CYRELA APROVA RECOMPRA DE ATÉ 14,5 MI DE AÇÕES E CANCELAMENTO DE 3,35 MI AÇÕES
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Opiniões de investidores sobre os ativos mencionados
Gabriel Junqueira - Santa Fé Investimentos
@santafeinv
· 20 de mar.
📊 Cyrela | $CYRE3 | 4T25 | 🟡 Neutro (viés levemente positivo no curto prazo) Resultado com lucro acima do esperado, mas com sinais operacionais mais fracos e risco macro relevante — leitura equilibrada. ⸻ 💰 Resultado consolidado • Receita: R$3,2bn (+29% YoY; acima) • Margem bruta: 32,3% (+0,3pp YoY; estável) • Lucro líquido: R$682mn (+37% YoY; +17% vs. consenso) • ROE: 22,3% (+1,4pp YoY) 👉 Bottom-line forte foi o principal destaque. ⸻ 📉 Operacional (ponto de atenção) • Lançamentos: R$3,3bn (-32% YoY) • Vendas líquidas: R$2,37bn (-33% YoY) • SoS: 45,2% (-9,8pp YoY) • Estoque: R$12bn (+50% YoY) 👉 Queda relevante de velocidade de vendas + aumento de estoque. ⸻ 📊 Margens • Margem resiliente, mas: • Pressão QoQ (mix de produtos mais baratos) • Backlog margin estável (~36%) 👉 Sem deterioração estrutural, mas sem expansão relevante. ⸻ 💸 Caixa e balanço • Cash burn: -R$38mn no tri (-R$190mn no ano) • Dívida líquida: R$2,3bn (↑ forte QoQ) • ND/Equity: 21,5% (+13pp QoQ) Drivers: • 💰 Dividendos elevados (R$1,4bn) 👉 Balanço ainda saudável, mas com piora relevante no trimestre. ⸻ ⚠️ Overhang relevante • 🏗️ Paralisação de alvarás em SP • 🏠 Segmento média/alta renda mais desafiador • 🌎 Macro (juros altos) pressionando demanda 👉 Principal risco de curto prazo para o case. ⸻ 🧠 Tese / leitura • 🟢 Lucro forte (beat relevante) • 🟡 Margens resilientes • 🔴 Vendas e lançamentos desacelerando • 🔴 Estoque aumentando • 🔴 Risco regulatório (SP) • 🟡 Cash burn e dívida em alta (pontual via dividendos) ⸻ 📊 Conclusão 🟢 Beat no lucro → suporte de curto prazo 🔴 Operacional enfraquecendo 🔴 Overhang regulatório relevante 🟡 Sem revisão de estimativas 👉 Reação levemente positiva no curto prazo, mas tese segue neutra.
Júlio Vieira
@juliovieiraa
· 09 de mar.
$MRVE3 $CYRE3 $DIRR3 $EVEN3 $TRIS3 $RAIL3 $ABEV3 $VIVA3 $PRIO3 $PETR4 $VIST $MELI34 **Brasil — Flash Setorial BTG | 9 de março de 2025** 🟢 **Construção Civil:** O Conselho do FGTS se reúne em 24 de março com pauta substancial para o MCMV, tratando da ampliação de faixas de renda, elevação dos preços máximos (Faixa 3 para R$400k, Faixa 4 para R$600k) e orçamento anual subindo para R$142bi. Potencial adicional de R$50bi via Fundo Social do pré-sal. **Sustentabilidade do programa garantida por 5 - 6 anos segundo as projeções.** 🟢 **Rumo - Recuperação de volumes:** O ajuste tarifário de 2025 comprimiu yields no curto prazo, mas fevereiro entregou 6,9bi TKU (+17% a/a, +23% m/m), com soja no **Corredor Norte como driver.** A leitura é que a estratégia de preços está madura e o volume está respondendo. 4T foi misto (EBITDA abaixo do consenso), mas os volumes deixam conforto para o guidance. Capex 2026 de R$5,5 - 6,1bi permanece alto, mas dentro do que o mercado já precificou. BTG segue com preço-alvo de 23 reais. 🟡 **Alimentos & Bebidas:** Produção de cerveja caiu 0,8% a/a em janeiro após -4,7% em 2025, desacoplando do PIB (+2,3%). Clima adverso e dinâmica de preços explicam o movimento. A visão construtiva para a Ambev **se mantém com o crescimento de volume estimado em 2% a/a em 2026** com Copa do Mundo como suporte. 🟢 **Vivara - Pricing power confirmado novamente:** Monitor de 32,6k SKUs mostra disciplina promocional robusta e capacidade de repasse com ouro +77% e prata +160% em 12 meses. Vivara opera em ticket médio de R$7k (posicionamento premium bem defensável). Life em R$595 compete com Pandora em charms. A tese se sustenta pelo poder de precificação, margem protegida e 11x P/L 2026 ainda oferecendo entrada relativamente atrativa. 