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Patrick Pasek

@patrick · 12 de março de 2026 às 19:54

Existe uma lógica curiosa no mercado: as melhores oportunidades costumam aparecer quando o desconforto é maior. O gráfico do VIX deixa isso muito claro. Quando o VIX dispara, significa que o mercado está com medo extremo. A volatilidade implícita sobe, os investidores reduzem risco e os preços das ações geralmente já sofreram bastante. É justamente nessas regiões de estresse que começam a surgir oportunidades. Mas aqui existe um ponto importante: não é sobre tentar cravar o topo do VIX. Picos de volatilidade são eventos caóticos. Ninguém sabe exatamente onde está o topo. O que sabemos é que, historicamente, quanto maior o estresse, maior tende a ser o prêmio de risco embutido nos preços. A mesma lógica aparece no petróleo. Existe até uma brincadeira clássica no mercado: Petróleo muito caro “we ded” 💀 Petróleo muito barato “we ded” 💀 Petróleo no meio do range “raptors & boats & good times” 💰 Ou seja, os extremos costumam indicar distorção. Quando o petróleo chega em regiões muito altas (ex.: $110–$120), geralmente já existe excesso de euforia ou choque de oferta — o que aumenta o risco de reversão. Quando ele cai demais, o mercado começa a precificar desaceleração econômica. No VIX acontece algo parecido, mas invertido: VIX muito alto → medo extremo → ações baratas VIX muito baixo → complacência → risco de mercado esticado No fim, tanto o VIX quanto o petróleo nos lembram de algo simples: Mercados vivem em ciclos de estresse e normalização. E é justamente nas regiões de estresse que surgem as melhores oportunidades — desde que você não tente ser herói tentando acertar o ponto exato da máxima ou da mínima. Às vezes, o melhor trade é simplesmente entender em que parte do ciclo estamos. https://tc.tradersclub.com.br/home?postId=69b31985f092581f3147ad23&idea=undefined

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