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Israel Massa

@massa · 14 de março de 2026 às 14:43

**Banco Safra - Petróleo, Gás e Petroquímicos: Impacto do imposto sobre exportação de petróleo e do alívio fiscal no diesel** O relatório do Banco Safra analisa as medidas recentes do governo brasileiro destinadas a reduzir o preço do diesel e compensar essa política com a criação de um imposto sobre a exportação de petróleo bruto. O pacote inclui três ações principais: eliminação do PIS/Cofins sobre diesel (R$0,32 por litro), criação de um subsídio adicional de R$0,32 por litro para produtores e importadores de diesel, e a implementação de um imposto de 12% sobre as exportações de petróleo, válido até 31 de dezembro de 2026. Para medir os efeitos dessas medidas, o banco assume um cenário com Brent médio de US$70 por barril em 2026 e um aumento de aproximadamente R$0,75 por litro no preço do diesel da Petrobras. Considerando a mistura obrigatória de biodiesel de 15%, o impacto estimado no preço final seria de cerca de R$0,64 por litro. Nesse cenário, a Petrobras seria a principal beneficiada. O aumento no preço do diesel mais do que compensaria o impacto negativo do imposto sobre exportações, gerando um ganho líquido estimado de US$3,4 bilhões no EBITDA, equivalente a cerca de 8% da projeção de EBITDA para 2026 e aproximadamente 3% do valor de mercado da companhia. Por outro lado, empresas com maior exposição às exportações de petróleo tendem a ser mais prejudicadas. A PRIO seria a mais afetada, com redução estimada de US$487 milhões no EBITDA ajustado, o que corresponde a cerca de 15% da projeção para 2026 e aproximadamente 5% de seu valor de mercado. A Brava Energia também enfrentaria impacto negativo relevante, estimado em R$412 milhões no EBITDA, o equivalente a 7% da projeção de EBITDA ajustado para 2026 e cerca de 5% de sua capitalização de mercado. Já a PetroReconcavo não deve sofrer impacto direto significativo neste momento, pois sua produção tem menor exposição ao mercado externo. Além disso, o aumento estimado no preço do diesel reduziria o desconto do combustível no Brasil em relação ao preço de paridade de importação, diminuindo a diferença de aproximadamente 50% para cerca de 30%, o que melhora a rentabilidade doméstica do combustível.

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