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👉 ABERTURA: Ibovespa tem queda, pressionado por setor financeiro; mercado aguarda Fed, balanços techs e monitora petróleo

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Por: Luca Boni e Gabriel Ponte  


   


São Paulo, 29/07/2026   


   


📈 IBOVESPA   


   


O Ibovespa operava em queda no início do pregão desta quarta-feira, pressionado por bancos, enquanto vértices da curva de juros avançavam nesta manhã, em linha com movimento de estresse do petróleo, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que americanos atacarão o Irã “com força”, após ofensiva militar dos iranianos contra bases dos EUA na véspera.  


 


Pregão é pesado em termos de agenda econômica, com investidores aguardando decisão de juros do Federal Reserve às 15h00, quando deverá manter os juros inalterados, a despeito de percentual significativo de operadores que antevê chance de elevação da taxa-alvo Fed Funds nesta tarde. Após o fechamento dos mercados, Meta e Microsoft reportarão resultados.  


 


Por volta das 10h10, o Ibovespa recuava 0,27% aos 176.093 pontos. O volume projetado de negócios na sessão somava R$13,2 bilhões, abaixo da média móvel dos últimos 50 pregões, de R$16,6 bilhões. 


   


💵 JUROS / DÓLAR  


   


Os vértices da curva de juros avançavam até 3,0 pontos-base, em linha com os rendimentos dos yields americanos, em meio ao avanço dos preços do petróleo.  


 


Já o dólar futuro operava em queda de 0,31%, cotado a R$5,116. O índice Dólar DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, avançava 0,06%, aos 101,45 pontos. 


   


🇧🇷 BRASIL   


 


No front político, operadores avaliam a mais recente pesquisa AtlasIntel em parceria com a Bloomberg para a eleição presidencial, que aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda como favorito para conquistar a reeleição em outubro. 


 


De acordo com o levantamento, Lula tem 49,2% de intenções de voto em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que possuía 42,9%. O petista manteve a vantagem já observada em junho sobre Flávio para a eleição de outubro.  


 


Já a aprovação de Lula avançou para 48%, alta de dois pontos percentual na base mensal, de acordo com AtlasIntel. Desaprovação do petista recuou a 51%, dentro da margem de erro de um ponto percentual.  


 


Em termos de fluxo para o mercado à vista, a B3 reportou entrada líquida do saldo do investidor estrangeiro. No dia 27 de julho, o saldo do estrangeiro ficou positivo em R$455 milhões. No mês até aqui, o saldo está positivo em R$2,8 bilhões. 


 


Apesar do movimento de saída do investidor estrangeiro nos últimos meses, o saldo para a categoria no ano ainda se mantém positivo em R$36,6 bilhões.  


 


No radar corporativo, a Petrobras divulgou produção recorde de petróleo e gás no segundo trimestre, impulsionada pelo avanço das operações no pré-sal e pela entrada de novas plataformas. A produção própria de óleo, líquidos de gás natural e gás natural chegou a 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O volume representa crescimento de 14,1% em relação ao mesmo período do ano passado e de 3,4% na comparação trimestral.  


 


A petroleira divulgará seus resultados trimestrais na próxima quinta-feira, 6.  


 


Já na temporada de balanços, o Santander reportou lucro líquido gerencial de R$3,01 bilhões no segundo trimestre, queda de 17,6% na base anual e abaixo do consenso da Bloomberg, de R$3,72 bilhões.  


 


O retorno sobre o patrimônio (ROE) ficou em 12,5% no segundo trimestre, ante 16,0% no primeiro trimestre e 16,4% no segundo trimestre de 2025 


 


O Santander informou que o resultado de provisões para devedores duvidosos somou R$7,65 bilhões no 2T, avanço de 20,6% na base sequencial. O banco atribuiu o movimento a reforços pontuais em carteiras do atacado e a uma mudança nos critérios de baixa a prejuízo, além de um ambiente de crédito que segue desafiador. 


 


Investidores aguardam, no pós-mercado, resultados da Intelbras e da Motiva.  


 


📊 AÇÕES   


   


As maiores detratoras do Ibovespa eram as PN do Itaú, as ON da B3 e as PN do Bradesco, que recuavam 1,42%, 2,00% e 1,44%, respectivamente.  


   


Entre as maiores quedas percentuais, figuravam as Units do Santander, as ON da B3 e da CSN, que recuavam 6,47%, 2,00% e 1,80%, respectivamente.  


   


Na ponta opostas, a maiores altas percentuais eram as ON da PRIO, da Cogna e da Petrobras, que subiam 3,36%, 2,78% e 2,69%, na sequência.  


  


🇺🇸 EUA   


   


Os futuros dos índices acionários de Wall Street operavam em queda antes da abertura do mercado à vista, com investidores à espera da decisão de juros do Fed, às 15h00, bem como resultados trimestrais de Meta e Microsoft. Os futuros do brent chegaram a ultrapassar patamar de US$90 por barril após Trump prometer retaliar o Irã por ataques na véspera.  