🟢 **iFood proxies:** 1,26bi de pedidos em 2025 (+29% a/a), GMV +32%, >70% de market share em delivery de restaurantes. Os números operacionais são impressionantes, **mas o jogo competitivo está mudando:** A disputa deixou de ser sobre delivery de comida e passou a ser entre ecossistemas integrados (Rappi via quick commerce e Mercado Livre via logística ultrarrápida por ex). Farmácias (+78% de pedidos) e supermercados (receita +30% a/a) são os vetores de crescimento, mas ainda consomem caixa. 🟢 **Petróleo & Gás:** Fluxo estrangeiro continua concentrado em três nomes: Petrobras pela resiliência operacional e dividend yield projetado de 10 - 15% em 2027 - 28 (novos FPSOs em Búzios), PRIO3 pelo entusiasmo com Wahoo e potencial de dividendos. Vista como a história de Vaca Muerta com perfil de risco mais controlado. Distribuição de combustíveis doméstica permanece fora do radar estrangeiro. Debate sobre preços da Petrobras segue presente, **mas consenso aponta para ajustes marginais como suficientes.**
Gabriel Junqueira - Santa Fé Investimentos
@santafeinv
· 24 de fev.
🏗️📈 Homebuilders Brasil | Rally de 26% YTD é sustentável em 2026? pelo Santander O ano mal começou e as ações brasileiras já acumulam +18% (+25% em USD). O setor de construção civil foi ainda mais forte: após queda média de ~11% em dezembro/25, as homebuilders sob nossa cobertura avançam ~26% YTD, superando o índice em ~8 p.p. 🚀 A pergunta natural é: valuation sustenta esse movimento ao longo de 2026? Embora parte dos múltiplos já tenha convergido para médias históricas, acreditamos que o nível atual é suportado por: 📊 Forte desempenho operacional 📈 Perspectiva sólida para margens 💰 Crescimento de lucros além de 2026 🏘️ Baixa renda: 2026 pode ser mais um ano forte O segmento ligado ao Minha Casa Minha Vida (MCMV) segue estruturalmente atrativo. Vemos três vetores principais: 1️⃣ Ajustes adicionais nas faixas de renda do MCMV 2️⃣ Aumento dos tetos de preço e reforço de funding nas Faixas 3 e 4 via funding social 3️⃣ Perspectiva positiva para custos (insumos comportados) Além disso, uma eventual revisão das faixas de renda pode impulsionar demanda e destravar vendas, especialmente relevante para empresas com estoques mais elevados. 🏢 Média e alta renda: macro ajuda Apesar da preocupação com estoques em São Paulo, avaliamos o cenário como administrável. 📦 Estoques 2025: - Baixa renda: +1 mês vs dez/24 → em linha com média histórica - Média/alta renda: +4 meses vs dez/24 → refletindo maior oferta de tíquete elevado Ainda assim, vemos fatores macro favoráveis para 2026: 📉 INCC estável 💲 Selic em trajetória mais baixa 🏦 Aumento do teto do SFH para R$2,25 milhões 💳 Novo arcabouço da poupança Acreditamos que a disciplina de lançamentos deve reequilibrar oferta e demanda ao longo do ano. 🎯 Preferências no setor 🥇 $CYRE3 segue como principal destaque, negociando a ~6,4x P/E 2026, com crescimento sólido de lucro e potencial expansão de ROE via maior relevância da Vivaz. 🥈 $DIRR3 combina valuation atrativo (~8,9x P/E 2026) e alta exposição a melhorias no MCMV, especialmente nas Faixas 3 e 4 (≈40% dos lançamentos). 🔄 $EZTC3 passa a ter visão mais construtiva, refletindo melhor cenário para média renda e evolução consistente na execução operacional. 📌 Conclusão O rally forte no início do ano naturalmente levanta questionamentos sobre sustentabilidade. No entanto, vemos fundamentos operacionais e macroeconômicos que justificam múltiplos mais elevados do que no passado recente. O setor entra em 2026 com: 📊 Crescimento visível 🧮 Margens resilientes 🏦 Condições macro favoráveis 🏗️ Disciplina de oferta A dinâmica agora dependerá da execução operacional e da velocidade de vendas ao longo do ano.
Augusto Krappa
@augustokrappa
· 24 de fev.
