ETF GLOBAL X MSCI DA COLÔMBIA SOBE 1,57% NA SESSÃO NA NYSE
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Gabriel Junqueira - Santa Fé Investimentos
@santafeinv
· 09 de mar.
🇨🇴 Colômbia | Eleições reforçam polarização e Congresso fragmentado $COLO As eleições legislativas de 2026 e as primárias presidenciais consolidam um cenário político marcado por polarização crescente e forte fragmentação institucional. O resultado fortalece os dois polos ideológicos, esquerda e direita, enquanto o centro perde peso relativo, o que sugere que a governabilidade continuará baseada em coalizões e negociações no Congresso. 🏛️ Senado: Pacto Histórico cresce, mas sem maioria O Pacto Histórico tornou-se a maior força individual no Senado, ampliando sua votação de ~2,9 milhões em 2022 para ~4,3 milhões em 2026 e aumentando sua bancada de 20 para cerca de 26 cadeiras. O resultado preserva a base eleitoral do presidente Gustavo Petro e permite ao governo reivindicar momentum político. Ainda assim, o quadro geral do Senado permanece equilibrado: - Esquerda: ~28 cadeiras (vs. ~30 em 2022) - Direita: ~40 cadeiras (vs. ~38 em 2022) - Centro: ~34 cadeiras (vs. ~39 em 2022) A direita se beneficia da recuperação do Centro Democrático, que cresce de cerca de 13 para ~18 senadores. 📊 Implicação: nenhuma força política tem maioria confortável. Reformas estruturais continuarão dependentes de alianças legislativas amplas, o que tende a moderar mudanças institucionais. 🏛️ Câmara: polarização maior e centro enfraquecido Na Câmara dos Representantes, os resultados preliminares indicam: - Direita: maior bloco ideológico e ganho de ~6pp na participação eleitoral - Esquerda: crescimento de ~9pp no voto total - Centro: perda de ~6pp e fragmentação partidária Os ganhos eleitorais da direita foram puxados novamente pelo Centro Democrático, enquanto a esquerda se consolidou principalmente dentro da coalizão Pacto Histórico. O centro, tradicionalmente representado por partidos como Liberal, Cambio Radical e Alianza Verde, perdeu coesão e eficiência eleitoral, reduzindo sua capacidade de atuar como pivô nas negociações. 📊 Resultado: um Congresso mais polarizado e mais fragmentado, onde alianças serão ainda mais complexas e voláteis. 🗳️ Primárias presidenciais: uma vencedora clara e uma surpresa O dia das consultas partidárias produziu três sinais principais. 🥇 Paloma Valencia: clara vencedora A senadora Paloma Valencia, do Centro Democrático, venceu a primária de centro-direita com ~3,2 milhões de votos (~55%) dentro de uma consulta que mobilizou ~5,8 milhões de eleitores. Esse foi o maior nível de participação entre as consultas e demonstra forte capacidade de mobilização do eleitorado conservador. ⭐ Juan Daniel Oviedo: principal surpresa O economista Juan Daniel Oviedo terminou em segundo lugar geral com ~1,25 milhão de votos (~21%), superando amplamente candidatos de outras consultas. O resultado sugere a existência de um eleitorado urbano moderado relevante, porém fragmentado fora das estruturas tradicionais do centro. ⚠️ Claudia López: vitória formal, mas fraca A ex-prefeita de Bogotá Claudia López venceu a consulta centrista com cerca de 570 mil votos, mas a baixa participação limita o impulso político de sua candidatura. ⚠️ Roy Barreras: vitória sem momentum O ex-presidente do Senado Roy Barreras venceu sua consulta de esquerda com cerca de 254 mil votos, em um processo com participação limitada. 📊 Leitura política geral Os resultados sugerem quatro conclusões principais: 1️⃣ Polarização crescente: esquerda e direita ampliam bases eleitorais. 2️⃣ Centro enfraquecido: menos coeso e com menor capacidade de coordenação. 3️⃣ Congresso fragmentado: nenhuma coalizão dominante. 4️⃣ Corrida presidencial mais polarizada, com maior visibilidade para a direita. 💰 Implicações para mercado Para investidores, o cenário indica: - menor probabilidade de reformas radicais, dada a fragmentação legislativa - políticas públicas mais graduais, dependentes de negociação - continuidade de debate político intenso, mas com mudanças institucionais limitadas Em resumo, o quadro político colombiano caminha para polarização eleitoral combinada com governabilidade baseada em coalizões, um ambiente que tende a moderar riscos de mudanças abruptas na política econômica.