 


Os futuros do Dow Jones, S&P500 e Nasdaq 100 recuavam 0,69%, 0,03% e 0,04%, respectivamente. As Treasuries de dois anos avançavam 3,3 pbs, a 4,314%, e as de dez anos subiam 2,5 pbs, a 4,631%.  


 


As atenções se voltam para a decisão de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve, que deverá manter a taxa-alvo Fed Funds inalterada no intervalo entre 3,50% e 3,75%, na segunda reunião a ser presidida pelo chair do banco central, Kevin Warsh, que deverá ganhar tempo antes de setembro, em meio a dados recentes benignos da atividade econômica. 


 


Derivativos negociados na Chicago Mercantile Exchange (CME) precificavam, nesta manhã, 64,2% de chances de juros inalterados nesta semana, contra 35,8% de apostas de alta de 25 pontos-base.  


 


A despeito do cenário majoritário indicar manutenção do juro, é possível projetar divergências entre dirigentes da autoridade monetária, com Beth Hammack e Lorie Logan postulando-se, no cenário base, como eventuais dissidentes da decisão desta tarde.  


 


Com os mercados navegando às cegas sobre os próximos passos do banco central, o foco recai sobre as declarações de Warsh, embora seja amplamente esperado entre investidores a ausência de sinalizações por parte do banqueiro central na decisão desta semana.  


  


Ele deverá reafirmar o teor do discurso concedido ao Congresso dos EUA há apenas duas semanas, quando disse estar comprometido em controlar a inflação, além de reconhecer o mercado de trabalho como sólido, e enaltecer os efeitos da produtividade sobre a atividade econômica. 


 


Warsh, porém, certamente se esquivará de fornecer pistas sobre a direção futura da política monetária. Também é improvável que responda a perguntas sobre perspectivas econômicas ou sua função de reação, já que considera qualquer comentário desse tipo como orientação futura, à qual se opõe veementemente.  


 


Após o fechamento dos mercados, Meta e Microsoft reportarão resultados, em um momento no qual investidores seguem questionando-se, de forma incessante, sobre os altos desembolsos de capex voltados para Inteligência Artificial pelas hyperscalers.  


 


De acordo com a Bloomberg, a receita da Microsoft provavelmente deverá atingir um recorde, mas a atenção dos investidores estará concentrada em planos de desembolso de capex em IA. A Meta, por sua vez, pode aumentar significativamente sua previsão de despesas de capital para acompanhar o aumento dos custos de componentes.  


 


💹 COMMODITIES  


   


Os futuros do brent operavam em alta de 6,30%, a US$89,39 por barril, após romper brevemente o patamar de US$90 por barril, impulsionados por comentários de Trump, na esteira do aumento das tensões no Oriente Médio após ataques dos Estados Unidos e da Arábia Saudita no Iraque, além da interceptação de uma ofensiva de mísseis balísticos do Irã contra forças americanas.  


 


Na madrugada desta quarta-feira, os EUA e a Arábia Saudita lançaram ataques contra grupos apoiados pelo Irã no Iraque, responsabilizando essas facções por investidas com drones contra instalações petrolíferas sauditas.  


 


A ofensiva ocorreu horas depois de os militares dos EUA afirmarem ter evitado um ataque surpresa do Irã direcionado a tropas americanas na região. Paralelamente, o Irã declarou ter disparado contra embarcações no Estreito de Ormuz e contra bases americanas na Jordânia. 


 


Já em entrevista à Fox News nesta manhã, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai atacar "duramente" o Irã em resposta aos ataques a alvos americanos na Jordânia, contribuindo para aceleração dos ganhos da commodity nos mercados internacionais.  


 


O impasse em torno do controle do Estreito de Ormuz persiste após o Irã rejeitar a proposta de Omã para a gestão conjunta regional da via fluvial, conforme relatado por um alto funcionário iraniano, o que frustrou as expectativas de uma resolução pacífica para o fluxo comercial no Golfo.  


 


Outro ponto de forte apreensão concentra-se no Mar Vermelho, onde fontes de agências internacionais informaram que os houthis, do Iêmen, planejam impor tarifas para os navios que navegam pelo sul da região. 


 


O mercado também aguarda a divulgação de novos dados sobre os estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos. 


 


Os futuros do ouro operavam em queda de 0,15%, cotados a US$4.022,23 por onça-troy. Já a prata avançava 0,26%, a US$57,25 por onça-troy. 


   


No minério de ferro, o contrato futuro na bolsa de Dalian fechou em queda de 0,27%, cotado a US$109,17 por tonelada na última madrugada, já que as margens menores das siderúrgicas na China enfraqueceram a demanda pelo insumo, mas as perdas foram limitadas pelas preocupações com uma possível interrupção na oferta das operações da BHP em Port Hedland. 


 


(LB + GP | Edição: Equipe Mover | Comentários: [email protected])

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