Lucas Uhlig
@lucasuhlig · 12 de março de 2026 às 11:23
$CSNA3 Resultado do 4T25 melhor do que o consenso por efeitos não recorrentes Adianto que não gostei do resultado: a cia havia comentado no 3T25 que a margem EBITDA de Siderurgia seria de 10% no período e que a alavancagem seria de 3x neste 4T25: foi muito pior que isso (explico no final do post) A receita líquida atingiu R$11.4 bi no trimestre (-5% a/a), mas bem acima do consenso bloomberg que previa R$10.8 bi com destaque para maiores volume de vendas no mercado externo especialmente em siderurgia e preços melhores de minério de ferro no período. Olhando para 2025, a receita líquida atingiu R$44.8 bi (+2.5% a/a) O destaque positivo foi o CPV: que caiu 6.2% a/a e 7.1% t/t - o que garantiu uma margem bruta de 32% (significativamente acima do consenso do mercado que esperava 26%) - o que mostra uma melhoria operacional importante da cia, especialmente em siderurgia Olhando SG&A, a cia reduziu para R$6 bi em 2025 (-4.7% a/a) fruto de redução de despesas em siderurgia Com isso, atingiu um EBITDA ajustado de R$3.3 bi no trimestre (acima do consenso de R$2.7 bi) e flat a/a - porém, quando olhamos para efeitos não recorrentes, tivemos ~R$300M de efeito contabil em Siderurgia que determina a alocação de custos fixos não absorvidos ao resultado do período. Se tirarmos o efeito não recorrente o EBITDA de siderurgia seria de R$386M com uma margem de 7.4% (a apresentada ao mercado foi de 13%) Anyway, quando olhamos o EBITDA de siderurgia 2025 x 2024, tivemos crescimento de 36,9% e uma melhora (tirando efeitos não recorrentes) de 150 bps - a expectativa da empresa é que a partir de 2026 tenha uma melhora relevante após aprovação das medidas antidumping O resultado financeiro foi de R$1.3 bi negativo, redução de 9.7% t/t, mas aumento de 3.2% a/a com um resultado cambial pouco relevante (R$86M) - o que mostra a urgência da companhia em desalavancar dado que o endividamento está comendo 50% do EBITDA Agora, o ponto principal do balanço: Outras despesas líquidas que atingiram R$1.5 bi no trimestre e foram responsáveis por reduzir o lucro operacional para R$560M (-67% t/t e -56% a/a) - nessa conta tivermos impairment de perda de estoques devido parada do autoforno e também operações de hedge cambial O que levou a um prejuízo de R$700M no período, acima da expectativa do mercado (R$450M de prejuízo) O ponto mais preocupante do balanço sem dúvidas foi o endividamento: a dívida líquida subiu para R$41 bi (muito acima da expectativa do mercado de R$36 bi) e um MISS horroroso para o conf call do 3T25, com a alavancagem atingindo 3.47x EBITDA (sendo que falaram que iria para 3x). O aumento da alavancagem se deu por ~pré pagamento de MFE, variação cambial, aumento da dívida líquida da MRS e outros Em relação a geração de caixa livre: tivemos queima de R$260M fruto de investimentos de R$2 bi no período (+40% t/t) e do pagamento de dívidas de ~R$1.5 bi Por fim, o cronograma de amortização segue MUITO apertado, com vencimentos de R$9.4 bi em 2026, R$7.8 bi em 2027 e R$11.4 bi em 2028, ou seja, a cia corre sério risco de insolvência se não levantar rapidamente os R$18 bi do plano de desinvestimentos Olhando no detalhe, a reação do mercado não deveria ser positiva - mas como teve um beat em EBITDA talvez os robozinhos ajudem na compra. Mas claramente é uma cia com dificuldades e que MAIS UM miss guidance começa a preocupar
👊 12
2 comentários
Rafael Gomes Lima
@limacwb
12 de mar. de 2026
12:41
resultado dela sequencialmente esse ano vai ser um pior do que o outro até vender ativos... bem feia a situação... TEM que vender, se não empresa explode... vamos ver a pressão no Benja... kkkkkk
👊 1
Lucas Uhlig
@lucasuhlig
12 de mar. de 2026
12:42
@limacwb meu medo maior é insolvência. ontem saiu uma mateira no lauro jardim falando de divida garantida em dolar a 15% a.a
👊 2