TIM Brasil | $TIMS3 | 4T25 | 🟩 Resultado geral acima do consenso
A TIM entregou um 4T25 forte, com receita, EBITDA e lucro acima das estimativas, sustentados por crescimento robusto do core móvel, expansão relevante de margens e controle estrutural de custos. O trimestre reforça a leitura de qualidade operacional elevada, com ganhos recorrentes de eficiência e geração de caixa sólida, mesmo com capex ligeiramente acima do esperado.
Os números-chave vieram positivos. A receita líquida alcançou R$6,9bn (+4,4% a/a), 0,5% acima da estimativa. O EBITDA cresceu 9,7% a/a, ~3% acima da casa e 2,5% acima do consenso, com margem de 53,1% (+2,6pp a/a; +1,4pp t/t), 1,3pp acima do esperado (🟩). O EBITDA-AL avançou 12,3% a/a, 4,7% acima da estimativa, com margem de 42,2% (+3,0pp a/a; +1,8pp t/t). O lucro líquido somou R$1,3bn (+27,9% a/a), ~20% acima da estimativa e 18,5% acima do consenso, beneficiado por resultado financeiro melhor e impostos (🟩).
Momentum operacional permaneceu robusto. A receita de serviços móveis desacelerou marginalmente para +4,8% a/a (vs. +5,2% no 3T) por comps mais difíceis em “outras receitas”, mas a receita móvel gerada por clientes manteve +6,3% a/a, ~2pp acima da inflação, sinalizando pricing power e qualidade do crescimento (🟩). A linha fixa voltou a crescer +9,4% a/a (vs. -0,7% no 3T), superando estimativas e deixando de ser um drag (🟩).
Destaque de margem: a expansão do EBITDA para 53,1% foi excepcional. Além de eventos favoráveis pontuais (roaming com baixo custo, créditos de Fistel, efeitos tributários), houve melhora estrutural nas despesas: pessoal -7,8% a/a (vs. +6,0% no 3T), redução de camadas gerenciais, renegociação com fornecedores, digitalização e melhor gestão de custos de conteúdo. Esses vetores são vistos como recorrentes (🟩 qualitativo).
Em capex, o gasto ficou 5,7% acima da estimativa; ainda assim, EBITDA-AL menos capex superou o esperado em 3,8%, preservando a geração de caixa. O trimestre deve levar o capex anual mais próximo do topo do guidance, sem comprometer margens.
Outlook: os resultados devem ancorar revisões levemente positivas de receita, margem EBITDA, FCF e lucro. A companhia deve atualizar o guidance com os resultados da Telecom Italia em 24/fev. Em valuation, a ação negocia a ~13,7x P/E e ~10% de FCF yield em 2026, ainda atrativo para um negócio com FCF em crescimento de dois dígitos.
Leitura final: o 4T25 foi 🟩 acima do consenso, com crescimento de core, margens em forte expansão e lucro bem acima das estimativas. O trimestre reforça a tese construtiva para o móvel e sustenta revisões positivas à frente.