$NIKE34 reportou resultados do 4T em linha com o esperado, mas com quedas expressivas em diversas frentes. A receita líquida atingiu US$ 11,1 bilhões (vs. US$ 10,72 bi esperados), mas caiu 12% na comparação anual. O lucro por ação ajustado foi de US$ 0,14 (vs. US$ 0,12 estimados), uma queda de 86% YoY, enquanto o lucro líquido somou US$ 211 milhões.
A divisão Nike Brand registrou receita de US$ 10,8 bilhões (-11% YoY), com queda acentuada nas vendas digitais (-26%), embora lojas próprias tenham crescido 2%. No canal atacadista, a receita caiu 9%, e a Converse recuou 26%. A margem bruta foi pressionada, caindo 440bps no ano, para 40,3%, refletindo efeitos do mix de produto, promoções e câmbio.
Do lado de despesas, os gastos com marketing (“demand creation”) subiram 15%, enquanto o overhead operacional recuou 3%. O caixa encerrou o trimestre em US$ 9,2 bi (queda de US$ 2,4 bi YoY), com retorno total ao acionista de US$ 5,3 bi no FY25, sendo US$ 2,3 bi em dividendos e US$ 3,0 bi em recompras.
A empresa também alertou para novos impactos vindos de tarifas, que devem adicionar cerca de US$ 1 bilhão em custos até FY26. A margem bruta deve sofrer um impacto de 75bps, concentrado no 1T26 (até 100bps). Para mitigar, a Nike pretende realocar parte da produção para fora da China, repassar preços nos EUA a partir do outono de 2025 e dividir os custos com fornecedores e varejistas.
Apesar da pressão, a companhia reforça seu foco estratégico no “Sport Offense” — priorizando categorias-chave, narrativa de marca e engajamento com o consumidor — enquanto espera moderação nos ventos contrários ao longo do FY26.