveis para amortecer os impactos da crise no Oriente Médio. O texto segue agora para sanção presidencial. 


 


Pela proposta, as perdas de arrecadação com a desoneração de diesel, gasolina, etanol, biodiesel e querosene de aviação serão compensadas em 2026 pelo ganho extraordinário com royalties de petróleo e gás. O texto também destina subvenção de até R$1,2 bilhão para produtores de etanol. 


 


Aprovada com alterações, a matéria acumulou diversos "jabutis" — medidas incluídas sem relação direta com o tema principal. Entre elas, a liberação de até R$3,0 bilhões do Fundo Social para saúde e educação, e um aporte de até R$2,5 bilhões para projetos de defesa fora da meta fiscal. 


 


Para equilibrar o impacto financeiro dos novos benefícios, o governo articulou uma regra de contenção: caso o relatório prévio ao Orçamento indique déficit primário, as despesas vinculadas não poderão superar o teto do arcabouço fiscal no ano seguinte. Além disso, as receitas extraordinárias do setor petrolífero foram vetadas do cálculo de despesas vinculadas à receita corrente líquida. 


 


Operadores ainda reagem a mais nova pesquisa do PoderData em parceria com a AYA, mostrando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão tecnicamente empatados em um eventual 2º turno da eleição presidencial. O petista registra 46% das intenções de voto, ante 45% do senador. 


 


Apesar da proximidade entre Lula e Flávio no eventual 2º turno, o cenário geral variou muito pouco desde o início do ano. O que o levantamento ressalta é que a disputa permanece aberta, com o petista sempre com uma leve vantagem numérica, embora mostrando uma certa estagnação e dificuldade de furar o percentual de 50% dos votos. 


 


No front corporativo, investidores concentram-se na temporada de resultados trimestrais. O Banco do Brasil reportou lucro líquido ajustado de R$3,91 bilhões no segundo trimestre, alta de 3,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, e acima do consenso, de R$3,78 bilhões. O ROE ficou em 8,3%, mostrando estabilidade na comparação anual e um avanço frente ao 1T26. 


 


Apesar disso, preocupações pairam sobre os números de inadimplência do BB. A inadimplência superior a 90 dias encerrou o trimestre em 5,61%, ante 5,05% em março e 3,96% em junho de 2025. Na carteira de pessoa física, a inadimplência acelerou para 8,41%, ante 6,82% no trimestre anterior e 5,59% um ano antes.  


 


A tendência de qualidade de ativos da instituição seguiu piorando: os empréstimos inadimplentes em cartões de crédito dobraram para 14,6%, enquanto a formação de empréstimos inadimplentes no varejo atingiu R$11,8 bilhões no trimestre.  


 


Investidores também reagem aos números de CSN, CSN Mineração, Azzas, SLC Agrícola, Suzano, Kepler Weber, Cogna, Ser Educacional, Minerva, Hapvida, Sabesp, Rede D'Or, que reportaram na noite de ontem, enquanto aguardam balanços de Nubank, JHSF, Grupo Petz e Cobasi, 3Tentos, Randon, Yduqs, MBRF, Grupo Mateus, LWSA, Cemig, Compass, CPFL e outros, que serão reportados após o fechamento da sessão. 


 


Em termos de fluxo para o mercado à vista, a B3 reportou o saldo do investidor estrangeiro referente ao dia 11 de agosto, que ficou negativo em R$4,72 bilhões, um volume muito expressivo, registrando a sexta saída consecutiva de capital do estrangeiro, maior sequência desde 05 de junho. No acumulado para o mês de agosto, o saldo está negativo em R$11,9 bilhões. 


 


De acordo com o Valor Econômico, a retirada líquida de estrangeiros da B3 foi a maior desde fevereiro de 2021.  


 


O saldo para a categoria no ano se mantém positivo em R$24,4 bilhões. 


 


📊 AÇÕES   


   


As maiores detratoras do Ibovespa eram as ON da Sabesp, da Vale e da Equatorial, que recuavam 2,87%, 0,55% e 1,89%, respectivamente.  


