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👉 FECHAMENTO: Ibovespa encerra nas mínimas, com peso de bancos após Santander; Fed mantém juro

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Por: Gabriel Ponte e Luca Boni  


São Paulo, 29/07/2026


📈 IBOVESPA    


O Ibovespa encerrou em firme queda o pregão desta quarta-feira, pressionado por papéis de bancos, após resultados do Santander, enquanto o Federal Reserve manteve juros inalterados, com o chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, evitando oferecer orientações sobre os próximos passos, e reiterando o compromisso com a estabilidade de preços. 


Após fechamento dos mercados, investidores acompanham resultados trimestrais de Meta e Microsoft, em meio a temores envolvendo gastos com Inteligência Artificial. 


Ao fim do dia, o Ibovespa encerrou em queda de 1,52%, aos 173.885 pontos, na mínima intradiária. O volume de negócios na sessão somou R$16,6 bilhões, abaixo da média móvel dos últimos 50 pregões, de R$16,9 bilhões. 


💵 JUROS / DÓLAR


Os vértices ao longo da curva de juros operaram mistos, com cauda longa avançando até 6,0 pontos-base, enquanto cauda curta - mais sensível à política monetária - recuando até 0,5 pbs, seguindo os yields de dois anos nos EUA, sob visão de alívio no curto prazo pela manutenção dos juros pelo Fed. 


Já o dólar futuro operava ao fim do dia em queda de 0,29%, cotado a R$5,116, enquanto o índice Dólar DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, recuava 0,45%, aos 100,9 pontos. 


🇧🇷 BRASIL   


Entre os indicadores econômicos, Caged mostrou a abertura de 145.161 vagas formais de trabalho em junho, acima do consenso de mercado, que previa abertura de 115 mil vagas, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego. 


O resultado do Caged de junho foi o menor para o mês desde 2020, que teve fechamento de 53.381 vagas em meio aos efeitos econômicos da pandemia de Covid-19. No mesmo mês em 2025, para efeitos de comparação, foram criados 161.999 postos de trabalho.


Já a Dívida Pública Federal do Brasil subiu 2,61% em junho na base mensal, atingindo R$9,26 trilhões, de acordo com relatório divulgado pelo Tesouro Nacional. O colchão de liquidez da dívida pública somou R$1,34 trilhão, suficiente para cobrir 8,33 meses de vencimentos de títulos.


No front corporativo, as ações do Santander despencaram até 7% no pior momento da sessão, registrando a maior queda intradiária desde março de 2020, após o banco reportar lucro abaixo das estimativas dos analistas no segundo trimestre. 


Segundo o Citi, que mantém recomendação "neutra" e preço-alvo de R$ 28,00 para o Santander, a antecipação no reconhecimento de perdas em carteiras sem garantia pressiona a lucratividade e os indicadores de qualidade no curto prazo do banco, cenário agravado por um ambiente macroeconômico mais adverso.


O trimestre fraco, impactado por maiores despesas com provisões, também contaminou grande parte das ações do setor financeiro ao longo da sessão. Ao fim do dia, o IFNC destacou-se entre os piores segmentos da B3, recuando 2,32%. 


Por outro lado, as ações preferenciais da Petrobras avançaram 1,92%, constituindo maior contribuição ao índice, após a petroleira divulgar produção recorde de petróleo e gás no segundo trimestre, impulsionada pelo avanço das operações no pré-sal e pela entrada de novas plataformas. 


Forte avanço dos preços do petróleo nos mercados internacionais, em meio à escalada de incerteza no Oriente Médio, também favoreceu petroleiras na sessão.  


📊 AÇÕES   


As maiores detratoras do Ibovespa, foram as PN de Itaú, ON de Sabesp e ON de B3, que recuaram 2,43%, 5,87% e 4,25%, respectivamente. 


Já as maiores quedas percentuais foram as ON de CSN, UNITS DE Santander e ON de Sabesp, que recuaram 7,8%, 7,37% e 5,87%, respectivamente. 


🇺🇸 EUA   


Os índices acionários dos Estados Unidos encerraram em queda, com Dow Jones liderando as perdas, após o Fed manter o juro inalterado, embora Warsh tenta reiterado, em coletiva de imprensa, que a autoridade monetária está comprometida em combater a inflação, ao pregar que a decisão de hoje não deve ser lida como um sinal de inércia por parte da autarquia. 


