Rodrigo de Assis Dutra Costa
@rodrigoadcosta · 06 de março de 2026 às 16:36
📈 NONFARM PAYROLLS Fev/26 ✔️ Empregos criados = -92k ✔️ Consenso = 55k ✔️ Anterior = 130k ✔️ Revisado = 126k ✔️ Empregos setor privado = -86k ✔️ Consenso = 60k ✔️ Anterior = 172k ✔️ Revisado = 146k ✔️ Taxa de desemprego = 4,4% ✔️ Consenso = 4,3% ✔️ Anterior = 4,3% ✔️ Rendimentos por hora YoY = 3,8% ✔️ Consenso = 3,7% ✔️ Anterior = 3,7% Surpreendentemente fraco, Payroll de fevereiro reforça enfraquecimento do mercado de trabalho americano e impulsiona apostas em mais cortes nos EUA O Payroll registrou o fechamento de 92 mil empregos nos EUA em fevereiro, resultado bastante fraco para o período e muito inferior ao consenso de mercado (+55 mil). No âmbito privado, foram 86 mil empregos a menos no mês, contra expectativa mediana de +60 mil. No mesmo sentido, merece destaque a revisão baixista para a criação de vagas no setor privado de janeiro, que passou a 146 mil, das 172 mil divulgadas anteriormente. Com o resultado frustrante, a economia americana eliminou 1 mil empregos nos últimos seis meses, já consideradas todas as revisões. Já pela média móvel trimestral, foram apenas 6 mil empregos adicionados. Ambos os ritmos são considerados bastante fracos e reforçam a visão de desaceleração do mercado de trabalho americano - ainda considerado saudável, não obstante a forte diminuição do ritmo de contratações. Corroborando a leitura de enfraquecimento do mercado de trabalho americano, a taxa de desemprego do país avançou a 4,4% em fevereiro, de 4,3% em janeiro, resultado em linha com o consenso de mercado. Já os rendimentos médios registraram crescimento interanual ligeiramente acima do esperado, acelerando de 3,7% para 3,8% YoY. Takeaways Após algumas leituras indicando uma diminuição do ritmo de contratações sem aumento substancial das demissões, o Payroll de fevereiro aponta para um enfraquecimento mais claro do mercado de trabalho americano. Muito embora insuficiente para alterar a postura cautelosa adotada pela maioria dos dirigentes do Fed (a qual deve ser reforçada à luz das novas incertezas trazidas ao cenário pelo tema da geopolítica), o dado divulgado há pouco impulsiona as apostas por mais ajustes na política monetária americana - perspectiva que vinha sendo afastada pela combinação de manutenção dos riscos inflacionários associados à política comercial da Casa Branca e um perfil ainda saudável do mercado de trabalho do país.