Notícia

👉 FECHAMENTO: Ibovespa recua, em linha com EUA, em meio a preocupações fiscais; Wall Street vive rotação sob temores de IA

·

Por: Gabriel Ponte e Luca Boni


 


São Paulo, 16/07/2026   


 


📈 IBOVESPA   


 


O Ibovespa encerrou em firme queda o pregão desta quinta-feira, pressionado por papéis de blue chips, como Vale e Itaú, e em linha com Wall Street, com papéis de semicondutores recuando significativamente, em meio a um movimento de rotação para outros setores, diante de temores contínuos envolvendo sustentabilidade do rali no setor, e questionamentos sobre oferta de chips de memória.  


 


Ao fim do dia, o Ibovespa encerrou em queda de 1,24%, aos 173.825 pontos. O volume de negócios na sessão somou R$13,4 bilhões, abaixo da média móvel dos últimos 50 pregões, de R$18,2 bilhões.  


 


💵 JUROS / DÓLAR   


 


Os vértices da curva de juros tiveram movimento de inclinação, ou “steepening”, com cauda curta recuando 1,5 ponto-base, em linha com dados de vendas no varejo abaixo do consenso em maio, enquanto cauda longa subiu até 8,5 pontos-base, refletindo preocupações fiscais. 


 


Leilão robusto de prefixados pelo Tesouro nesta quinta também ampliou prêmio de risco na cauda longa da curva de juros. Tesouro vendeu 22,05 milhões de 23 milhões de LTNs e lote integral de NTN-F, de 2,65 milhões. Na semana anterior, Tesouro havia ofertado 9 milhões de LTNs e 4,15 milhões de NTN-Fs.  


 


Estresse oriundo do leilão robusto sobrepôs-se ao dado mais fraco de vendas no varejo de maio, pela manhã. 


 


Já o dólar futuro operava ao fim do dia em alta de 0,43%, a R$5,121. O índice Dólar DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, avançava 0,25%, aos 100,7 pontos. 


 


🇧🇷 BRASIL   


 


Vendas no varejo variavam 0,1% em maio na base mensal, abaixo do consenso do mercado, de alta de 0,5%. Na base anual, o indicador variou 0,4%, também abaixo do consenso, que esperava uma alta de 1,2%. 


 


Opções digitais da B3 precificavam 81% de chances de corte de 25 pontos-base pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na decisão de agosto. Os dados construtivos desta semana também reforçavam apostas para nova rodada de calibração em setembro. As opções de corte de 25 pontos-base estavam em 52%.  


 


Já no front político, noticiário foi dominado pelo tarifaço americano. O governo brasileiro classificou a medida como "marco lastimável" na relação bilateral e anunciou que iniciará imediatamente os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade Econômica e Comercial contra os Estados Unidos.  


 


Na véspera, os EUA confirmaram a imposição da tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros a partir de 22 de julho, após investigação conduzida sob a Seção 301. Café, carne bovina e alguns produtos de energia ficaram de fora da medida, enquanto etanol será taxado.  


 


Em publicação no “X”, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que as políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) "são ruins para americanos e brasileiros". Rubio também afirmou que Lula e seu governo não negociaram com os EUA “sob boa fé” 


 


Posteriormente, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, afirmou que as declarações de Rubio a respeito das tarifas adotadas contra o Brasil são “inaceitáveis e ofensivas” ao povo e ao governo brasileiros. De acordo com Vieira, Rubio ataca, “de forma grosseira e arrogante”, o chefe de Estado de um país amigo. Ele também disse que o Brasil realizou mais de 30 reuniões com EUA sobre tarifas. 


 


De acordo com a Bloomberg, a pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também vai retomar estratégia adotada quando as tarifas foram anunciadas pela primeira vez, em junho, orientando apoiadores que vinculem a elevação das alíquotas sobre exportações do Brasil ao senador Flávio Bolsonaro, reforçando a tese de que ele “traiu o Brasil”. 


 


No front corporativo, Copel recuou, após companhia atualizar política de dividendos, mantendo dividend payout mínimo anual em 75% do lucro líquido. Companhia também elevou meta de alavancagem em estrutura de capital a 2,9x, ante 2,8x.  


 


📊 AÇÕES  


 


Ao fim da sessão, as maiores detratoras foram as ON da Vale, as PN da Petrobras e do Itaú, que cederam 2,05%, 1,72% e 1,37%, respectivamente. 


 


Já as maiores variações de queda PNA da Braskem, as ON da Cury e da Eneva, que recuaram 4,84%, 4,40% e 3,71%, na mesma ordem.  


 


🇺🇸 EUA   


 


Os índices acionários de Wall Street encerraram em firme queda o pregão desta quinta-feira, com Nasdaq 100 liderando perdas, em meio à massiva realização de papéis de semicondutores, sob contínuas preocupações de investidores quanto aos massivos investimentos na temática de Inteligência Artificial.  


 


Operadores também atribuem as massivas perdas de papéis de semicondutores à rotação setorial, com exposição dos investidores a setores que ficaram para trás outrora, após dados benignos da inflação ao consumidor e ao produtor reportados nesta semana reforçarem apostas de que Federal Reserve não terá de elevar os juros no curto prazo. rá 


 


Os índices Dow Jones, S&P500 e Nasdaq 100 recuaram 0,20%, 0,51% e 1,62%, respectivamente. As Treasuries yields de dois e dez anos avançavam 2,1 pontos-base e 1,8 ponto-base, respectivamente.  


