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Lucas Uhlig

@lucasuhlig · 10 de março de 2026 às 14:20

Goldman Sachs: $CSAN3 4T25 com forte desalavancagem financeira e oportunidades de desinvestimentos a frente A Cosan reportou resultados do 4T25 com leve pressão operacional e maior foco do mercado na desalavancagem e gestão de portfólio. O EBITDA ajustado sob gestão (considerando Raízen a 50%) foi de R$ 5,28 bilhões, praticamente em linha com estimativas, representando queda de 11% vs. 3T25 e alta de 7% na comparação anual. Na holding, a dívida líquida corporativa encerrou o trimestre em R$ 9,8 bilhões, redução relevante frente aos R$ 18,2 bilhões no 3T25, refletindo aumento de capital realizado anteriormente e monetização parcial da participação na Rumo. O custo médio da dívida está em CDI +0,97%, com prazo médio de cerca de 6 anos, e a primeira amortização relevante ocorre apenas em 2028 (aprox. R$ 3,7 bilhões), frente a uma posição de caixa de R$ 16 bilhões. O fluxo de dividendos da holding segue pressionado. No trimestre, a Cosan registrou dividendos líquidos negativos de R$ 145 milhões, já que os R$ 479 milhões recebidos das subsidiárias (principalmente Compass) foram mais do que compensados pelo pagamento de dividendos das ações preferenciais da Cosan Dez. Nos últimos doze meses, os dividendos líquidos somaram aprox. R$ 1,5 bilhão, enquanto as despesas com juros chegaram a R$ 1,7 bilhão, levando o DSCR (cobertura de juros) para 0,9x, abaixo de 1,0x no trimestre anterior. Na Raízen, o EBITDA ajustado foi de R$ 3,2 bilhões (-3% a/a), impactado por menores volumes de etanol e preços mais baixos do açúcar, parcialmente compensados por melhora no negócio de distribuição de combustíveis. O segmento de combustíveis no Brasil apresentou forte expansão de margens, com EBITDA de R$ 816 milhões (+72% a/a) e margem de R$ 215/m³. Já o negócio de energia renovável e açúcar sofreu queda relevante, com EBITDA de R$ 615 milhões (-32% a/a), refletindo preços mais baixos de açúcar e menor moagem de cana (-23% a/a). A alavancagem da Raízen permanece elevada, com dívida líquida de cerca de R$ 55 bilhões e ND/EBITDA de 5,3x, o que levou a companhia a avaliar uma reorganização de capital, incluindo potencial aumento de capital de R$ 4 bilhões (R$ 3,5 bilhões da Shell e R$ 500 milhões de veículos ligados à família Ometto) e possível conversão de dívida em equity. Entre as demais subsidiárias, Compass reportou EBITDA de R$ 1,1 bilhão (-4% a/a), enquanto Moove apresentou EBITDA de R$ 292 milhões (-2% a/a), beneficiado por cerca de R$ 230 milhões em receitas extraordinárias relacionadas a indenizações de seguro após o incêndio na planta do Rio de Janeiro. A empresa já garantiu R$ 933 milhões em indenizações, sendo R$ 500 milhões recebidos anteriormente. Por fim, o mercado segue atento às iniciativas de reciclagem de portfólio da Cosan. A companhia protocolou o IPO da Compass, que pode ajudar na redução da dívida da holding, e também avalia potenciais desinvestimentos adicionais, possivelmente incluindo participações em ativos como a Rumo.

👊 8

1 comentário

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Sérgio Cachoeira CNP…

@osergiocachoeira

11 de mar. de 2026

20:48

Só falta desovar a Raizen