Gabriel Junqueira - Santa Fé Investimentos
@santafeinv
· 25 de fev.
🇨🇴📈 COLCAP: rotação para EM encontra trade de mudança de regime pelo BTG Pactual +18,1% em USD | +15,8% em COP YTD $COLO Após um 2025 histórico (COLCAP +88% em USD), 2026 começou forte para a Colômbia e para EMs. No ano, o COLCAP sobe 18,1% em USD, atrás de Peru (+28,4%) e Brasil (+26,3%), mas à frente de México (+15,7%), Chile (+9,7%) e Argentina (-3,0%). Espera-se que eleições no 1S26 ditem o sentimento e que governabilidade no 2S26 determine direção. No pano de fundo, pressões de fim de ciclo devem pesar sobre crescimento, inflação, lucros e custo de capital. 📊 Valuation: 10,4x P/L fwd (17% de desconto vs LatAm) O COLCAP negocia a 10,4x P/L fwd (10,4x ex-óleo), levemente acima da média normalizada de 10 anos (+0,16 DP), mas ainda com desconto de ~17% vs pares LatAm. Comparativos: Chile: 14,1x Peru: 10,7x ex-mineração (21,5x com mineração) México: 13,9x Brasil: 11,1x ex-PBR & Vale Setores na Colômbia: Utilities: 10,6x Materiais: 20,2x Financeiros: 10,3x O&G: 11,0x Bancos (ex-Grupo Sura): 9,2x Em EV/EBITDA, o mercado está a 6,3x fwd (8,3x ex-óleo). Em P/BV, 1,3x (1,4x ex-óleo). Leitura: espaço limitado para re-rating puramente fundamental. O catalisador teria que vir de política ou compressão de risco-país. 💰 Dividendos e earnings yield: suporte relativo enfraqueceu O earnings yield spread está em -270bps, vs +200bps há um ano e média histórica de +451bps. Ou seja, não há prêmio relevante para carregar ações. Dividend yield 2026E estimado: 4,7%, abaixo da taxa soberana de curto prazo. Destaques de yield: GEB: 7,2% Celsia: 6,7% Cibest PN: 6,4% 📈 Lucros: normalização à frente Após dois anos fortes: 2025E: EPS +34,6% YoY ex-óleo 2026E: EPS +12% YoY ex-óleo (+6,4% com óleo) EBITDA 2026E: praticamente estável (+0,5% ex-óleo). ROE estabiliza em ~12% (13,1% ex-óleo). Alavancagem controlada (~2,5x ND/EBITDA). 🌡️ Macro: de vento favorável a pressão O Banco de la República surpreendeu com alta de 100bps (10,25%). Esperamos +250bps adicionais até jun/26. Inflação YE25 revisada para 6,8% PIB 2026 reduzido para 2,5% Déficit fiscal 2026 projetado em 7,1% do PIB Dívida líquida ~61% do PIB Consolidação fiscal deve ficar para o próximo governo. 🗳️ Eleições: corrida aberta Pesquisa AtlasIntel: Abelardo de la Espriella: 28,4% Iván Cepeda: 27,8% Sergio Fajardo: 6,7% Bloco direita/centro-direita soma 42,7% (52,7% incluindo ortodoxos), vs 30,3% da esquerda alinhada a Petro. Consolidação do campo ortodoxo pode ser decisiva antes do provável segundo turno em junho. 🔄 Fluxos institucionais e driver técnico Janeiro: Estrangeiros: +US$71,2mn (melhor mês em 5 anos) Fundos de pensão: +US$61,6mn Há minuta de decreto limitando exposição externa dos fundos a 30% (vs ~50% hoje). Em tese, até US$27bn poderiam ser realocados localmente em 5 anos — ainda que majoritariamente para renda fixa. 📐 Gordon Growth: macro é o fator decisivo Mantendo ROE em 13,1%: Cenário estressado (Ke ~15,7%): ~4,8x P/L Cenário normalizado (Ke 12–13%): 7,8x–9,4x (7–22% downside) Cenário construtivo (Ke 10–11%): 11x–14x → COLCAP ~2.700–3.400 (14–44% upside) Conclusão: taxas reais de longo prazo e prêmio de risco são os grandes vetores. 🎯 Síntese O rali YTD combina: Rotação para EM Narrativa de mudança de regime Fluxos institucionais Mas o valuation já reflete parte disso. A próxima perna dependerá de: Compressão de risco-país olidação eleitoral Melhora fiscal estrutural Sem isso, o upside fundamental parece limitado — com política sendo o principal swing factor.
