<Sobre a ruptura estrutural que AI está provocando no mundo e como se aproveitar da tendência>
O que está acontecendo com inteligência artificial não é ciclo. É ruptura estrutural. E quem ainda trata isso como modinha já ficou para trás.
No TC Cosmos, a leitura é simples e objetiva. Quando surge uma tecnologia sem paralelo, você não aposta em feature. Você se posiciona na infraestrutura que sustenta o sistema inteiro.
Por isso nossa exposição começa em energia. IA consome energia em escala industrial, e energia na era de AI é o sangue do sistema. Estamos posicionados em energia solar e acompanhando de perto o tema do urânio, porque computação em larga escala exige estabilidade, previsibilidade e densidade energética. Além disso o lítio se mostrar crucial pois é reagente principal das baterias, presentes desde equipamentos eletrônicos, a carros elétricos, eVTOLs, humanoides, entre outros.
Seguimos para o cérebro do sistema. Temos posição direta em empresas de IA e hyperscalers, porque são elas que concentram dados, poder computacional e capacidade de monetização. $AMZN, $BABA e $BIDU não devem ser apostas táticas. São pilares dessa transformação.
Essa cadeia não funciona sem silício. Por isso também temos exposição direta a empresas de semicondutores, onde a disputa tecnológica acontece no nível mais crítico da IA. $TSM e $INTC estão no centro da corrida por poder computacional, eficiência e soberania tecnológica.
Avançando na cadeia, estamos expostos a robótica e humanoides via ETF temático. IA sem corpo é software. IA com corpo muda produtividade, logística, indústria e serviços de forma definitiva.
E, por fim, data centers. Especialmente na China. Porque dados precisam de chão, energia e escala. Quem controla data center controla o gargalo físico da inteligência artificial.
Agora, um ponto essencial. Nada sobe em linha reta. A inteligência artificial vem de dois anos espetaculares e, como qualquer tema que performa forte, está sujeita a realizações, volatilidade e ajustes de curto prazo, que inclusive de certa forma aconteceu semanas atrás. Lembre-se, isso faz parte!
Mas isso não muda o quadro maior, na minha visão, estamos no começo. Em termos de maturidade tecnológica, a analogia mais simples que consigo pensar é que estamos vivendo algo como o iPhone 2 ou 3 da era da inteligência artificial. Funciona, impressiona, já muda hábitos, mas ainda está longe do seu potencial real.
A maior parte da transformação ainda não aconteceu. Processos inteiros vão ser redesenhados. Modelos de negócio vão desaparecer. Cadeias produtivas vão ser reescritas. O impacto que vem pela frente é muito maior do que tudo que já vimos até aqui.
No TC Cosmos, a pergunta não é se a IA vai mudar tudo. Isso já está respondido. O crucial é conseguirmos atravessar os ruídos e turbulências de curto prazo escolhendo os nomes certos que devem ser os principais dessa transformação.