**Santander - Brazil Homebuilders - 2026 Outlook** Análise Setorial – Homebuilders Brasil 2026 O relatório traça um cenário construtivo para as incorporadoras brasileiras em 2026, com melhora gradual das condições de crédito, estabilização dos distratos e manutenção de demanda resiliente, (especialmente no segmento de média e baixa renda. (principalmente baixa... média ainda segue bastante restritivo em crédito). A expectativa de juros estruturalmente mais baixos ao longo do ciclo favorece lançamentos, vendas e expansão de margens, enquanto o controle de custos de obra e maior disciplina na compra de terrenos sustentam retorno sobre capital mais elevado. O setor negocia a múltiplos atrativos frente ao crescimento projetado de lucros, com preferência por companhias com balanços mais leves, execução consistente e exposição relevante ao programa habitacional. Cyrela $CYRE3 – Mantém posicionamento sólido no segmento de média e alta renda, com forte marca, disciplina na aquisição de terrenos e histórico consistente de execução. O relatório destaca expansão gradual de margens e geração robusta de caixa, combinadas a dividendos atrativos, sustentando um perfil de risco-retorno equilibrado dentro do segmento de renda média/alta. Cury $CURY3 – Uma das preferidas no segmento de baixa renda, combinando crescimento acelerado, elevada rentabilidade (ROE acima da média do setor) e forte geração de caixa. A companhia se beneficia diretamente do ambiente favorável ao crédito imobiliário popular e apresenta balanço conservador, permitindo expansão de lançamentos com baixo risco financeiro. Direcional $DIRR3 – Destaca-se pela eficiência operacional e controle rigoroso de custos no segmento popular, além da subsidiária Riva, que amplia exposição à renda média. O relatório ressalta valuation descontado frente ao crescimento projetado de resultados, com potencial de re-rating à medida que entrega consistência operacional. MRV $MRVE3 – Passa por momento de reequilíbrio operacional após desafios recentes, com foco em desalavancagem, melhora de margens e simplificação estratégica. A recuperação gradual do core business no Brasil é o principal vetor de valor, enquanto a redução de riscos associados às operações internacionais é monitorada de perto. Tenda $TEND3 – Após período de forte pressão operacional, a companhia avança no processo de turnaround, com melhoria relevante de margens, controle de distratos e retomada disciplinada de lançamentos. O case é visto como de maior beta, com potencial relevante de valorização caso a recuperação operacional se consolide. Even $EVEN3 – Apresenta perfil mais defensivo no segmento de média/alta renda, com foco em São Paulo, banco de terrenos qualificado e balanço sólido. A tese combina geração consistente de caixa e dividendos com crescimento moderado, sendo opção de menor volatilidade dentro do setor... Além disso, o segmento de luxo (foco da Even) parece estar bastante saturado em São Paulo e com alto nível de estoque. Eztec $EZTC3 – Mantém posição de caixa líquida e disciplina histórica na alocação de capital, priorizando rentabilidade sobre volume. O relatório aponta que a retomada mais forte de lançamentos pode impulsionar crescimento de resultados, preservando a qualidade do balanço como diferencial competitivo. Plano&Plano $PLPL3 – Focada em baixa renda e com elevada eficiência operacional, apresenta crescimento consistente e forte retorno sobre patrimônio. A companhia se beneficia da padronização construtiva e controle de custos, embora opere com menor diversificação geográfica que alguns pares. **Gráfico 1 - Tabela de Valuation** **Gráfico 2 - Velocidade de Vendas e São Paulo reduzindo no médio/alto padrão** **Gráfico 3 - Meses de Estoque subindo no médio/alto padrão** **Gráfico 4 - Taxa de Financiamento no ATH**
Rodrigo de Assis Dutra Costa
@rodrigoadcosta
· 24 de fev.
🏠 BTG PACTUAL PROJETA ALTA DE 76% NO LUCRO DAS INCORPORADORAS NO 4T25 O BTG Pactual estima um crescimento agregado de 76% no lucro líquido das incorporadoras brasileiras no quarto trimestre de 2025, impulsionado principalmente pelo segmento de baixa renda. De acordo com o banco, o setor deve apresentar mais um período de resultados consistentes e margens sólidas, com o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) sustentando uma expansão de 315% no lucro das empresas voltadas à habitação popular, como Tenda e MRV. Apesar do otimismo geral, analistas observam sinais de desaceleração nas vendas de média e alta renda, que recuaram 16% na comparação anual, embora o faturamento financeiro permaneça resiliente devido ao ritmo das obras. Os grandes destaques do relatório são a Cury [$CURY3], citada pela forte geração de caixa e retorno sobre o patrimônio de 88%, e a Cyrela [$CYRE3], que lidera o segmento de luxo com projeção de avanço de 41% no lucro por ação.
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