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Rodrigo de Assis Dutra Costa

@rodrigoadcosta · 09 de março de 2026 às 19:54

$BRENT 🛢️ BRASIL É UMA DAS ECONOMIAS EMERGENTES MENOS EXPOSTAS AO CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO O Brasil é uma das economias emergentes menos expostas aos efeitos do conflito no Oriente Médio, segundo o UBS. Em relatório divulgado a clientes, o banco diz que mantém posição comprada em câmbio, juros e ações do Brasil. "O Brasil parece menos exposto ao conflito por causa de superávits em petróleo e de taxas de juros quase recorde na comparação com o restante dos mercados emergentes num momento em que os riscos fiscais parecem estar crescendo mais rapidamente em outros lugares", afirmou o UBS. No relatório, o banco ressalta que os mercados emergentes da Ásia parecem mais expostos diretamente ao conflito no Oriente Médio e que a região responde por 73% do petróleo que trafega pelo Estreito de Ormuz. "De 40 a 70% do petróleo da Índia, da Coreia do Sul e da Tailândia passam por esta rota. Já vemos sinais de perturbação ameaçando afetar a produção industrial em partes da Ásia", disse o UBS. "Alguns fornecedores de gás indianos disseram que começaram a restringir os suprimentos à indústria. Bangladesh fechou quarto das cinco fábricas de fertilizantes por causa da escassez de gás", acrescentou. Os Estados Unidos, diz o UBS, devem ser o país que mais se beneficia da intensificação do conflito, tanto por serem exportador líquido de petróleo quanto pela possibilidade de aumento da produção não convencional (shale oil). "Os EUA têm um desempenho superior se o crescimento global desacelera enquanto está abaixo de 3,5% ao ano, porque tem a menor alavancagem operacional. Historicamente, os mercados com pior desempenho num choque de petróleo do lado da oferta são o Japão e os emergentes importadores de petróleo. Se o conflito tiver vida curta, e os preços do petróleo e do gás natural recuarem para dentro do previsto, isso deve apoiar nossa posição acima da média do mercado em ações de mercados emergentes. O Brasil parece bem posicionado em qualquer um dos cenários", diz o UBS. O banco prevê que o preço do petróleo Brent será, em média, de US$ 64 por barril no quarto trimestre de 2026.

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