$XOM $CVX | **Petróleo da Venezuela vira campo de disputa entre gigantes dos EUA**
Donald Trump sinalizou que pode excluir a ExxonMobil dos planos para a reconstrução do setor de petróleo da Venezuela, após demonstrar insatisfação com a postura da companhia em uma reunião recente na Casa Branca. Segundo o presidente americano, a empresa teria sido “espertinha demais” ao classificar o país como inviável para investimentos.
O comentário faz referência à avaliação do CEO da Exxon, Darren Woods, que destacou os riscos legais e comerciais do país, além do histórico de confisco de ativos durante os governos Chávez e Maduro. Apesar do tom crítico, Woods afirmou que a Exxon poderia considerar retornar à Venezuela caso houvesse um convite formal e garantias claras de segurança.
Em contraste, a Chevron adotou uma postura mais construtiva. A companhia, única grande petroleira ocidental que manteve operações no país nos últimos anos, afirmou estar pronta para elevar a produção em cerca de 50% nos próximos 18 a 24 meses, a partir do nível atual de aproximadamente 240 mil barris por dia.
O pano de fundo é um desafio de grandes proporções. Estimativas indicam que a reconstrução da indústria petrolífera venezuelana exigiria investimentos da ordem de 100 bilhões de dólares e ao menos uma década de trabalho, em um ambiente ainda marcado por insegurança jurídica, corrupção e incertezas políticas.
Do ponto de vista de mercado, o episódio evidencia um desalinhamento entre governo e grandes petroleiras quanto ao risco político e ao horizonte de retorno. No curto e médio prazo, a Chevron aparece como potencial beneficiária, enquanto a Exxon mantém uma postura mais defensiva diante do histórico do país.