WEALTH CALL | 30/04 | Guerra Comercial, Tarifas, Logística
$FXI $SP500 $SPY Sinais preocupantes continuam se acumulando para a China em meio ao agravamento da guerra comercial que ameaça a segunda maior economia do mundo. O índice oficial de atividade industrial (PMI) do país caiu para 49 em abril, abaixo do nível de 50 que separa crescimento de contração. A queda foi ainda mais acentuada no subíndice de novos pedidos de exportação, que despencou para 44,7 – o menor nível desde o início da pandemia.
Do outro lado do Pacífico, os Estados Unidos também enfrentam dificuldades. O Porto de Los Angeles informou que o volume de cargas deve cair em um terço na próxima semana, devido à decisão de grandes varejistas americanos de suspender todos os embarques da China em função das tarifas. A movimentação no setor aéreo segue o mesmo padrão. Embora muitas empresas tenham feito estoques, a continuidade do impasse pode desencadear um efeito dominó na cadeia logística, afetando o comércio e, por fim, as prateleiras dos mercados.
Ambos os lados aguardam o momento certo para declarar uma “vitória” política. Há conversas em andamento? Não é certo, mas é provável que existam contatos discretos. Enquanto isso, exceções estratégicas surgem como válvulas de escape – como a exclusão de tarifas sobre smartphones fabricados na China ou motores de avião feitos nos EUA. Com alianças tradicionais enfraquecidas, como EUA-Canadá, e tensões emergentes nos BRICS, é essencial que ambas as potências resistam à pressão econômica.
Mas será que o impacto é tão grave assim? Há diversas formas de driblar tarifas, num verdadeiro jogo de "gato e rato". Algumas empresas adotam o “white labeling” (rebranding de produtos), outras alteram códigos alfandegários, quantidades ou mesmo o país de origem declarado. Também há a chamada engenharia tarifária, que inclui a reorganização das cadeias de suprimento ou o redirecionamento de mercadorias por países terceiros – os chamados “trans-shipment”. Não por acaso, o Vietnã tem vivido um renascimento industrial, e o México ultrapassou a China como maior exportador para os EUA.
Mercados Hoje
Ásia: Japão +0,6%. Hong Kong +0,5%. China -0,2%. Índia -0,1%.
Europa (meio-dia): Londres +0,1%. Paris +0,5%. Frankfurt +0,4%.
Futuros (6h30): Dow estável. S&P -0,2%. Nasdaq -0,3%.
Petróleo -0,9%, a US$59,89. Ouro -1,6%, a US$3.281,40. Bitcoin +0,2%, a US$95.019.
Treasuries (10 anos): estável em 4,17%.
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