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Rodrigo de Assis Dutra Costa

@rodrigoadcosta · 06 de março de 2026 às 10:01

📈 ABERTURA DE MERCADO 🌱 A projeção de safra brasileira foi revisada para cima por consultorias nos últimos dias, mesmo com perdas já observadas em parte do Rio Grande do Sul que ainda são consideradas, mas estão sendo compensadas por melhora nas condições e produtividade em outros estados. A evolução climática nas próximas semanas será determinante para consolidar esse resultado. No exterior, os preços da soja em Chicago têm reagido com intervalos de alta, o que tem sustentado parte da formação de preço no mercado físico, enquanto o Brasil ganha competitividade com o dólar e a perspectiva de exportações robustas. Internamente, já há registro de ajuste de preços no balcão com influência dessas leituras. 🌽 O milho voltou a mostrar forças em Chicago, com os preços futuros subindo mais de 2% nos últimos pregões, apoiados por inspeções de exportação americanas consideradas positivas e pela valorização do petróleo, que tem influenciado as commodities em geral. Mesmo diante de realização de lucros em alguns momentos recentes, a trajetória de preços no CBOT ainda reflete maturação da demanda externa. No Brasil, o mercado físico do milho segue sensível ao câmbio e às movimentações externas, com o dólar mais forte dando suporte em momentos de firmeza. As expectativas em torno da segunda safra também influenciam a dinâmica, já que parte do foco do produtor se mantém na colheita da soja enquanto se define a janela de plantio da safrinha. 🍒 O mercado físico brasileiro manteve firmeza, com negociações concentradas nas primeiras horas do dia e ritmo mais moderado na sequência. O comportamento indica presença de oferta, mas sem pressão vendedora relevante. O volume não foi elevado, porém suficiente para sustentar as referências nas principais regiões produtoras. No Sul de Minas, os cafés naturais seguem orbitando a faixa dos R$ 1.900 por saca. No Cerrado, os lotes finos permanecem próximos de R$ 2.000, com extrafinos acima desse nível. Nas Matas, os padrões Rio mantêm intervalo estável, enquanto no Espírito Santo o conilon permanece com indicações próximas às registradas na véspera. Os diferenciais no FOB registraram ajustes pontuais em alguns tipos, porém sem deslocamento generalizado. 💵 DÓLAR: A sessão é novamente dominada pelo eixo geopolítico. A intensificação do conflito envolvendo o Irã mantém o mercado operando em modo defensivo, com o dólar acompanhando a valorização do petróleo, que voltou a superar os US$ 85 por barril no Brent. A possibilidade de restrição prolongada no Estreito de Ormuz reacende o risco de disrupção logística em uma das principais rotas globais de escoamento de energia, ampliando o prêmio embutido nos ativos de proteção. As declarações de autoridades iranianas descartando negociação imediata de cessar-fogo, somadas à retórica mais dura de Israel, aumentam a probabilidade de um conflito mais longo. No Brasil, o ambiente doméstico ficou em segundo plano, mas trouxe ruído adicional. A taxa de desemprego subiu para 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, após mínima recente, enquanto membros do Banco Central reforçaram que a condução da política monetária segue dependente dos dados. O mercado interpreta a elevação do desemprego dentro de um contexto de desaceleração econômica já sinalizada pelo PIB do fim do ano passado, o que sustenta expectativas de continuidade do ciclo de cortes.

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