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Stablecoins ganham força como solução para pagamentos internacionais, avaliam executivos

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De uma classe de investimento inicialmente associada ao varejo a uma infraestrutura capaz de facilitar transações entre diferentes países, as criptomoedas vêm ampliando seu papel no sistema financeiro. Nesse cenário, as stablecoins ganham espaço como uma alternativa para reduzir custos, prazos e fricções em pagamentos internacionais, especialmente por combinarem a infraestrutura de ativos digitais com maior estabilidade de preço.

O tema foi debatido na segunda-feira (24), durante a Febraban Tech 2026, no painel “O futuro da liquidez B2B: liquidação contínua com stablecoins na América Latina”, que reuniu Thiago Fagundes, Diretor de Negócios do Mercado Bitcoin; Rodrigo Stallone, Institutional Expansion Lead Latam da Tether; e Daniel Huang, CEO da Velaro Network, empresa de serviços de pagamentos B2B sediada em Taiwan.

Durante o painel, Huang destacou o contraste entre a eficiência dos pagamentos domésticos no Brasil e os desafios ainda presentes nas operações internacionais. Segundo o executivo, a velocidade e a ampla adoção do Pix chamam atenção, mas essa mesma experiência ainda não se estende às movimentações entre países.

“O dinheiro circula muito rápido dentro do país, mas, para fora dele, ainda é outra história. Um pagamento internacional pode demorar até uma semana e, nesse período, não há como saber onde o dinheiro está. Precisamos combinar a agilidade dos pagamentos nacionais com liquidez e compliance para as transferências internacionais”, afirmou Huang.

Para Thiago Fagundes, do Mercado Bitcoin, o avanço das stablecoins como infraestrutura para operações cross border depende da combinação de diferentes pilares. Entre eles, está a construção de um ambiente regulatório claro, capaz de estabelecer parâmetros seguros para empresas, instituições financeiras e demais participantes desse mercado.

Além da clareza regulatória, Fagundes apontou a necessidade de liquidez em nível institucional, plataformas sólidas e parceiros capazes de agregar legitimidade e confiança às operações. Na avaliação do executivo, esses elementos são fundamentais para que soluções baseadas em stablecoins avancem da experimentação para uma adoção mais ampla no mercado corporativo.

Já Stallone reforçou a importância da liquidez e acrescentou que compliance robusto e infraestrutura tecnológica confiável são pré-requisitos para a expansão desse mercado. A combinação desses fatores, segundo ele, pode contribuir para reduzir significativamente o tempo de liquidação de transações internacionais e ampliar a segurança no uso de ativos digitais como infraestrutura de pagamentos sem fronteiras.

A discussão acontece em um momento em que as stablecoins vêm ganhando novas aplicações para além da negociação de criptoativos, com potencial de uso em pagamentos, remessas e operações entre empresas em diferentes mercados.

O tema terá continuidade na programação da Febraban Tech. Na quarta-feira, 26 de agosto, às 14h, Fabrício Tota, VP de Negócios Cripto do Mercado Bitcoin, participa do painel “Uma Nova Janela se Abre com Stablecoins”, que aprofundará a discussão sobre o papel desses ativos na transformação do sistema financeiro. A Febraban Tech 2026 acontece em São Paulo até quarta-feira (26).

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