Gabriel Junqueira - Santa Fé Investimentos
@santafeinv
· 18 de fev.
🇨🇴📊 COLCAP | Rebalanceamento pode gerar ~US$19,2 mi em fluxos $COLO A Bolsa de Valores de Colombia (BVC) divulgou a nova carteira oficial do COLCAP, válida a partir do fechamento de 2 de março até a revisão de maio. Estimamos ~US$19,2 milhões em fluxos líquidos via iColcap ETFs (≈0,5 dia de negociação), concentrados principalmente em: - Cementos Argos (Cemargos) - Davivienda Group - PEI - Grupo Éxito - Mineros Esses cinco ativos representam ~92% dos fluxos esperados. 🔄 Ajustes técnicos relevantes Identificamos três pontos que podem influenciar os fluxos: 1️⃣ O ticker de Davivienda ainda aparece como PFDAVVNDA, apesar da migração para Davivienda Group (PFDAVIGRP) — possivelmente um erro técnico. 2️⃣ ETFs ainda carregam Canacol, mesmo após suspensão de negociação e exclusão da carteira em novembro. 3️⃣ ETFs também mantêm ETB, provavelmente por restrições de liquidez que impediram o desmonte completo da posição. Nossas estimativas ajustam essas distorções e consideram apenas os constituintes ativos. 📈 Fluxos esperados Principais entradas: - Davivienda Group: US$6,1 mi - PEI: US$2,6 mi Principais saídas: - Cemargos: US$7,3 mi - Éxito: US$1,2 mi Quatro papéis devem registrar fluxos acima de US$1 milhão. 🏦 Composição setorial - Financeiro: 58,3% (+25bps) - Utilities: 17,2% - Materiais de construção: 13,9% - O&G: 8,9% O grupo empresarial GEA permanece dominante, com ~62% do índice, seguido por SOCs (23,3%) e Grupo Aval (5,1%). ⚠️ Replicabilidade segue desafiadora Apesar das mudanças metodológicas recentes no MSCI COLCAP, questões como reestruturações corporativas e baixa liquidez continuam prejudicando a replicabilidade dos ETFs. O índice permanece com apenas 22 ações, abaixo das metas estruturais (25 no review anual, 23 nos trimestrais). Papéis considerados “dead-weight” seguem nos ETFs, dificultando o alinhamento exato com a carteira oficial. 📌 Conclusão: O rebalanceamento deve gerar fluxo relevante, concentrado em poucos ativos, com predominância do setor financeiro e materiais. No entanto, questões estruturais de liquidez continuam limitando a eficiência de replicação do índice.
Gabriel Junqueira - Santa Fé Investimentos
@santafeinv
· 09 de fev.
