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👉 FECHAMENTO: Ibovespa recua, pressionado por petroleiras e blue chips; petróleo tem alívio, mas incertezas sobre conflito permanecem

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Por: Gabriel Ponte e Luca Boni   


   


São Paulo, 24/07/2026 


 


📈 IBOVESPA   


 


O Ibovespa encerrou em queda o pregão desta sexta-feira, pressionado por papéis de petroleiras e blue chips, em meio à queda do petróleo nos mercados internacionais, enquanto vértices da curva de juros recuaram em toda extensão, seguindo desempenho da renda fixa global.  


 


No exterior, porém, investidores seguiam se debruçando sobre falta de perspectivas concretas de encerramento do conflito no Oriente Médio, enquanto Reuters reportou que Paquistão explorava um caminho para novas negociações entre americanos e iranianos, em uma iniciativa da China.  


 


Ao fim do dia, o Ibovespa encerrou em queda de 1,52%, aos 174.041 pontos. O volume de negócios na sessão somou R$12,1 bilhões, abaixo da média móvel dos últimos 50 pregões, de R$17,2 bilhões. Em termos semanais, o Ibovespa acumulou alta de 0,19%.  


 


💵 JUROS / DÓLAR 


 


Os vértices da curva de juros encerraram em firme queda de até 27 pontos-base, favorecidos por movimento de descompressão do petróleo nos mercados internacionais, o que também reforçava apostas para corte de juros pelo Copom na decisão de agosto.  


 


O dólar futuro operava ao fim do dia em queda de 0,25%, cotado a R$5,078. Já o índice Dólar DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de divisas, subia 0,03%, aos 101,4 pontos.  


 


🇧🇷 BRASIL   


 


Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ofereceu poucas novidades em evento da XP nesta manhã, embora tenha reconhecido que as expectativas de inflação desancoraram mais, e a preocupação adicional recomenda permanecer com juros em patamar restritivo por um período mais longo.  


 


Ele reconheceu, também, que os juros se encontram em patamar restritivo, e que desde o início havia o reconhecimento de que o atual ciclo da autoridade monetária se tratava de calibração dos juros. 


 


Reconheceu, por exemplo, que o mercado de trabalho encontra-se “ainda bastante resiliente”, bem como a atividade econômica. Ele também disse que a autarquia analisa vários caminhos para atingir a meta de inflação.  


 


Em um momento de incerteza acima do usual, Galípolo reafirmou a dosagem de “serenidade e parcimônia” que a autoridade monetária prega em suas decisões, e afirmou que o BC tem de consumir dados e modelos “com bastante humildade”.  


 


Ele também disse que a autarquia não reagiria “em função de um dado específico”, e que seguiria coletando dados. “BC tem postura de tomar tempo, coletar dados, para ver tendência”, complementou. 


 


A dúvida entre operadores, porém, segue sendo sobre eventual persistência do petróleo altista, o que pode diminuir os graus de liberdade da autoridade monetária para prosseguir com rodadas de calibração de juros ao longo deste ano.  


 


Ao fim do dia, as opções digitais da B3 que precificavam corte de 25 pontos-base na decisão de agosto estavam em 70%. Já as apostas por uma manutenção dos juros eram minoritárias em 20%.  


 


Para setembro, as opções que precificavam corte adicional de 25 pontos-base voltaram a encorpar, precificadas em 50%. Já as opções que precificavam manutenção do juro estavam em 43%.  


 


Também presente na Expert XP, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, pregou em mensagem a agentes do mercado que o governo seguiria melhorando o fiscal “custe o que custar”, e reiterou se incomodar com endividamento público, citando a necessidade de “trazer compromisso fiscal”.  


 


Ele também descartou qualquer medida que vise controle do capital no país, e projetou que o Brasil terá superávit primário em 2027. Também segundo ele, as pressões inflacionárias correntes são oriundas da guerra, e não de medidas governamentais.  


 


Também hoje, Ministério do Planejamento liberou R$5,7 bilhões do Orçamento de 2026, com montante total bloqueado passando a somar R$17,9 bilhões.  


 


No front político, operadores aguardam lançamento oficial da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, em convenção do PL marcada para amanhã. Também aguardam nova pesquisa Datafolha, cuja divulgação está prevista para esta sexta, com pesquisa de campo ocorrendo entre quarta e hoje.  


 


📊 AÇÕES   


 


As maiores detratoras do Ibovespa, foram as PN e ON de Petrobras e as ON de Axia, que recuaram 1,72%, 2,36% e 2,20%, respectivamente. 


