📊 Relatório BTG Pactual sobre Utilities
📈 2024 x 2025: mudança completa de regime
O relatório do BTG Pactual destaca que o fim de 2024 marcou um ponto estatístico extremo: ações negociando com IRRs reais recordes, juros reais e nominais elevados e prêmios de risco (ERPs) historicamente altos. Em 2025, o quadro se inverteu: forte rali, múltiplos elevados e ERPs significativamente comprimidos. A “anomalia estatística” de 2024 foi corrigida, exigindo agora decisões mais seletivas de alocação.
⚡ Utilities seguem relativamente atrativas
Mesmo após a forte performance e com ERPs mais baixos, Utilities continuam se destacando em termos relativos frente a outros setores. O racional combina:
• 📉 tendência de queda de juros
• 🗳️ elevada incerteza eleitoral
• 🧱 fundamentos operacionais sólidos
• 🛡️ menor exposição ao desfecho político de 2026
🏗️ “Compounders” – qualidade, liquidez e juros em queda
A tese dos Compounders (“Inflation Plus Plus”) permanece estruturalmente intacta. O ponto central hoje é gestão top-down de risco, dado que os valuations já não oferecem a mesma margem de segurança de 12 meses atrás. Ainda assim, o cenário segue favorável para exposição relativa relevante ao grupo.
Os principais nomes destacados são $SBSP3, $EQTL3 e $CPLE3.
🔄 Alocação de capital como vetor adicional (Plus Plus)
O relatório vê oportunidades relevantes de alocação de capital para 2026:
• Sabesp exposta ao Universaliza SP e potencial participação em processos de privatização adicionais
• Copel com possível benefício do Leilão de Capacidade previsto para março de 2026
• Equatorial explorando novas oportunidades em saneamento e distribuição, com expectativa de aumento de M&As
🚀 “The Triggers”: potenciais reprecificações em 2026
Três nomes são apontados como candidatos a forte performance relativa, condicionada a eventos específicos: $ENEV3, $CSMG3 e $SAPR11. A lógica é de possíveis revisões positivas de valuation diante de gatilhos operacionais e regulatórios.
🔌 Preços de energia e geração
Os preços de energia foram uma das maiores surpresas de 2025. No caso da $AXIA3, os preços implícitos de longo prazo saltaram de R$110/MWh para cerca de R$185/MWh. Embora uma reprecificação semelhante seja menos provável, o BTG aponta que:
• 🌡️ manutenção de preços spot elevados
• ⚖️ avanços na governança do mercado spot
podem sustentar expectativas mais altas. Outros nomes, como $AURE3, também podem se beneficiar, ainda que 2026 siga desafiador para resultados de geração devido à menor energia disponível para venda.
📌 Conclusão
Após um rali expressivo e compressão de ERPs, o foco do investidor migra de “valuation óbvio” para alocação relativa, qualidade e gatilhos específicos, com Utilities permanecendo bem posicionadas nesse contexto, segundo a leitura do BTG Pactual.