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Rodrigo Costa

@rodrigoadcosta · 13 de março de 2026 às 19:45

🛢️🎋 PETRÓLEO VOLÁTIL E MIX ALCOOLEIRO REFORÇAM DEMANDA POR MAIOR MISTURA DE ETANOL 📌 Defesa da Mistura: A disparada do petróleo e o aumento da oferta de biocombustível reacenderam o debate sobre a elevação da mistura de etanol anidro na gasolina, hoje em 30%. O presidente da Unem, Guilherme Nolasco, defende que o governo utilize o limite legal de até 35% (previsto na Lei do Combustível do Futuro) para reduzir a dependência de gasolina importada e mitigar a inflação nas bombas. 📌 Safra Alcooleira: A consultoria Datagro projeta que a produção de etanol deve saltar de 33,89 bilhões para 38,42 bilhões de litros na safra 2026/27. Esse crescimento de 4 bilhões de litros será alimentado por um mix de produção mais voltado ao álcool nas usinas de cana (cuja participação deve subir para 51,5%) e pela expansão contínua do etanol de milho. 📌 Segurança Energética: Com o barril de petróleo testando patamares acima de US$ 100 devido ao conflito no Oriente Médio, o setor sucroenergético argumenta que o etanol funciona como um "seguro nacional". O Brasil ainda carece de capacidade de refino plena, e o biocombustível surge como a ferramenta mais rápida para garantir o abastecimento interno e a soberania energética. 📌 Desafios e Margens: Apesar do cenário construtivo para a demanda, executivos como Renato Cunha (NovaBio) alertam para um cenário "nebuloso". O excesso de oferta pode pressionar os preços e reduzir as margens das usinas. O setor cobra maior previsibilidade da Petrobras na formação de preços para evitar que o biocombustível perca competitividade frente à gasolina subsidiada. 🎋 O ETANOL COMO ESCUDO CONTRA O CHOQUE DO ORIENTE MÉDIO ✔️ Análise de Cenário: O setor sucroenergético vive um paradoxo em 2026. Por um lado, a fartura de oferta (cana e milho) ameaça derrubar os preços no curto prazo; por outro, a crise geopolítica no Estreito de Ormuz torna o etanol o ativo mais estratégico do País. A elevação da mistura para 35% não seria apenas uma medida setorial, mas uma manobra macroeconômica para evitar que o choque do petróleo desancore as expectativas de inflação e force o Banco Central a interromper o ciclo de queda da Selic. ✔️ Perspectiva de Mercado: Para as empresas do setor, como a Raízen e a São Martinho, o cenário favorece o volume em detrimento do preço unitário. A valorização da gasolina internacional abre espaço para que o etanol suba nas usinas sem perder a vantagem competitiva de 70% nas bombas, preservando a rentabilidade do produtor. O grande gatilho para as ações do setor nas próximas semanas será o posicionamento do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sobre a nova graduação da mistura obrigatória.

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