Telefônica Brasil | $VIVT3 | 4T25 | 🟩 Execução sólida, OpFCF acelerando
A Telefônica Brasil entregou um trimestre bastante equilibrado, com receita, EBITDA e lucro líquido praticamente em linha com as estimativas. A receita de serviços cresceu 6,5% YoY, atingindo R$14,3bn (🟨 -0,3% vs. estimativa), impulsionada principalmente pelo desempenho do móvel, enquanto a receita fixa veio ligeiramente mais fraca do que o esperado.
O EBITDA alcançou R$6,7bn (🟨 em linha), com margem de 42,9%, expansão de 40bps YoY mesmo contra uma base comparativa exigente — o 4T24 havia sido beneficiado por maiores ganhos com venda de ativos e reversões de contingências. O lucro líquido somou R$1,88bn, também essencialmente em linha.
📱 Móvel: aceleração confirmada
A receita de serviços móveis (MSR) cresceu 7,0% YoY (🟩 acima da nossa expectativa de 6,5%), confirmando a aceleração já antecipada após a base distorcida de 2024. O pós-pago, que representa 86% da MSR, avançou 8% YoY, sustentado por crescimento de 6,5% na base e alta de 1,5% no ARPU (ex-M2M), que atingiu R$52,9. O pré-pago continuou recuando (-3,9% YoY), mas em ritmo mais moderado, refletindo a migração estrutural para planos híbridos e pós-pagos.
O móvel segue como principal vetor de crescimento e rentabilidade.
🌐 Fixo: crescimento consistente, mas abaixo do esperado
A receita fixa avançou 5,4% YoY (🟥 1,7% abaixo da estimativa). A receita de FTTH cresceu 9,8%, com expansão de 12% na base de assinantes, mas o ARPU ainda mostrou pressão (-2,3% YoY). Já o segmento corporativo (Dados, ICT & Serviços Digitais) cresceu 10% YoY, reforçando a diversificação da receita fixa.
💰 Disciplina em leasing impulsiona caixa
O grande destaque do trimestre foi o fluxo de caixa operacional. O capex totalizou R$2,36bn (-4% YoY; 🟨 1,7% acima da estimativa), enquanto as despesas com leasing recuaram 9% YoY (🟩 7% abaixo da nossa projeção). Essa combinação levou o OpFCF a R$3,1bn, alta de 30,5% YoY (🟩 2% acima da estimativa).
A dinâmica reforça o cenário de expansão estrutural de geração de caixa, sustentado por:
- Crescimento orgânico de receita
- Ganho de margem
- Capex estabilizado
- Disciplina financeira
📊 Remuneração e valuation
A companhia distribuiu R$6,4bn em 2025 e estimamos R$8,7bn em 2026. Isso implica um dividend yield projetado de aproximadamente 6,6% para 2026, ainda atrativo, embora comprimido após a forte performance recente do papel.
O setor segue com fundamentos sólidos: crescimento próximo ou ligeiramente acima da inflação, margens em expansão e ausência de novo ciclo relevante de investimento no curto prazo, sustentando crescimento de dois dígitos no OpFCF.
🧭 Conclusão
🟨 Receita, EBITDA e lucro em linha
🟩 Móvel acelerando
🟩 OpFCF forte
🟨 Yield comprimido após rally
Trimestre confirma execução consistente e trajetória saudável de geração de caixa, embora o valuation já reflita parte relevante dessa qualidade.