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Lucas Uhlig

@lucasuhlig · 16 de março de 2026 às 14:55

$RADL3 Os analistas do Itaú BBA destacam que a RD apresentou um 4T fortemente impulsionado pelo crescimento da receita, com destaque para os medicamentos GLP-1 (canetas emagrecedoras), cujas vendas cresceram cerca de 2,6x na comparação anual e já representam aproximadamente 11% da receita total. A categoria adicionou 8 p.p. ao crescimento da receita e 7 p.p. às vendas mesmas lojas (SSS), reforçando o papel central desses produtos na dinâmica recente da companhia. Mesmo excluindo esse efeito, o crescimento orgânico permaneceu sólido. Segundo os analistas, a rentabilidade operacional também evoluiu, com lucro bruto por loja avançando 9,2% na comparação anual, beneficiado pela maior participação dos GLP-1. Mesmo sem esse impacto, o indicador ainda teria crescido 5,7%, acima da inflação. No controle de custos, a companhia apresentou alavancagem operacional relevante, com despesas gerais e administrativas (G&A) recuando para 2,6% da receita bruta (-0,7 p.p. a/a), reflexo da reestruturação corporativa e de uma alocação mais eficiente de recursos. Esse movimento ajudou a compensar parcialmente o aumento de 0,5 p.p. nas despesas de vendas, pressionadas por maiores custos com pessoal e investimentos. Os analistas também incorporaram em suas estimativas os resultados do trimestre, o novo cenário macroeconômico e a venda da 4Bio, operação que simplifica a estrutura da companhia e tende a melhorar a qualidade das margens e do retorno sobre o capital investido (ROIC). Apesar de a exclusão da 4Bio reduzir parte dos números operacionais e elevar a alíquota efetiva de imposto, devido à perda de incentivos fiscais, a projeção de lucro líquido para 2026 foi levemente revisada para cima, sustentada pelo crescimento de receita, mesmo diante de maiores despesas financeiras e carga tributária. Diante desse cenário, os analistas do Itaú BBA mantêm recomendação neutra para RADL3, mas elevaram o preço-alvo para R$27 (ante R$25) ao final de 2026, refletindo a melhora nas estimativas. No curto prazo, o forte momento operacional — especialmente impulsionado pelos GLP-1 e pela demanda ainda limitada por oferta — deve continuar sustentando o desempenho das ações, embora o prêmio de valuation siga como ponto de atenção entre investidores.

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