Agenda de empresas: Companhia japonesa amplia pedido à Embraer; BrasilAgro registra prejuízo
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O que a comunidade está dizendo
Opiniões de investidores sobre os ativos mencionados
Nilo Gustavo Rangel
@nilorangel
· 03 de jul.
De pensar que tive Embraer com PM de 7 reais …. Mas me rendeu uns trocados …
Bruno Mazzoni
@brunomazzoni
· 25 de mar.
$agro3 BrasilAgro no radar com queda de hoje
Gabriel Junqueira - Santa Fé Investimentos
@santafeinv
· 06 de mar.
📊 Embraer | $EMBJ3 | 4T25 | 🟩 Resultados acima do esperado com forte geração de caixa A Embraer apresentou resultados acima das expectativas no 4T25, com desempenho operacional melhor do que o mercado antecipava — especialmente considerando o impacto potencial de tarifas dos EUA. O EBIT recorrente ficou entre 1% e 4% acima das estimativas, enquanto a companhia gerou US$738mn em fluxo de caixa livre no trimestre ✈️. A receita total atingiu cerca de US$2,7bn (+15% YoY), impulsionada principalmente pelos segmentos de aviação executiva e serviços. 📦 Entregas e backlog recorde A companhia entregou 91 aeronaves no trimestre, sendo: • 32 jatos comerciais • 53 jatos executivos • 6 aeronaves de defesa O backlog atingiu novo recorde histórico de US$31,6bn (+20% YoY), refletindo novas encomendas relevantes nas divisões de aviação comercial e defesa, incluindo contratos para o C-390 e novos clientes internacionais. 💰 Desempenho por segmento • Aviação Comercial: receita ~US$1,0bn, estável YoY, com margem pressionada por mix de clientes e custos de produção. • Aviação Executiva: receita ~US$0,8bn (+20% YoY), com melhora de margens graças a maior volume e preços. • Defesa & Segurança: receita ~US$0,3bn (+48% YoY), com margens normalizando após base forte de comparação. • Serviços & Suporte: receita ~US$0,6bn (+25% YoY), com margens elevadas devido à redução de custos de materiais. 📉 Margens e rentabilidade O EBIT ajustado foi de US$231mn, com margem de 8,7%, impactada por mix de clientes menos favorável e custos adicionais ligados às tarifas americanas. 📊 Fluxo de caixa e balanço A geração de caixa livre ajustada (ex-Eve) foi de ~US$740mn, impulsionada principalmente pelo forte volume de entregas no trimestre. Com isso, a estrutura de capital melhorou significativamente, com alavancagem de -0,1x ND/EBITDA, ante 0,5x no 3T25. 🎯 Conclusão 🟩 EBIT acima das estimativas 🟩 Backlog recorde de US$31,6bn 🟩 Forte geração de caixa no trimestre 🟨 Margens pressionadas por mix e custos O trimestre reforça a boa dinâmica operacional da Embraer, com forte backlog e geração de caixa sustentando a perspectiva positiva para os próximos anos.
Gabriel Junqueira - Santa Fé Investimentos
@santafeinv
· 20 de fev.
✈️🛡️ Embraer ($EMBR3) — Parceria para sistema de reabastecimento aéreo visando mercado dos EUA A Embraer anunciou (19/fev) acordo com uma renomada empresa americana de defesa aeroespacial para o desenvolvimento conjunto de um sistema de reabastecimento aéreo do tipo "flying boom" para o (K)C-390 Millennium. Atualmente, o jato brasileiro opera apenas com o sistema "probe-and-drogue", o flying boom é o método padrão das Forças Armadas dos EUA, utilizando um tubo rígido telescópico que permite transferência de combustível mais rápida, embora com maior custo de manutenção. A relevância estratégica é significativa: os EUA representam a maior avenida de crescimento potencial para o KC-390, e uma eventual compra pelo maior aparato militar do mundo funcionaria como um endosso indireto do produto para todo o Ocidente geopolítico. A parceria com uma empresa americana de peso no fornecimento ao governo dos EUA pode aumentar a probabilidade de uma encomenda concreta. 📊 Contexto: a frota atual de tankers dos EUA soma ~520 aeronaves, das quais 375 são KC-135 Stratotankers com idade média superior a 63 anos, sinalizando demanda estrutural por renovação.
Gabriel Junqueira - Santa Fé Investimentos
@santafeinv
· 06 de fev.
BrasilAgro | $AGRO3 | 2FQ26 | 🟨 Resultado geral em linha com o consenso A BrasilAgro reportou 2FQ26 sem surpresas relevantes, conforme amplamente antecipado pelo mercado. A top line foi inflada por vendas não recorrentes de gado e o lucro se beneficiou de efeito tributário positivo, enquanto o EBITDA ajustado ficou em linha com as estimativas. Operacionalmente, a comercialização de cana-de-açúcar foi fraca — reflexo de menor produtividade na safra 2025/26 já previamente divulgada — e, portanto, não trouxe novidade. O principal ponto construtivo do trimestre foi a evolução dos hedges para a safra 2025/26, aumentando a flexibilidade em um ambiente desafiador para produtores rurais. A receita consolidada superou a projeção em ~18%, puxada sobretudo por BRL 24mn em vendas de gado (majoritariamente não recorrentes, ligadas à Fazenda Preferência, desinvestida em 2025). Já o EBITDA ajustado somou BRL 7mn, 🟨 em linha com o esperado, dado que as margens modestas do gado limitaram a contribuição à rentabilidade. O lucro líquido veio acima do projetado (🟩 qualitativo), explicado por taxa efetiva positiva e resultado financeiro mais forte. Por cultura, a cana-de-açúcar apresentou queda de volumes de 52% a/a e compressão de receita de 56% a/a, exatamente conforme projetado, devido à produtividade menor na safra 2025/26 (🟨 sem surpresa). Em soja, a receita ficou em linha com o modelo, em função da sazonalidade mais fraca do período. Milho surpreendeu em volumes, mas o efeito foi majoritariamente compensado por preços, limitando impacto no resultado. No mix produtivo, a companhia revisou a produção de soja para baixo em 3% e milho para cima em 2%, com redução relevante no algodão 2ª safra, alinhada à leitura de margens negativas no algodão. A posição de hedge foi o principal destaque positivo. A BrasilAgro avançou significativamente nas proteções para 2025/26: soja com volumes hedgeados ~20 p.p. acima do ano anterior, a preços 6% acima do modelo; algodão com 53% da produção hedgeada (+12 p.p. a/a), a preços 3% acima; e hedges de FX em 54–55% para soja e algodão, a níveis 7% e 15% acima das estimativas, respectivamente (🟩 acima do esperado). Esse avanço tende a mitigar riscos de preços e frete em um cenário de BRL apreciado e estoques globais elevados. O outlook para 2025/26 é melhor em base anual, após um FY25 desafiador por clima adverso e menor área plantada. A companhia indicou ambiente mais equilibrado, com potencial de ganho de produtividade e diluição de custos no 2S26. Na revisão de guidance, produtividade da soja foi ajustada +0,7%, apesar de -2% na área, enquanto algodão foi revisado -22%, com realocação de área para milho 2ª safra, dado o melhor perfil de margens e liquidez. Leitura final: o trimestre foi 🟨 em linha, sem catalisadores imediatos. A gestão ativa de hedges se destaca como ponto positivo em um ambiente setorial mais fraco, mas o curto prazo segue limitado para geração recorrente de caixa. O sell side mantém visão Neutra/Market Perform para as ações.
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