$F $FDMO34 | **Ford alerta para riscos no acordo comercial enquanto Trump minimiza o USMCA**
A Ford voltou a defender a importância do acordo comercial entre EUA, Canadá e México (USMCA), destacando que toda a cadeia produtiva da montadora foi estruturada de forma integrada entre os três países. Segundo o CEO Jim Farley, mudanças no acordo podem afetar diretamente custos, competitividade e empregos no setor automotivo americano.
O alerta vem em meio às declarações de Donald Trump, que classificou o USMCA como “irrelevante” e indicou que a renegociação prevista pode ser difícil. Para a Ford, o acordo é central para manter a livre circulação de veículos e componentes, algo que foi parcialmente perdido após a imposição de novas tarifas sobre carros e autopeças.
Farley também apontou que acordos recentes, como o firmado entre EUA e Japão, acabaram favorecendo a Toyota Motor Corp., criando uma diferença de custo relevante em SUVs, mesmo com produção nos Estados Unidos. Além disso, a Ford segue pressionando por mais alívio tarifário, especialmente sobre o alumínio, insumo essencial das picapes da linha F-Series, seu principal produto.
Outro ponto de atenção é a concorrência chinesa. A montadora vê os fabricantes da China como uma ameaça crescente, principalmente na Europa, por conta de veículos mais baratos — tanto a combustão quanto elétricos — impulsionados por subsídios governamentais. Para Farley, o debate central passa por definir qual é um campo de jogo justo para proteger empregos e a indústria local.
No mercado, as mudanças regulatórias recentes nos EUA, incluindo a flexibilização das metas de eficiência de combustível, foram bem recebidas. A empresa afirma que isso abre espaço para vender modelos mais rentáveis, como SUVs e caminhões, e ajudou na valorização das ações, que acumulam forte alta no último ano.