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Rodrigo Costa

@rodrigoadcosta · 12 de março de 2026 às 16:30

🥩IPCA Fev/26 O IPCA de fevereiro de 2026 registrou variação de 0,70%, após alta de 0,33% em janeiro, segundo o IBGE. No acumulado de 12 meses o índice se mantém em 3,81%, ainda dentro do intervalo de tolerância da meta inflacionária. A decomposição do indicador mostra que o movimento do mês esteve concentrado em grupos específicos da cesta de consumo, especialmente Educação, impactado pelos reajustes sazonais do início do ano letivo, e Transportes, influenciado pela elevação das passagens aéreas. Dentro da estrutura de alimentos, o grupo Alimentação e Bebidas avançou 0,26%, com comportamento relativamente contido no agregado, mas com movimentos relevantes na composição interna da cesta. A inflação alimentar no mês ficou concentrada em alguns itens de proteína animal e em determinados cortes bovinos. Os dados do índice mostram aumento em cortes tradicionalmente ligados ao consumo cotidiano, como fígado (2,52%), capa de filé (2,28%), chá de dentro (1,99%) e pá (1,71%), enquanto cortes de maior valor unitário ou associados a consumo mais específico apresentaram retração, caso de filé-mignon (-1,25%), picanha (-0,10%) e patinho (-0,21%). Outro ponto relevante é a interação entre proteínas substitutas. O IPCA também registrou alta de 4,55% no preço do ovo, movimento que altera temporariamente a dinâmica de substituição no consumo doméstico. Em contextos de aumento de demanda por proteínas de menor preço relativo, cortes bovinos associados ao consumo cotidiano costumam absorver parte dessa pressão. No agregado do índice, o subgrupo carnes avançou 0,58% no mês, resultado que sintetiza justamente esse processo de recomposição interna entre cortes dentro da carcaça bovina e da interação com outras proteínas animais na cesta de consumo.

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