ESTAPAR: RECEITA LÍQUIDA PRELIMINAR 2T R$524 MI; +13,5% A/A
Mover ·
Mover ·
Ativos mencionados
O que a comunidade está dizendo
Opiniões de investidores sobre os ativos mencionados
Gabriel Junqueira - Santa Fé Investimentos
@santafeinv
· 27 de nov.
A pedido do Leo Levatti hoje de manhã no Manhã TC News, segue o comentário: Estapar ($ALPK3) — Tese Operacional e Vetores de Crescimento 1. Sumário Executivo A Estapar é a maior operadora de estacionamentos e soluções de mobilidade do Brasil, com 804 operações, 520 mil vagas e presença em 105 cidades de 19 estados ao fim do 3T25. O modelo combina: - Estacionamentos privados (off-street) - Concessões públicas (on-street / Zona Azul) - Plataformas digitais (Zul+) - Eletromobilidade (Zletric) O 3T25 marcou uma etapa de maturidade pós-pandemia: - Receita líquida: R$ 486 milhões (+21,7% a/a) - EBITDA ajustado: R$ 96,7 milhões (margem 19,9%) - EBIT ajustado: R$ 53 milhões (margem 10,9%) - Lucro líquido: R$ 7,8 milhões (+151,8%) - Fluxo de caixa operacional ajustado: R$ 153 milhões - Dívida líquida: R$ 748,8 milhões, em queda, com custo médio de CDI + 1,63% Pilares da tese: 1) Escala e liderança em um mercado ainda fragmentado. 2) Mudança de mix para modelos asset-light, com margens mais altas. 3) Alavancas estruturais em digital e eletromobilidade, ainda pouco refletidas nos múltiplos. 2. O que a Estapar faz e como atua 2.1 Presença e escala - 804 operações e 520 mil vagas. - 105 cidades em 19 estados. - Atuação em mais de 20 setores: shoppings, aeroportos, hospitais, universidades, arenas esportivas, edifícios corporativos, hotéis, escritórios etc. -Liderança absoluta em número de vagas frente aos demais players. 2.2 Modelo de negócios — Como a Estapar ganha dinheiro Off-Street (privado) Gestão de estacionamentos em shoppings, edifícios, hospitais, aeroportos e outros polos de tráfego: Alugadas & Administradas - Estapar opera a garagem do cliente. - Pouco CAPEX próprio. - Remuneração via revenue sharing. - Foco atual de crescimento. Contratos de Longo Prazo - Concessões/arrendamentos de 5 a 30 anos. - Maior intensidade de capital, contrapartida em contratos longos e mais previsíveis. Propriedades - Ativos próprios ou exclusivos, com maior CAPEX e controle de preço. On-Street (concessões públicas) Operações de Zona Azul e estacionamento rotativo em vias: Exemplo de referência: Zona Azul de São Paulo - 53 mil vagas, concessão de 15 anos, outorga relevante. - Operação altamente alavancada em custos fixos, sensível a volume. Digital – Zul+ Plataforma AutoTech que concentra: - Pagamento de estacionamento e Zona Azul digital - Reserva de vaga - Tag de pedágio - Pagamento de IPVA, licenciamento e serviços de despachante - Seguros, consórcio, abastecimento, entre outros Números: - +8,3 milhões de usuários cadastrados - 22,2% da receita total via canais digitais no 3T25 - Receita líquida do Zul+: R$ 26,4 milhões em 9M25 (+19,9% a/a) Eletromobilidade – Zletric - Maior rede de eletropostos do país. - 1.337 pontos de recarga em 85 cidades e 14 estados. - 33 hubs de recarga rápida. - Receita de R$ 6,5 milhões em 9M25 (+42,6% a/a). Monetização via venda de energia, soluções home charging e parcerias com montadoras/frotistas, sempre ancorada na malha de estacionamentos da Estapar. 3. Desempenho Operacional e Financeiro (3T25) 3.1 Operações, vagas e churn - Vagas: 520 mil (+6% em 12 meses). - Operações: 804 (+10%). - Forte expansão em Alugadas & Administradas. - Churn de 0,30%, em linha com histórico e reforçando retenção de contratos mais lucrativos. 3.2 Receita e margens - Receita líquida: R$ 486,2 milhões (+21,7%). - Lucro Bruto Caixa Ajustado: R$ 130 milhões (margem 26,7%). - EBITDA Ajustado: R$ 96,7 milhões (margem 19,9%). - EBIT Ajustado: R$ 53 milhões (margem 10,9%). - Lucro Líquido: R$ 7,8 milhões, com lucro também no acumulado do ano. 3.3 Caixa e endividamento - Fluxo de caixa operacional ajustado: R$ 153 milhões. - Dívida líquida: R$ 748,8 milhões, com queda trimestral. - Custo médio da dívida: CDI + 1,63%, em trajetória de redução. - Perfil de amortização diluído no tempo. 4. Vetores de Crescimento 1. Crescimento orgânico asset-light - Expansão de garagens Alugadas & Administradas, principalmente em Saúde, Shoppings, Lazer e Edifícios Comerciais. - Menos capital imobilizado, maior retorno sobre o capital. 2. Consolidação de um mercado fragmentado - Histórico de M&A pré-IPO. - Geração de caixa abre espaço para retomar consolidações com menor risco. 3. Shoppings, aeroportos e grandes hubs - Segmentos com fluxo recorrente e ticket mais alto. - Concessões Off-Street (principalmente aeroportos) cresceram mais de 50% na receita do trimestre. 4. Digitalização e monetização de base via Zul+ - Penetração digital aumenta ano a ano. - Mix de serviços de alto valor agregado (seguros, débitos, Tag, etc). - Margem incremental elevada, por baixo custo marginal de cada nova transação. 