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Opiniões de investidores sobre os ativos mencionados

Lucas Uhlig

Lucas Uhlig

@lucasuhlig

WEGE3

· 13 de mar.

Depois de devolver toda a alta do ano, será que chegou a hora de comprar $WEGE3? A WEG segue sendo uma empresa de altíssima qualidade, mas o mercado, por ora, pede mais paciência do investidor. Atualizamos nossa tese de investimento, refletindo um cenário em que os fundamentos permanecem sólidos e a visão de longo prazo continua positiva, porém os principais gatilhos de crescimento ficaram mais distantes. O atraso na contribuição de BESS (sistemas de armazenamento de energia por baterias) e T&D (transmissão e distribuição de energia elétrica), somado ao impacto de um Real mais forte e a um valuation já mais ajustado, reduz o potencial de valorização no curto prazo. Com isso, a ação tende a ter desempenho mais lateral, exigindo uma postura mais paciente, enquanto o longo prazo segue construtivo. Crescimento. Os principais motores de crescimento da WEG continuam sendo BESS e T&D. No entanto, o modelo foi revisado para refletir uma entrega mais tardia desses projetos. No caso de BESS, o leilão no Brasil ainda não tem data definida, o que torna improvável uma contribuição relevante de receita em 2026. Já em T&D, a aceleração depende da entrada e do ganho de escala de novas capacidades produtivas, cujo impacto mais significativo deve ocorrer apenas a partir de 2027/2028. Além disso, a valorização do Real atua como vento contrário, já que parte relevante da receita da companhia vem do exterior. Margens. Apesar do câmbio mais forte pressionar a rentabilidade no curto prazo, a WEG apresenta fatores compensatórios importantes. O mix de receitas tende a ser mais favorável, com menor peso do segmento solar (que historicamente apresenta margens mais baixas), e a redução de tarifas de importação nos EUA, de 50% para 15%, pode beneficiar a rentabilidade das exportações feitas a partir do Brasil. Além disso, existe a possibilidade de ajustes operacionais, como a realocação de linhas produtivas. Esse cenário já se reflete nos números: a margem Ebitda (rentabilidade operacional) atingiu 22,4% no quarto trimestre de 2025, e a estimativa para 2026 foi elevada para 22,5%. Valuation. O valuation da WEG tornou-se menos favorável para uma nova rodada de valorização no curto prazo. Após o forte re-rating (aumento de múltiplos) observado em 2025, impulsionado pela narrativa de inteligência artificial e data centers, os múltiplos do setor industrial se estabilizaram. Hoje, a WEG negocia em níveis próximos aos de seus pares globais, o que limita a expansão adicional de múltiplos, mas também reduz o risco de uma queda relevante de valuation. Para 2027, o múltiplo estimado de cerca de 27 vezes o preço sobre o lucro (P/L) está alinhado ao setor, ajudando a sustentar o preço da ação. Revisão do modelo: receita mais fraca pesa sobre o lucro. A atualização do modelo indica receita líquida de R$ 42,1 bilhões em 2026, crescimento de 3% ano contra ano, abaixo das estimativas anteriores. A revisão reflete câmbio menos favorável, ausência de contribuição de BESS em 2026 e um ano mais desafiador no mercado doméstico, com a redução do ciclo positivo de solar. Mesmo com a melhora de margem, o impacto líquido foi negativo para o lucro, levando a uma revisão das estimativas de lucro líquido para R$ 6,6 bilhões em 2026 e R$ 7,4 bilhões em 2027, abaixo do consenso, o que reduz a probabilidade de reprecificação no curto prazo Por: Itaú BBA

Iuri Franceschini

Iuri Franceschini

@iurii_fr

WEGE3

· 26 de fev.

$WEGE3: recomendação de compra rebaixada pelo JP Morgan, agora Neutra. Preço-alvo reduzido de R$ 50 para R$ 49.

Rodrigo de Assis Dutra Costa

Rodrigo de Assis Dutra Costa

@rodrigoadcosta

WEGE3

· 26 de fev.

$WEGE3 ⚙️ WEG TEM RECOMENDAÇÃO REBAIXADA PARA NEUTRA PELO JP MORGAN ✔️ Recomendação: Compra (mantida) ✔️ Preço-alvo: R$ 49,00 (reduzido de R$ 50,00) ✔️ Potencial de desvalorização: queda de 2,55% em relação ao último fechamento 📍 O JP Morgan rebaixou a recomendação das ações da WEG para neutro, de overweight, após resultado abaixo do esperado no quarto trimestre e revisão para baixo do lucro por ação projetado para 2026 e 2027, com cortes de 4% a 5%. 📍 Segundo o banco, a ação negocia a múltiplos que já embutem recuperação do resultado, com prêmio em relação à média histórica. O JP Morgan avalia que a WEG segue como empresa de alta qualidade, com exposição a tendências de eletrificação e crescimento em transformadores e sistemas de armazenamento de energia, mas vê o papel como defensivo e menos sensível a eventos macro no Brasil, como ciclo de cortes de juros e eleições.

Leandro

Leandro

@leandroaf8

WEGE3

· 26 de fev.

Lucas Uhlig

Lucas Uhlig

@lucasuhlig

WEGE3

· 26 de fev.

$WEGE3 JPMorgan rebaixa recomendação de Wege para neutro O J.P. Morgan rebaixou a recomendação de WEG para neutra após resultados do 4T abaixo do esperado e revisão negativa de 4–5% nas estimativas de lucro por ação para 2026 e 2027, refletindo também um real mais forte projetado a R$5,40 no fim do ano. Com isso, as projeções do banco passaram a ficar cerca de 4–5% abaixo do consenso. Pelos novos números, a companhia negocia a 21,6x/18,3x EV/EBITDA e 31,4x/26,6x P/L para 2026/27, múltiplos que representam prêmio de aproximadamente 22% sobre a média histórica de 15 anos, sugerindo valuation esticado. O preço-alvo foi reduzido de R$50 para R$49, praticamente sem upside frente ao preço atual, mesmo já incorporando aceleração relevante de crescimento de receita em 2027/28 para 18% e 16% e CAGR posterior de 15%, além de margem EBITDA terminal de 23,4%. O banco destaca que o valuation atual já precifica recuperação completa do resultado operacional e crescimento estrutural de dois dígitos no longo prazo, sustentado pela exposição a segmentos de alta demanda, como transformadores e soluções ligadas à eletrificação. Embora reconheça a qualidade estrutural da empresa e múltiplas avenidas de crescimento, a tese perde atratividade tática diante do prêmio de valuation e da menor sensibilidade a eventos macro domésticos, dado que cerca de 60% da receita vem do exterior. Entre os riscos positivos estão expansão adicional de múltiplos do setor, maior contribuição de novos negócios como BESS, ciclo mais longo de transformadores e eventual depreciação do real, que eleva resultados. Já os riscos negativos incluem desaceleração global ou dos EUA, fraqueza persistente no segmento de transmissão e distribuição no Brasil, ramp-up mais lento de operações adquiridas nos EUA e atrasos na maturação de investimentos recentes, fatores que poderiam pressionar crescimento e margens.

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