Rodrigo Costa
@rodrigoadcosta · 17 de março de 2026 às 10:38
$SELIC 📊 BTG PACTUAL REDUZ PROJEÇÃO DE CORTE DA SELIC EM MARÇO, DE 0,5PP P/ 0,25PP POR CHOQUE DO PETRÓLEO O banco avalia que a estratégia mais consistente para a reunião do Banco Central é o início de um ciclo de afrouxamento mais conservador, com corte de 0,25 ponto porcentual, e comunicando continuidade de flexibilização, com o ritmo condicionado à evolução do cenário. O BTG alterou sua estimativa quanto ao primeiro corte da Selic, anteriormente de 0,5pp, enfatizando que o principal fator de incerteza passou a ser o choque do petróleo associado ao risco político. "A magnitude do choque e, sobretudo, a elevada incerteza quanto à sua persistência ampliam os riscos de desancoragem das expectativas, contaminação dos núcleos e reforço da inflação inercial", afirmam Tiago Berriel, Iana Ferrão, Ederson Schumanski e Mateus Della, em nota a clientes. Como fatores positivos desde a última reunião, o Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre confirmou desaceleração da atividade econômica ao longo de 2025, houve apreciação cambial e estabilidade das expectativas de inflação. Por outro lado, dados de inflação na margem surpreenderam para cima e com composição pior,dados de atividade em janeiro também vieram mais fortes, o mercado de trabalho apresentou aperto adicional e os indicadores de consumo e crédito mostraram desempenho mais robusto. Postergar? O cenário em que o Copom postergaria o início do ciclo de afrouxamento parece improvável ao BTG. Primeiro, porque seria uma contradição evidente com sua comunicação desde a última reunião. O pico recente do petróleo ocorreu antes do período de silêncio, mas os membros optaram por não ajustar sua comunicação. "Normativamente, uma reação que contrarie a comunicação prévia em um ambiente de alta volatilidade pode ser bastante contraproducente. A redução do valor da comunicação e a percepção de um BC excessivamente reativo pelo mercado, em um momento de grande incerteza e posições técnicas desfavoráveis, podem ensejar uma retroalimentação de volatilidade frente a novas notícias. Esse ciclo poderia contaminar outros ativos, como o câmbio, além do próprio mercado de juros. Ou seja, nesse caso específico, uma política mais cautelosa pode, paradoxalmente, implicar maiores riscos", complementa.