 


A despeito de um resultado acima do esperado no trimestre e uma revisão altista para a previsão de vendas da TSMC para o ano, investidores seguiram questionando os valuations de hyperscalers, bem como expansão de investimentos dessas companhias – o que pressionou semicondutores. O índice SOX, por exemplo, recuou 4,29%.  


 


A TSMC elevou suas projeções de gastos e receitas para o ano, refletindo a confiança de que o crescimento da demanda por chips e data centers se estenderá até 2027 e além. A companhia antevê um investimento de capital entre US$60 bilhões e US$64 bilhões em 2026, além de um crescimento da receita ligeiramente superior a 40%. 


 


Investidores também justificaram a queda de semicondutores, na sessão, pelo movimento de rotação para papéis mais tradicionais, bem como para Magnificent-7. A Apple, por exemplo, sobe 20% desde a mínima em junho, enquanto Meta e Microsoft acumulam altas de 25,5% e 12%, respectivamente.  


 


O índice de semicondutores, por sua vez, acumula queda superior a 13% desde as máximas em junho, pressionado pelos papéis da Micron.  


 


A Barron’s também apontou que a Micron, particularmente, enfrenta pressão depois de a ASML Holding ter pontuado que suas máquinas de litografia podem produzir chips de memória com mais eficiência. Qualquer avanço que possa aliviar a escassez de chips de memória chama atenção do mercado – e tende a reduzir o prêmio embutido na precificação desses ativos.  


 


Também de acordo com a publicação, as ações da Micron e de outras companhias de chips de memória subiram, em parte, devido ao uso de fundos negociados em bolsa que oferecem exposição alavancada. E, da mesma forma que ETFs alavancados impulsionam alta, eles também amplificam as quedas.  


 


No radar de balanços, a Netflix deve divulgar resultados referentes ao segundo trimestre após fechamento dos mercados.  


 


Já no front econômico, vendas no varejo avançaram 0,2% na base mensal em junho, em linha com consenso, embora desacelerando ritmo de alta ante maio, de 0,9%. Já na base anual, as vendas no varejo subiram 6,7%, desacelerando ritmo de alta ante maio, de 6,9%.  


 


Os pedidos semanais de seguro-desemprego para a semana encerrada em 11 de julho somaram 208 mil, abaixo do consenso, de 217 mil, e desacelerando ante leitura da semana anterior, de 216 mil.  


 


💹 COMMODITIES 


 


Os futuros do petróleo Brent operavam em queda de 1,13%, a US$83,99 por barril, movimento que ocorria apesar da nova rodada de ataques dos EUA contra o Irã anunciada pelo Comando Central americano ao longo da tarde, visando reduzir ainda mais a capacidade militar iraniana. 


 


Entre os metais preciosos, o ouro operava em queda de 2,07%, a US$3.976 por onça-troy, e a prata recuava 4,10%, a US$55,4 por onça-troy. 


 


No minério de ferro, o contrato futuro na bolsa de Dalian fechou estável, cotado a US$112,23 por tonelada na última madrugada, enquanto operadores avaliavam o aumento da oferta por parte dos principais produtores e a desaceleração sazonal da demanda na China, em contraposição aos riscos associados a uma greve nas operações da BHP em Port Hedland. 


 


(LB + GP | Edição: Equipe Mover | Comentários: [email protected])

O que a comunidade está dizendo

Opiniões de investidores sobre os ativos mencionados

Bruno Mazzoni

Bruno Mazzoni

@brunomazzoni

IBOV

· 3d

$ibov Resumo Macro Semanal https://tc.tradersclub.com.br/station/estacoes/estacao/f7611aa6-2c95-40b2-a2a5-a5a19695f3de/video/596843de-4c78-4284-a95c-258ea4049a29

Bruno Mazzoni

Bruno Mazzoni

@brunomazzoni

IBOV

· 29 de jun.

$ibov Vídeo Macro atualizado 29.06 https://tc.tradersclub.com.br/station/estacoes/estacao/f7611aa6-2c95-40b2-a2a5-a5a19695f3de/video/f96e29d8-185a-4845-9754-ef53b057f127

Bruno Mazzoni

Bruno Mazzoni

@brunomazzoni

IBOV

· 21 de jun.

$ibov Resumo Macro https://tc.tradersclub.com.br/station/estacoes/estacao/f7611aa6-2c95-40b2-a2a5-a5a19695f3de/video/2a9dfb18-6aeb-4913-ab9d-22881c8a758b

Bruno Mazzoni

Bruno Mazzoni

@brunomazzoni

IBOV

· 21 de jun.

$ibov Resumo Macro semanal 22.06 - 26.06 https://tc.tradersclub.com.br/station/estacoes/estacao/f7611aa6-2c95-40b2-a2a5-a5a19695f3de/video/2a9dfb18-6aeb-4913-ab9d-22881c8a758b

Bruno Mazzoni

Bruno Mazzoni

@brunomazzoni

IBOV

· 14 de jun.

$ibov Vídeo macro semanal atualizado 15.06 https://tc.tradersclub.com.br/station/estacoes/estacao/f7611aa6-2c95-40b2-a2a5-a5a19695f3de/video/b88451c4-7382-4f0c-b5f2-8f73fae71252

Baixe o app para ver todas as opiniões da comunidade