Rodrigo de Assis Dutra Costa
@rodrigoadcosta · 10 de março de 2026 às 18:45
$UGPA3 ⚙️ 💰 ULTRAPAR E PERFIN PODEM COMPRAR ATÉ 10% DA COSAN NA RUMO O Bradesco BBI avalia que as negociações entre Ultrapar, Perfin e Cosan para uma eventual entrada no capital da Rumo caminham para um desfecho que envolveria, em um primeiro momento, a compra de 10% da fatia hoje detida pela Cosan. Segundo o banco, essa aquisição elevaria a participação somada de Ultrapar e Perfin a cerca de 1%, limite previsto na cláusula de defesa contra aquisições hostis da Rumo. O mecanismo, porém, poderia ser contornado em assembleia ou pela adesão dos novos investidores ao acordo de acionistas. Segundo os analistas André Ferreira, Matheus Sant'Anna e Leandro Neto, a Ultrapar já teria adquirido ações da operadora ferroviária no mercado, o que facilitaria o alcance do patamar de 15%. Caso a transação envolvesse toda a participação da Cosan de uma só vez, haveria debate sobre disparo de direitos de acompanhamento, mas essa não é a principal hipótese trabalhada pelo Bradesco BBI. "Desde setembro de 2025, a BTG e a Perfin entraram na estrutura de controle da Cosan por meio de uma captação de capital privado. O caminho a seguir para a Cosan pode envolver a venda de ativos", disse o banco. "Desde então, surgiram especulações sobre a venda de participações na Rumo. Mais recentemente, também surgiram discussões sobre a possibilidade da Ultrapar vender participações na Ipiranga e na Ultracargo, o que intensificou as especulações de que a Ultrapar poderia comprar a participação da Cosan na Rumo. O momento parece estar alinhado para ambas as partes." Segundo o Bradesco BBI, em qualquer dos cenários, o preço gatilho da cláusula “pílula de veneno” seria definido pelo critério mais alto entre quatro métricas predefinidas. Descartadas uma emissão de capital nos últimos 24 meses e um laudo de avaliação independente, o banco estima que o valor ficaria entre R$ 19,30 e R$ 21,30 por ação da Rumo, o que representa prêmio de 21% a 34% sobre o último fechamento. O teto de R$ 21,30 considera a dívida líquida reportada no quarto trimestre de 2025, mas pode cair se forem incluídos arrendamentos e obrigações regulatórias. "Nosso cenário base é que a Ultra/Perfin possa adquirir uma participação de 10% da Cosan, resultando em uma participação total próxima ao limite de 15% da cláusula de defesa contra aquisições hostis, que poderia ser negociada. No geral, permanecemos mais otimistas em relação à Rumo do ponto de vista operacional. Números para 2026 se tornam mais claros com potencial de alta nos preços". $UGPA3 ⚙️ 💰 ULTRAPAR E PERFIN PODEM COMPRAR ATÉ 10% DA COSAN NA RUMO O Bradesco BBI avalia que as negociações entre Ultrapar, Perfin e Cosan para uma eventual entrada no capital da Rumo caminham para um desfecho que envolveria, em um primeiro momento, a compra de 10% da fatia hoje detida pela Cosan. Segundo o banco, essa aquisição elevaria a participação somada de Ultrapar e Perfin a cerca de 1%, limite previsto na cláusula de defesa contra aquisições hostis da Rumo. O mecanismo, porém, poderia ser contornado em assembleia ou pela adesão dos novos investidores ao acordo de acionistas. Segundo os analistas André Ferreira, Matheus Sant'Anna e Leandro Neto, a Ultrapar já teria adquirido ações da operadora ferroviária no mercado, o que facilitaria o alcance do patamar de 15%. Caso a transação envolvesse toda a participação da Cosan de uma só vez, haveria debate sobre disparo de direitos de acompanhamento, mas essa não é a principal hipótese trabalhada pelo Bradesco BBI. "Desde setembro de 2025, a BTG e a Perfin entraram na estrutura de controle da Cosan por meio de uma captação de capital privado. O caminho a seguir para a Cosan pode envolver a venda de ativos", disse o banco. "Desde então, surgiram especulações sobre a venda de participações na Rumo. Mais recentemente, também surgiram discussões sobre a possibilidade da Ultrapar vender participações na Ipiranga e na Ultracargo, o que intensificou as especulações de que a Ultrapar poderia comprar a participação da Cosan na Rumo. O momento parece estar alinhado para ambas as partes." Segundo o Bradesco BBI, em qualquer dos cenários, o preço gatilho da cláusula “pílula de veneno” seria definido pelo critério mais alto entre quatro métricas predefinidas. Descartadas uma emissão de capital nos últimos 24 meses e um laudo de avaliação independente, o banco estima que o valor ficaria entre R$ 19,30 e R$ 21,30 por ação da Rumo, o que representa prêmio de 21% a 34% sobre o último fechamento. O teto de R$ 21,30 considera a dívida líquida reportada no quarto trimestre de 2025, mas pode cair se forem incluídos arrendamentos e obrigações regulatórias. "Nosso cenário base é que a Ultra/Perfin possa adquirir uma participação de 10% da Cosan, resultando em uma participação total próxima ao limite de 15% da cláusula de defesa contra aquisições hostis, que poderia ser negociada. No geral, permanecemos mais otimistas em relação à Rumo do ponto de vista operacional. Números para 2026 se tornam mais claros com potencial de alta nos preços".
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