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👉 FECHAMENTO: Ibovespa sobe com blue chips, DIs recuam com aposta de corte de juros pelo BC; NY tem sessão mista

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Por: Gabriel Ponte e Luca Boni  


   


São Paulo, 25/06/2026   


   


📈 IBOVESPA   


   


O Ibovespa encerrou em firme alta o pregão desta quinta-feira, impulsionado por papéis de blue chips, como Itaú e Vale, enquanto vértices da curva de juros mostraram dinâmica de inclinação, com mercado aumentando apostas para corte de 25 pontos-base na decisão de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom), após leitura construtiva de dados qualitativos do IPCA-15, bem como manutenção de projeção do Banco Central para 1T28 no Relatório de Política Monetária da autarquia.  


 


No exterior, ações das Magnificent-7 tiveram realização, com Apple liderando perdas percentuais, após companhia anunciar aumento de preços de Macs e iPads, em decorrência de elevação de chips de memória. Ainda assim, fabricantes de semicondutores tiveram alta, após resultados trimestrais da Micron, que projetou receita para quarto trimestre fiscal entre US$49 bilhões e US$51 bilhões, acima do consenso de mercado.  


 


Ao fim da sessão, o Ibovespa avançou 0,87%, aos 171.990 pontos. O volume de negócios na sessão somou R$15,8 bilhões, abaixo da média móvel dos últimos 50 pregões, de R$20,2 bilhões.  


   


💵 JUROS / DÓLAR   


   


Os vértices da curva de juros encerraram mistos. A cauda curta recuou até 5,5 pontos-base, enquanto a cauda longa avançou até 12,5 pontos-base. Mais cedo, Tesouro vendeu integralmente 19 milhões de LTN e 4 milhões de NTN-F em leilão de prefixados.  


 


Ao fim do dia, o dólar futuro operava em queda de 0,15%, cotado a R$5,187. O índice Dólar DXY, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, perdia 0,16%, aos 101,4 pontos – interrompendo uma sequência de três pregões consecutivos de alta.  


 


🇧🇷 BRASIL   


 


Opções da B3 passaram a precificar, de forma majoritária, corte de juros pelo Copom na decisão de agosto em 25 pontos-base, refletindo o RPM, que mostrou mais cedo manutenção da projeção para a inflação, no cenário do BC, em 3,2% no primeiro trimestre de 2028 – que passará a ser horizonte relevante da autarquia a partir de agosto.  


 


Na coletiva do RPM, o diretor de Política Econômica, Paulo Picchetti, negou que o BC estaria alongando o horizonte relevante na decisão de junho, e destacou a redução “bem grande” do choque de oferta que impacta a projeção do BC para o primeiro trimestre de 2028.  


 


Ele também citou que um eventual “choque de juros” que fosse promovido pelo colegiado não resolveria o “choque de oferta”, mas causaria uma “desaceleração desordenada” da atividade econômica. Ainda assim, Picchetti reconheceu que o último Copom teria reação do mercado em função do comunicado.  


 


De acordo com ele, o parágrafo mais polêmico da decisão foi uma tentativa de sintetizar todas as discussões, e que o BC sabia que geraria reação por ser diferente do usual, mas optou pela transparência.  


 


Por sua vez, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que “talvez” o problema da decisão tenha sido “explicar demais” no comunicado, em nome da transparência. Disse, porém, que não há mudança na condução da política monetária, e descartou relação mecânica entre o balanço de riscos, que passou a ser assimétrico altista, e a política monetária.  


 


Galípolo também afirmou que não é função do BC produzir consenso sobre o mercado. Disse, ainda, que a decisão foi em linha com a precificação e a expectativa majoritária do mercado.  


 


“Avalio que o cenário vem evoluindo favoravelmente, com arrefecimento da inflação e forte recuo do petróleo. Somando-se a isso à projeção de inflação de 3,2% do BC para o primeiro trimestre de 2028, tenho cenário-base de corte de 25 pontos-base em agosto. Atribuo, no momento, 70% de probabilidade’, afirmou o economista Sérgio Goldenstein.  


 


Mais cedo, leitura do IPCA-15 de junho também ofereceu alento ao BC. Indicador variou 0,41% em junho, abaixo do consenso, de 0,44%, e mostrando uma desaceleração em relação ao indicador do mês passado, de 0,62%. A leitura, porém, foi a maior para o mês de junho desde 2022. 


 


Na base anual, o indicador variou 4,80%, também abaixo das expectativas, de 4,82% do mercado, mas mostrando aceleração em relação a maio, de 4,64%. No semestre, o IPCA-15 acumula alta de 3,45%. 


 


Já de acordo com o Fundo Versa, difusão do índice recuou a 60,2% em junho, ante 65,1% em maio. Já a média dos núcleos desacelerou ritmo de alta na base mensal em junho a 0,34%, ante 0,49%. Serviços subjacentes também desaceleraram ritmo de alta na base mensal, avançando 0,27%, ante 0,53%.  


 


Serviços ex-passagens aéreas avançaram 0,26%, ante 0,42% em maio. Já os preços de bens industriais e alimentos em domicílio desaceleraram ritmo de alta a 0,27% e 0,87%, respectivamente, ante 0,31% e 1,73%, na mesma ordem. 