 


As maiores quedas percentuais eram as ON da Hapvida, as PN da Bradespar e as ON da Copasa, que perdiam 17,22%, 2,94% e 2,60%, respectivamente.  


 


🇺🇸 EUA   


 


Os índices futuros de Wall Street operavam em alta antes da abertura do mercado à vista, após núcleo do PPI oferecer leitura de desaceleração nas bases mensal e anual em julho, enquanto o índice cheio ficou abaixo do consenso, auxiliado por uma nova queda de custos de energia e alimentos.  


 


Os futuros do Dow Jones, S&P500 e Nasdaq 100 avançavam 0,33%, 0,22% e 0,08%, respectivamente. As Treasuries yields de dois e dez anos recuavam 4,8 pontos-base e 3,3 pbs, respectivamente, a 4,153% e 4,653%, na mesma ordem. 


 


O PPI ficou estável em julho na base mensal, ante consenso, de alta de 0,2%. Já na base anual, o PPI desacelerou ritmo de alta a 4,7%, ante 5,5% vistos anteriormente. Consenso apontava para leitura de alta de 4,9%.  


 


O núcleo do PPI, que exclui itens voláteis, desacelerou ritmo de alta a 0,2% na base mensal, ante 0,4%, e abaixo do consenso, de alta de 0,3%. Já na base anual, o núcleo veio em linha com consenso, em 4,2%, desacelerando ritmo de alta ante 4,7% em junho.  


 


Também no front econômico, os pedidos semanais de seguro-desemprego para a semana encerrada em 8 de agosto avançaram a 209 mil, ante 200 mil.  


 


Na agenda econômica, investidores acompanham leilão de Treasuries de 30 anos, sob expectativa de que taxa de corte alcance maior patamar em 25 anos, em meio à inflação persistentemente acima da meta e crescentes déficits orçamentários nos EUA.  


 


Na véspera, a taxa de corte do leilão de Treasuries de dez anos alcançou maior patamar desde 2007.  


 


💹 COMMODITIES  


   


Os futuros do brent operavam em queda de 2,11%, a US$87,10 por barril, com os investidores avaliando as perspectivas de uma demanda global mais fraca este ano e estoques maiores de petróleo bruto nos EUA, embora os preços tenham encontrado suporte na falta de progresso nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, que está bloqueado, e nas interrupções no fornecimento. 


 


Os estoques comerciais de petróleo bruto dos EUA registraram o maior aumento semanal desde janeiro de 2023, em meio à queda das exportações, segundo dados divulgados na quarta-feira pela Administração de Informação de Energia (EIA). 


 


Entretanto, a OPEP reduziu sua previsão de crescimento da demanda mundial de petróleo para 2026 para 580.000 barris por dia em seu relatório mensal sobre o mercado de petróleo, revisão baixista de 200 mil bpd.  


 


As interrupções em canais importantes para o escoamento de petróleo no Oriente Médio continuam a sustentar os preços do petróleo, com os EUA e o Irã reivindicando o Estreito de Ormuz. 


 


Mais cedo, o chefe recém-nomeado da unidade paramilitar Basij do Irã disse que o estreito está "sob controle e administração dos iranianos" e ressaltou que todas as alegações de Trump sobre os EUA terem tomado posse de Ormuz são falsas. 


 


As travessias de navios pelo Estreito de Ormuz, excluindo porta-contentores, caíram para cinco na quarta-feira, o menor número em três semanas, segundo dados da Kpler Shipping. 


 


Os futuros do ouro operavam em queda de 0,31%, cotados a US$4.394,23 por onça-troy. Já a prata subia 0,15%, a US$65,40 por onça-troy. 


   


No minério de ferro, o contrato futuro na bolsa de Dalian fechou em queda de 0,21%, cotado a US$104,52 por tonelada na última madrugada, com a redução das perdas das siderúrgicas e os custos de frete firmes sendo contrabalançados pela queda nas exportações de aço da China. 


 


(LB + GP | Edição: Equipe Mover | Comentários: [email protected]

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Opiniões de investidores sobre os ativos mencionados

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