🇨🇴🗳️ Colômbia | Nova pesquisa AtlasIntel aponta corrida presidencial em empate técnico $COLO Uma nova pesquisa da AtlasIntel, com a maior amostra já divulgada até aqui (7.298 entrevistados), mostra Abelardo de la Espriella na liderança com 28,4% das intenções de voto, seguido muito de perto por Iván Cepeda, com 27,8% 📊. Os dois estão dentro da margem de erro, configurando um empate técnico, mas ambos aparecem mais de 20 p.p. à frente dos demais candidatos. Na sequência surgem Sergio Fajardo (6,7%), Paloma Valencia (3,4%) e Claudia López (3,3%). Além dos números de topo, a pesquisa revela uma assimetria estrutural entre os blocos políticos ⚖️. Candidatos alinhados à direita e centro-direita econômica somam 42,7% das intenções de voto, percentual que sobe para 52,7% quando se inclui o campo ortodoxo mais amplo. Em contraste, o campo alinhado à esquerda de Gustavo Petro reúne 30,3%. Ainda assim, o apoio permanece bastante fragmentado, com apenas três candidatos acima de 5%, sendo apenas um deles da direita. O cenário das primárias de março segue nebuloso 🌫️. O Consejo Nacional Electoral (CNE) decidiu excluir Iván Cepeda da consulta interpartidária da esquerda por falhas procedimentais, aprofundando a divisão interna. Aliados de Petro defendem o cancelamento da primária, enquanto outros grupos preferem mantê-la. Esse racha tende a beneficiar marginalmente a direita, ainda que Cepeda siga como nome dominante no campo da esquerda. No centro, Claudia López tenta organizar uma nova primária, enquanto, à direita, a Consulta por Colombia parece mais organizada, mas com baixo apoio agregado. Nos cenários de segundo turno, a pesquisa indica que de la Espriella venceria Cepeda por margem estreita (36,8% vs. 34,6%), com elevado contingente de indecisos e votos em branco 🧮. Cepeda, por sua vez, derrotaria os demais candidatos em simulações alternativas. As taxas de rejeição ajudam a explicar a dinâmica: Cepeda apresenta rejeição de 43,9%, acima dos 33,6% de de la Espriella, embora ainda abaixo da desaprovação de Petro (48,3%). A pesquisa também traz sinais relevantes para o Congresso 🏛️. A intenção de voto para o Senado aponta para um parlamento altamente fragmentado, com o Pacto Histórico liderando (21,0%), seguido pelo Centro Democrático (17,8%) e pelo Partido Liberal (10,1%). Mesmo assim, o bloco governista tende a ser menor que o atual, aumentando a necessidade de coalizões. Entre as preocupações do eleitor, corrupção lidera com folga (37,8%), seguida por insegurança, guerrilha e narcotráfico (25,0%), enquanto temas econômicos aparecem em segundo plano 🔍. No conjunto, o quadro permanece fluido, mas os dados reforçam um ambiente de desgaste do campo governista e benefício indireto da fragmentação da esquerda para a direita e o centro-direita 📌. Ainda assim, a pesquisa deve ser lida como direcional, com espaço relevante para mudanças após as primárias e a eleição legislativa, quando alianças e candidaturas tendem a se consolidar.
Gabriel Junqueira - Santa Fé Investimentos
@santafeinv
· 28 de jan.
🇨🇴📊 Colômbia | 2026 começa em base sólida após ano recorde $COLO Após um 2025 histórico, com o mercado acionário colombiano subindo +88% em USD apesar de um ambiente político desafiador, 2026 se inicia com momentum positivo, acumulando +25,4% YTD em USD 🚀. O pano de fundo segue favorável, mas o foco dos investidores passa a ser claramente top-down, com a agenda eleitoral dominando o sentimento no 1S26 e a definição do novo governo sendo crucial para a direção dos ativos no 2S26. Do ponto de vista de resultados, 2026 marca uma normalização do crescimento de lucros, após dois anos muito fortes 📉. O crescimento esperado de EPS é de +12% a/a ex-petróleo (+5,1% a/a incluindo petróleo), refletindo a perda gradual dos ventos macro que sustentaram a recuperação recente e o aumento da cautela antes das eleições. EBITDA tende a ficar estável, ROE deve se manter próximo de 12%, a alavancagem segue controlada (~2,4x ND/EBITDA) e os dividendos continuam relevantes como parcela do retorno total, com DY médio ao redor de 4,7% 💵. Entre os temas centrais de 2026, as eleições presidenciais e legislativas são o principal vetor de volatilidade 🗳️. O mercado começa a precificar a possibilidade de um candidato mais ortodoxo e pró-mercado, mas o caminho até lá tende a ser ruidoso. Outros pontos relevantes incluem a possível repatriação de recursos do sistema de pensões (AFPs), que pode afetar fluxo e liquidez, além da Venezuela, que volta a aparecer como risco assimétrico de médio prazo. No macro, inflação, juros e disciplina fiscal seguem como âncoras para valuation e prêmio de risco ⚖️. Apesar do forte rali recente, a Colômbia negocia a cerca de 10,2x P/L forward, ainda com desconto frente a pares da América Latina e região Andina, sugerindo que o mercado permanece sensível à evolução política e à execução da agenda econômica 🔎. O ambiente para 2026 tende a ser mais volátil e seletivo, com menos beta e maior foco em fundamentos, governança e catalisadores específicos.
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