Ao fim do dia, os índices Dow Jones, S&P500 e Nasdaq 100 recuaram 2,19%, 1,52% e 2,06%, respectivamente. As Treasuries yields de dois anos recuavam 1,7 pontos-base, a 4,264%, enquanto as de dez anos disparavam até 8,8 pontos-base, a 4,694%. Os yields de 30 anos, por sua vez, foram às máximas desde julho de 2007 no pior momento da sessão. 


O Federal Reserve manteve a taxa-alvo Fed funds inalterada no intervalo entre 3,50% e 3,75% na reunião desta tarde, por nove votos a três, em decisão que foi considerada pelos agentes econômicos como uma das mais incertas nos últimos anos, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e à elevação dos preços do petróleo.  


A decisão desta tarde teve dissidência de três membros votantes. Beth Hammack, Lorie Logan e Neel Kashkari votaram por alta de 25 pontos-base na decisão, em movimento visto como já esperado pelos agentes de mercado, a despeito de o número de três dissidentes ter sido um pouco acima do consenso prévio de dois. 


Apesar de ter sido a quinta manutenção consecutiva dos juros pelo Fed, a dissidência de três membros pode sinalizar que, adiante, será mais difícil manter os juros inalterados. 


Em coletiva de imprensa, Warsh novamente evitou oferecer sinalizações claras aos agentes econômicos. Disse, por exemplo, que se a inflação seguisse elevada durante o período previsto, os juros poderiam ser parte da solução, embora tenha evitado cravar tal movimento. 


Ao comentar sobre a curva de juros, Warsh observou que os yields nominais e reais avançaram desde a decisão de junho, significando que o mercado tem feito parte do trabalho do banco central – de encarecimento do custo de crédito. Ele também disse que isso pode ter decorrido, em parte, pela ausência de orientação futura pelo Fed. 


Nos mercados acionários, sessão foi marcada por maior aversão ao risco, em meio à escalada do petróleo, que voltou a operar acima dos US$90 por barril, aumentando as preocupações sobre eventuais efeitos de segunda ordem do choque de oferta incidindo sobre os preços.


Papéis de semicondutores e de Magnificent-7 operaram em bloco de queda, refletindo estresse visto nos mercados sul-coreanos, e antes dos resultados de Meta e Microsoft, em meio a contínuos temores envolvendo desembolsos de capex voltados para Inteligência Artificial. 


💹 COMMODITIES  


Os futuros do petróleo Brent avançavam 7,9%, a US$90,73 por barril, em meio à retomada dos ataques aéreos no Oriente Médio, o que aumentava as preocupações com a diminuição da oferta da commodity, após dados do governo dos EUA mostrarem que os estoques domésticos de petróleo bruto caíram para o menor nível em vários anos.


Mais cedo, a EIA reportou que os estoques do petróleo bruto dos EUA recuaram em 7,2 milhões de barris na semana encerrada em 24 de julho, a 404,5 milhões, no menor nível desde 2018, acentuando o viés de alta dos futuros da commodity. 


Os preços do petróleo já eram pressionados ao longo do dia pelas falas do presidente dos EUA, Donald Trump, prometendo novos ataques ainda mais duros contra o Irã.


Em outra frente do conflito no Oriente Médio, os houthis estão considerando impor taxas a navios comerciais que navegam pelo sul do Mar Vermelho, disseram à Reuters fontes regionais com conhecimento do assunto.


Ao fim do dia, os futuros do ouro subiam 0,69%, cotados a US$4.056 por onça-troy, enquanto os futuros da prata tinham alta de 0,33%, cotados a US$57,3 por onça-troy. 


No minério de ferro, o contrato futuro na bolsa de Dalian fechou em queda de 0,27%, cotado a US$109,17 por tonelada na última madrugada, já que as margens menores das siderúrgicas na China enfraqueceram a demanda pelo insumo, mas as perdas foram limitadas pelas preocupações com uma possível interrupção na oferta das operações da BHP em Port Hedland.


(LB + GP | Edição: Equipe Mover | Comentários: [email protected]) 

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