 


No front corporativo, Braskem recuou 10,50%, após ter iniciado processo de mediação e protocolado pedido de tutela de urgência cautelar para a continuidade das negociações em andamento com credores financeiros.  


 


Já a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram a segunda fase da Operação Disclosure, investigação que anteriormente teve como alvo a Americanas, para aprofundar apurações sobre supostas fraudes contábeis.  


 


Em nota à Bloomberg, a Americanas afirmou não ter sido alvo de mandatos da PF nesta quinta-feira. Já de acordo com veículos locais, Paulo Alberto Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann, e Beto Sicupira foram alvos da operação.  


 


📊 AÇÕES   


   


As maiores contribuidoras do Ibovespa foram as PN de Itaú, ON de Vale e ON de Axia, que avançaram 1,78%, 1,20% e 1,62%, respectivamente.  


   


Entre as maiores altas percentuais, figuravam as ON do Assaí, da Rumo e da MRV, que subiram 4,11%, 3,62% e 3,39%, na mesma ordem. 


   


Na ponta oposta, as maiores quedas percentuais foram as PNA da Braskem, as ON da CSN e as PNA da Usiminas, que recuaram 10,50%, 4,74% e 2,07%, na sequência.  


   


🇺🇸 EUA   


   


Os índices acionários encerraram mistos, com o S&P500 fechando no campo negativo, em meio ao movimento de baixa visto nas Magnificent-7, com Apple liderando perdas, após a companhia anunciar aumento de preços de todos os Macs, iPads, dispositivos para casa, além do Vision Pro, em meio à escassez de chips de memória e armazenamento.  


 


Ao fim do dia, os índices Dow Jones e Nasdaq 100 avançaram 0,14% e 0,75%, respectivamente. O S&P500 fechou em queda de 0,01%, aos 7.357 pontos. 


 


As ações da Apple despencaram 6,12%, maior queda diária desde abril de 2025 - após a companhia anunciar reajuste nos preços de dispositivos, que já passam a valer hoje. A empresa, porém, não aumentou os preços de iPhones, Apple Watch ou AirPods, embora tenha sinalizado que pode promover novos reajustes em outros produtos no futuro.  


 


De acordo com um porta-voz da Apple, a rápida expansão dos data centers de Inteligência Artificial criou um aumento “extraordinário” na demanda por memória e armazenamento. Ele também citou que a empresa “nunca viu um aumento no preço de componentes tão grande e tão rápido”.  


 


Já as ações de fabricantes de semicondutores tiveram desempenho majoritariamente positivo, com Micron disparando 15,74%, após resultados da companhia superaram amplamente as expectativas no terceiro trimestre fiscal, além de guidances para o quarto trimestre fiscal acima do consenso.  


 


A Qualcomm avançou 3,71%, após a fabricante de chips projetar receita anual superior a US$15 bilhões em componentes de IA para data centers até o ano fiscal de 2029.  


 


Entre os indicadores econômicos, leitura do PCE de maio avançou a 4,1% na base anual, em linha com consenso. Na base mensal, o índice cheio avançou 0,4%, ligeiramente abaixo do consenso, de alta de 0,5%.  


 


Já o núcleo do PCE, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 3,4% na base anual – em linha com consenso. Na base mensal, o dado manteve ritmo de alta de 0,3% - também em linha com consenso.  


 


Os números da inflação provavelmente continuarão a pressionar a retórica do mercado de que o Federal Reserve sob gestão de Kevin Warsh terá de elevar os juros este ano, em meio aos efeitos secundários de preços sobre cadeias de produção, decorrentes do choque de oferta visto anteriormente.  


 


Já no front da atividade econômica, a leitura final do PIB registrou avanço de 2,1% no primeiro trimestre – acima do consenso de mercado, de 1,6%.  


 


Os pedidos semanais de seguro-desemprego para a semana encerrada em 20 de junho recuaram 215 mil postos, ante 227 mil. Já os pedidos de bens duráveis recuaram 4,5% na base mensal em maio, em linha com consenso. 


 


💹 COMMODITIES   


   


Os contratos futuros do petróleo avançavam 2,06% no fechamento do dia, a US$75,26 por barril, com investidores avaliando relatos do Wall Street Journal de que o Irã atacou um navio cargueiro em Ormuz, em um teste para o acordo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acerca da reabertura do estreito. 


 


De acordo com a publicação, a Guarda Revolucionária do Irã atacou um navio cargueiro com bandeira de Singapura, e alertou contra o uso de rotas não autorizadas pelo Irã. Ainda assim, de acordo com a publicação, o navio Ever Lovely seguiu uma rota identificada pela Organização Marítima Internacional.  


 


Já os futuros do ouro avançavam 0,94%, a US$4.029 por onça-troy, recuperando o patamar de US$4.000 dólares, em meio ao movimento de fortalecimento da commodity metálica, diante da fraqueza do dólar em âmbito global na sessão. A prata subia 0,95%, a US$57,9 por onça-troy.  


 


No minério de ferro, o contrato futuro na bolsa de Dalian fechou em queda de 1,08%, cotado a US$108,06 na última madrugada. 


 


(LB + GP | Edição: Equipe Mover | Comentários: [email protected]

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Lucas Batista Dos Santos

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