Multiplan | $MULT3 | 4T25 | 🟨 Resultado geral em linha com o consenso
A Multiplan entregou um 4T25 decente, com tendências operacionais saudáveis nos shoppings, ainda que com top line pressionada por comps mais difíceis ligados a vendas imobiliárias e desinvestimentos. O trimestre mostrou crescimento de vendas e SSS em níveis ainda confortáveis, SSR positiva, elevada ocupação e inadimplência líquida negativa, enquanto o FFO foi beneficiado por itens não recorrentes, resultando em desempenho em linha a levemente acima das estimativas do sell side.
As vendas dos lojistas cresceram 5,3% a/a para R$8,0bn no 4T25 (🟨 saudável, mas desacelerando), enquanto o SSS ficou em +4,0% a/a. No ano, vendas +8,0% e SSS +6,3%. Destaques operacionais incluíram ParkShopping Barigüi (+14,8% a/a no 4T; +19,2% em 2025), DiamondMall (+22,6% em 2025) e NYCC (+14,8% em 2025).
A receita líquida (ex straight-line) totalizou R$947mn no 4T25 (-3% a/a), com FY25 em R$2,7bn (+8% a/a), refletindo queda de receitas imobiliárias (-22,6% a/a no 4T para R$282mn). O SSR foi de +5,0% a/a no trimestre (~-0,2% real), e +7,5% em 2025 (~+2,3% real), leitura 🟨 em linha dado o comp mais duro. Por linha: aluguéis R$587,4mn (+8,4% a/a) (🟩), estacionamento R$102,2mn (+4,9% a/a) (🟨), serviços R$52,2mn (+38,6% a/a) (🟩).
O Adj. EBITDA somou R$723mn (+6% a/a), com margem de 80,1%, enquanto o Adj. FFO foi de R$586mn (-10% a/a; +131% t/t), com margem de 65,0%. O bottom line voltou a ser positivamente impactado por reversão não recorrente de provisões, contribuindo para leve beat vs. estimativas (🟩 qualitativo).
Indicadores operacionais permaneceram fortes: taxa de ocupação de 96,6% no 4T25 (96,3% média em 2025), custo de ocupação em 12,0% e inadimplência líquida de -0,9% no trimestre (-0,4% em 2025, menor nível anual da série) — todos 🟩. O capex foi R$503mn no 4T25 (R$863mn em 2025), puxado pela aquisição de participação no BarraShopping, elevando a DL/EBITDA para 2,33x (🟨, leve alta t/t).
Leitura final: o 4T25 foi 🟨 em linha, com operacional saudável e ruídos de mix no top line por vendas imobiliárias. Olhando à frente, o sell side destaca capex 2026 ~50% menor, potencial aceleração de desalavancagem com cortes de juros e flexibilização das regras de IoC, que pode permitir até R$1,0bn adicional em remuneração ao acionista. Discussões sobre a nova lei tributária seguem no radar para FY27, em grande parte já precificadas após a performance YTD de +20% vs. IBOV +13%.