 


Já as maiores quedas percentuais foram as PN de Isa Energia, ON de Hapvida e Caixa Seguridade, que recuaram 7,16%, 5,25% e 5,21%, respectivamente.  


 


🇺🇸 EUA   


 


Os índices acionários encerraram mistos em Wall Street, com operadores em compasso de espera antes do fim de semana, em meio a relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estava perdendo a paciência crescentemente contra o Irã, e avaliava a possibilidade de novas ofensivas contra iranianos.  


 


Ao fim do dia, os índices Dow Jones e S&P500 avançaram 0,46% e 0,05%, respectivamente. O Nasdaq 100 recuou 1,15%. Semanalmente, Dow Jones, S&P500 e Nasdaq 100 recuaram 0,38%, 0,61% e 1,73%, respectivamente.  


 


Em termos semanais, S&P500 e Nasdaq 100 acumularam duas quedas semanais consecutivas, enquanto o Dow Jones perdeu pela terceira semana seguida. 


 


Já as Treasuries yields de dois e dez anos recuavam 1,6 pbs e 1,8 pbs, respectivamente, a 4,335% e 4,681%, na mesma ordem, refletindo alívio do petróleo. 


 


Os investidores seguiam ponderando tensões geopolíticas, enquanto Trump reuniu-se nesta sexta com seus principais assessores para decidir se intensificaria a ofensiva militar contra iranianos, de acordo com o New York Times.  


 


Também de acordo com o jornal, relatório da inteligência dos EUA teria apontado que o novo líder do Irã, Mojtaba Khamenei, é mais aberto a desenvolver armas nucleares.  


 


À Bloomberg, Ulrike Hoffmann-Burchardi, do Escritório de Investimentos do UBS, afirmou que o risco de uma escalada ainda maior do conflito é elevado, e um novo teste dos preços máximos do petróleo registrados no início deste ano não pode ser descartado caso as ações militares se intensifiquem. 


 


No front corporativo, as ações de Magnificent-7 tiveram desempenho misto, enquanto papéis de semicondutores avançaram, com investidores preparando-se para uma bateria de resultados na próxima semana.  


 


Microsoft e Meta reportarão seus resultados trimestrais na quarta-feira, enquanto Apple e Alphabet divulgarão seus resultados na quinta. Wall Street busca evidências mais convincentes de que vastos investimentos em Inteligência Artificial estão gerando crescimento, e não queima de caixa. 


 


Mais cedo, a leitura do PMI Composto S&P Global em julho dos EUA mostrou avanço a 53,6, ante 51,9. Já o PMI Industrial recuou a 53,8, ante 53,9. A leitura do PMI de Serviços foi a 53,6, ante 51,2.  


 


💹 COMMODITIES  


 


Os futuros do brent recuavam 4,19%, a US$96,47 por barril, em movimento de ajuste ante forte avanço da véspera, embora investidores seguissem monitorando tensão geopolítica no Oriente Médio. Em termos semanais, futuros do brent acumulam avanço de 9,5%, constituindo a terceira semana consecutiva de alta.  


 


Noticiário de que o Paquistão e o Irã exploravam caminhos para novas negociações com os americanos, em uma iniciativa da China, favorecia movimento de queda da commodity no dia.  


 


De acordo com a Reuters, discussões exploratórias ocorreram durante a visita do ministro do Interior do Irã a Islamabad, no Paquistão, esta semana – a segunda em últimos dez dias. No entanto, todas as três fontes citadas pela Reuters alertaram que obstáculos a qualquer negociação com americanos seguiam grandes.  


 


Já de acordo com o Wall Street Journal, Trump está perdendo a paciência com a guerra no Irã, se tornando cético em relação à diplomacia. De acordo com uma autoridade citada pela matéria, Trump se encontra em “modo vingança”.  


 


Os assessores do republicano também temem que a guerra esteja consumindo sua presidência e prejudicando as chances do republicano nas próximas eleições de meio de mandato, em novembro. 


 


O ouro operava em alta de 0,13% a US$4.053,65 por onça-troy. Já a prata avançava 1,02% a us$58,18 por onça-troy. 


 


No minério de ferro, o contrato futuro na bolsa de Dalian fechou em queda de 0,13%, cotado a US$110,11 por tonelada na última madrugada, com os preços registrando a maior perda semanal (-2,37%) em seis semanas, já que a fraca demanda sazonal e a oferta mundial abundante pesaram sobre o mercado, embora a queda nos estoques de minério nos principais portos chineses tenha limitado o recuo. 


 


(LB + GP | Edição: Equipe Mover | Comentários: [email protected])

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