5. Eletromobilidade (Zletric) - Brasil ainda no início do ciclo de veículos elétricos. - Infraestrutura ancorada em garagens existentes reduz barreira de entrada. - Negócio ainda pequeno no consolidado, mas com crescimento acelerado e opcionalidade relevante. 5. Riscos Relevantes - Dependência do fluxo de veículos e da atividade econômica nas grandes cidades. - Risco regulatório e político em concessões (prefeituras, contratos, revisões tarifárias). - Histórico de alavancagem elevado — exige disciplina de CAPEX e de gestão de dívida. - Execução em tecnologia e experiência do usuário frente a outros apps. - Mudanças estruturais no padrão de mobilidade (carro próprio vs transporte público/compartilhado). 6. Âncoras para a Tese Tese construtiva: - Ativo líder, com escala e presença nacional. -Mix de contratos migrando para modelos mais rentáveis e menos intensivos em capital. - Geração de caixa voltando a níveis que permitem desapertar o balanço. - “Cauda longa” de crescimento em digital e eletromobilidade, hoje pouco capturada no lucro. Pontos de atenção: - Dependência de fatores macro e de mobilidade urbana. - Governança das concessões e relacionamento com o poder público. - Capacidade de execução para transformar base de usuários em lucro recorrente. 7. Comentário Técnico do Gráfico — ALPK3 O movimento recente de ALPK3 mostra uma recuperação consistente após a fase de estresse do meio do ano, com o preço voltando a trabalhar acima da banda média das Bollinger e se aproximando da banda superior, típico de ativos em fase de expansão de volatilidade positiva. O descolamento para cima indica perda de força vendedora e um fluxo comprador mais estruturado, em linha com a melhora operacional vista ao longo de 2024/25. A média móvel de 252 dias, porém, ainda segue inclinada para baixo e distante do preço, refletindo o ciclo mais longo de correção enfrentado no pós-pandemia. A aproximação gradual do preço em direção a essa média sugere um processo de normalização de tendência, coerente com a virada de geração de caixa, melhoras de margem e diminuição do risco financeiro apresentados nos últimos trimestres. No curto prazo, a abertura das bandas e o aumento de amplitude reforçam um período de volatilidade elevada, típico de ativos que estão tentando reprecificação estrutural após longo ciclo de desalavancagem e revisão de portfólio. Tecnicamente, o comportamento atual é mais compatível com ativos que começam a ganhar tração de fluxo após assimetria significativa. Disclaimer Este material possui caráter estritamente informativo, elaborado com base em dados públicos e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos financeiros. O conteúdo não considera objetivos de investimento, situação financeira ou necessidades individuais de qualquer investidor. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.
Eike Grafista (André Leme)
@grafistaeike
· 14 de mar.
$ALPK3 - perdeu um suporte...
Eike Grafista (André Leme)
@grafistaeike
· 23 de fev.
Papéis que testaram a média de 200 períodos no gráfico diário como resistência: $ONCO3, $VALE3, $BRSR6, $ALPK3, $NTCO3...
Investidor em Valor
@investidorvalor
· 30 de nov.
Resumo da sessão de perguntas e respostas realizada na videoconferência de apresentação dos resultados do terceiro trimestre de 2024 da Estapar ($ALPK3), que aconteceu em 8 de novembro de 2024. 1. Luis Felipe (Investidor Pessoa Física) perguntou sobre o racional por trás da emissão de R$50 milhões em dívida no trimestre. Daniel Soraggi explicou que a emissão faz parte do trabalho de liability management, utilizando dívida barata (all-in de 9,5% pré-fixado) para substituir dívida cara. Ressaltou que a estratégia busca manter vencimentos equilibrados e reduzir custos financeiros. 2. Luis Felipe também questionou sobre os investimentos intangíveis, especialmente em software, e a previsão de redução desse ciclo. Daniel afirmou que o investimento em tecnologia é recorrente, com um orçamento anual disciplinado, e que metade do montante está relacionada a melhorias tecnológicas. A outra parte reflete investimentos em novos negócios, como outorgas e luvas para exploração de contratos. 3. Carlos Herrera (Condor) pediu uma visão sobre os drivers para 2025, riscos e cenários de juros mais altos. Emilio Sanches destacou o foco em novos negócios, digitalização e projetos com retornos superiores ao custo de capital. Ressaltou que, embora a desalavancagem seja prioridade, o crescimento do EBITDA será equilibrado com a manutenção da saúde financeira da companhia. 4. João Moraes (Citi) perguntou sobre a estratégia para manter a margem líquida acima de 20% e as perspectivas para a margem bruta. Daniel explicou que o crescimento das operações e a geração de novas receitas digitais são essenciais para alavancagem operacional, permitindo diluir custos fixos e sustentar a expansão das margens.
Baixe o app para ver todas as opiniões da comunidade